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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Presentes ou Castigos?

Uma conversa entre mim e um/a estudante de 3ºciclo, sobre os resultados escolares:

«Estudante: _ Devíamos de ter menos disciplinas, assim temos muita matéria para estudar!

Eu: _ Não é assim tão difícil…

Estudante: _ É, se fossem apenas três disciplinas como na primária seria mais fácil!

Eu: _ Mas se os outros alunos conseguem tu também consegues!

Estudante: _ Conseguem porque estudam todos os dias.»

 

Neste diálogo podemos perceber que quase todos os estudantes conhecem bem o caminho para os bons resultados escolares, contudo não colocam em prática a sua teoria sobre boas notas, principalmente pela falta de motivação, pela preguiça e o desencontro entre a matéria lecionada e o quotidiano vivido.

Esta situação leva os encarregados de educação bem próximo do desespero, já não encontram forma de motivar, utilizam castigos como resposta às más notas, ou, compram resultados positivos com presentes de Natal e Aniversário, que muitas vezes oferecem na mesma, mesmo sem os resultados desejados. Este é sem dúvida um primeiro erro a evitar!

A comparação com outros estudantes que alcançam melhores resultados pode ser utilizado, não como crítica à falta de capacidades do estudante, mas como procura de respostas para melhorar competências:

«Logo, se estudares todos os dias também conseguirás melhores resultados!»

O(s) encarregado(s) de educação mais próximo(s) do estudante deve demonstrar interesse e atenção pelos resultados obtidos, mas também pelas dificuldades demonstradas, facultando ajuda sempre que necessário.

O incentivo não tem necessariamente de passar pelos presentes materiais, por vezes a partilha da alegria e entusiasmo, pelos bons resultados, deixam presente a motivação necessária.

A aplicação dos castigos deve ser ponderada de acordo com as caraterísticas e personalidade de cada estudante, podendo ser utilizada em caso de completa falta de preparação/estudo, contudo, deve ser aplicado apenas por quem melhor conhece o estudante, de forma a que este tenha o resultado esperado.

Estas e outras estratégias poderão funcionar melhor com alguns estudantes e não funcionar, de todo, com outros, cabe assim, ao encarregado de educação, ir testando e definindo os melhores métodos de incentivo ao estudo, se mesmo assim não estiverem a surgir os resultados esperados, procurar conversar com os outros intervenientes na educação (professores, explicador, psicólogo) poderá auxiliar neste constante caminho em prol dos bons resultados escolares…    

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Groming; Cyberbullying; etc - Como proceder?

Infelizmente, não são raros os casos de crianças ou jovens que experienciam, ou já experienciaram algum destes problemas trazidos pelas novas tecnologias, portanto torna-se importante saber que:

Segundo entendidos nestas matérias, para detetar estes casos, os educadores, devem estar atentos para algumas diferenças de comportamento ou alteração de personalidade por parte das crianças ou jovens.

Tal como:

  • Maior afastamento, isolamento, ansiedade, ou tristeza;
  • Expressões de raiva;
  • Vitimização de outras crianças ou irmãos;
  • Dificuldades no sono;
  • Dores físicas: de cabeça ou barriga;
  • Desinteresse pela convivência social;
  • Relutância em frequentar a escola;
  • Alterações no uso da internet, (uso em privado, muitas horas de utilização, ou uso destes equipamentos informáticos até altas horas da noite).

 

Como forma de prevenção, nestes casos, os educadores devem proporcionar momentos de conversas regulares, sinceras e abertas sobre estas situações, podendo mesmo apresentarem e debaterem sobre exemplos de casos reais.

Quando se fala destas situações deve-se relembrar que, às vezes, isto pode acontecer ao estudante, mesmo que ele tenha todos os cuidados e, muito importante, fomentar a ideia de que deve pedir ajuda a alguém de confiança (pais ou professores) caso venham a viver algo deste género, mesmo que isso vá contra o pedido/ameaça do agressor. 

Torna-se importante sublinhar, também, que caso tenha conhecimento de alguma destas situações, vivenciada por uma criança ou jovem, deve analisá-la com cuidado, conversar com o conselho pedagógico da escola, ou com outros intervenientes, de forma a desenvolver uma ação/proteção consertada.

Sempre que considerar necessário deve notificar as autoridades competentes, e lembre-se que não deve eliminar mensagens ou imagens que provenham desta situação, pois serão constituídas como meios de prova.

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Já ouviu falar de: Cyber Bullying ou Grooming?

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Sendo este um tema tão sensível, volto a frisar a importância de supervisionar o comportamento de crianças e jovens nas redes sociais. neste sentido, alerto para novos conceitos associados aos perigos da WEB que podem ser vivenciados por qualquer estudante, que utilize as redes sociais da internet:

 

Cyber Bullying:

Quando uma criança ou jovem é submetida a ameaças ou humilhações por parte dos seus colegas Web, cujas as intenções são provocar medo e atormentar emocionalmente as suas vítimas. Estas práticas podem também ser realizadas através de telemóveis, por mensagens ou chamadas.

 

Grooming:

Trata-se de perseguição e persuasão de um adulto a uma criança ou adolescente, quase sempre com a finalidade de obter relações de nível sexual, numa tentativa contínua de gerar um ambiente de confiança. Muitas vezes estes adultos fazem-se passar por outras crianças da mesma idade desenvolvendo uma confiança que leve a um encontro pessoal.

 

Sexting:

Um acrónimo criado com junção de duas palavras inglesas: Sex e Texting e, como as palavras indicam, trata-se do envio de mensagens, (via redes sociais ou telemóvel) de conteúdo erótico que, com o avanço tecnológico, evoluiu também para troca de imagens e vídeos.

 

Roubo de informação:

Por vezes através dos vírus e janelas pop-up, ou de outras formas, informações pessoais são intercetadas por terceiros que, de forma direta, ou indireta, as utilizam para roubar, ou levar uma criança a roubar, a própria família através da chantagem.

 

Com base no: «Guia para pais de proteção infantil na Internet». eset.

_Mãe/Pai, posso criar uma conta no Facebook?

Certamente que o leitor já conversou com o(s) seu(s) educando(s) sobre o Facebook, a criação de um perfil ou os perigos que estas e outras redes sociais podem trazer. É, portanto, uma preocupação de presente e de futuro… pois de forma alguma se pode viver alheio a esta nova forma de comunicar, que tanto acedia os estudantes.

Uma primeira questão pode prender-se com a ‘idade certa’ para ter um Perfil, sobre este assunto, a primeira nota prende-se com o facto de que nos Termos Legais de Utilização, não é permitida a criação de perfis em redes públicas antes dos 13 anos, pelo que não é de todo aconselhável que o façam.

A maioria dos estudantes procura estas redes sociais para visualizar e trocar vídeos, conversar nos chat’s com os amigos, e para realizar jogos, como podemos analisar no estudo concretizado por Nélia Macedo (na imagem).

A maioria dos psicólogos aconselham também a que os pais tenham acesso às palavras-chave dos seus filhos e monitorizem o histórico de navegação, realizado pelas crianças e adolescentes, na internet. Certamente que, muito se poderá debater sobre a questão da privacidade desta situação, contudo lembro apenas que, a internet é um espaço público de fácil acesso a milhões de pessoas nem todas com boas intenções. 

Procurarei desenvolver outros assuntos relacionados com este tema em publicações seguintes.   

 

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