Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Eu: É para escreveres os dias da semana em Inglês.
Estudante: Mas eu não sei!
Eu: Claro que sabes, aprendeste isso no período passado!
Estudante: Já não me lembro…»
Quantas e quantas vezes os estudantes nos respondem prontamente: ‘eu ainda não dei isso…’, para esta resposta deve imperar o completo ceticismo. Na verdade, a matéria pode ter sido lecionada e até estudada para o teste anterior, contudo, na semana seguinte já foi totalmente esquecida, como se já não fosse conhecimento importante ou necessário.
Hoje em dia, muitos estudantes pensam desta forma: ‘essa matéria já foi dada, já não preciso de saber porque não vai sair no teste’… eu não concordo, totalmente, com esta reflexão. Praticamente todas as disciplinas utilizam a construção de saberes como sendo patamares de conhecimento que se apoiam mutuamente para evoluírem.
Posso deixar alguns exemplos concretos: como se consegue evoluir na aprendizagem de uma língua estrangeira, estando constantemente a esquecer vocabulário e regras gramaticais? Se o estudante não compreendeu as regras básicas de cálculos de frações, no 5ºano, como poderá evoluir para cálculos mais complexos?
Considero que esta mudança de perspetiva sobre oc conteúdos curriculares e os conhecimentos adquiridos deve ser alterada, olhando-se para eles como informação permanentemente útil, que desencadeará um caminho para novos saberes.
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