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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Estudaste a Matéria Toda? - Memória

O principio básico para o sucesso escolar está na concentração que o estudante deposita no decorrer das aulas. A atenção no decorrer da aula facilita a compreensão e memorização da matéria. A participação e esclarecimento de dúvidas em tempo de aula ajuda também numa avaliação positiva por parte do professor. Esta Atenção significa também melhorar os apontamentos diários que posteriormente apoiarão no estudo para o exame.

Alguns estudantes apresentam muitas dificuldades em permanecerem concentrados na sala de aula e muitos podem ser os motivos da desconcentração, motivos internos ou externos ao estudante, estes devem procurar ser identificados pelo educador para minimizar a situação.

Para os estudantes, ficam aqui algumas propostas para melhorar a memorização da matéria:

  • Desperta a tua curiosidade para os pequenos pormenores;
  • Lê em voz alta, ou pede que te leiam a matéria a estudar;
  • Estuda diariamente para não acumular matéria nova;
  • Relaciona novos conceitos/nomes com alguns que já conheces;
  • Descobre qual a melhor hora para o teu estudo: manhã, tarde, noite;
  • Associa números e datas a situações que te são mais familiares;
  • A ansiedade e os receios são bloqueadores de memória;
  • Sublinha o mais importante;
  • Explica o que estudaste a alguém;
  • Elabora esquemas;
  • Utiliza mnemónicas para decorar palavras.

Motivar ao Estudo: começar por aí...

«Além das outras atividades, andava ali para receber o apoio escolar. Em certas épocas na escola sentia-me desiludida com as notas que tinha, mas com o apoio que levei, principalmente a História (não gostava muito de História), ajudou-me a não abandonar. [Fernanda]» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Muitas das vezes os estudantes demonstram desinteresse pelo estudo em uma ou várias disciplinas e assim, para os educadores, desenvolverem momentos produtivos de estudo torna-se a primeira e a maior das dificuldades.

Assumo também ainda não ter encontrado a chave mestra que abre totalmente esta motivação, se é que ela existe?! Contudo, algumas estratégias poderão ser facilitadores desta aproximação a determinado saber. Estas não podem ser utilizadas como ‘tamanho único’, pois, o primeiro passo é conhecer o estudantes, quais são os seus maiores interesses (mesmo fora do contexto escolar), as suas perspetivas futuras e gostos pessoais. Partindo daqui, poderemos despertar a vontade de conhecer mais, de descobrir. Porque não estudar algumas Leis da Física tendo por base a velocidade de um Ferrari? Ou a velocidade necessária para a descolagem de um avião de passageiros, usando o peso e o tamanho variável?

O percurso depois é acreditar nas capacidades e demonstra-las ao estudantes, muitas vezes eles estão simplesmente desacreditados do quanto conseguem.

Relembrando algumas leituras:

«A relação pedagógica passa, não só pelas possibilidades que são fornecidas aos estudantes […] mas também pelo espaço para a ‘responsabilização’ dos estudantes, valorização das suas capacidades, tornando cada um responsável pela sua própria formação…» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Finalmente, Escutar e não apenas ouvir: escutar com atenção os problemas, as inquietações, os receios e anseios… o Ser Humano não é apenas complexo em adulto…

«os monitores não eram só monitores, eram amigos dos jovens, qualquer tipo de problema que os jovens tivessem os monitores ajudavam. [Fernanda]» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Estudar com Método

Pensar em Sucesso Escolar implica refletir sobre várias perspetivas dos métodos de estudo a utilizar, para melhor receber bons resultados.

Através do esquema que se segue, podemos perceber quais os temas que poderão estar na base de uma melhoria dos resultados escolares.

Tenciono refletir especificamente sobre cada um destes pilares, propondo atitudes que poderão fomentar uma melhoria do sucesso escolar. Assim sendo, basta continuarem a seguir as minhas publicações sobre estes temas…

 

 

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Apontamentos em Caderno Diário

Aqui ficam algumas orientações simples para desenvolver esta competência:

  • Uso de caligrafia legível;
  • Escrever apenas o que se compreendeu e que faça mentalmente sentido;
  • Apontar dúvidas a serem esclarecidas com o professor/educador;
  • Usar tópicos de ideias e/ou esquemas;
  • Escrever pelas próprias palavras;
  • Usar o símbolo * quando não existe espaço para toda a informação necessária, de forma a conseguir-se encontrar a ligação mais tarde;
  • Utilização de cores e sublinhados para frases e conceitos importantes;
  • Em casa, reler e reescrever sempre que necessário.

 

Para melhorares os teus apontamentos, sínteses e resumos procura mais informações nas gramáticas escolares, apresentam exemplos e exercícios de treino: «fazemos uma síntese quando, de acordo com o nosso ponto de vista, escolhemos alguns aspetos de um ou vários textos e os registamos com palavras essencialmente nossas.» (Gramática Prática: Editora Raiz).

Apontamentos em Caderno Diário

A realização de apontamentos é fundamental para um apoio ao estudo diário e no estudo para os exames. Neles podemos encontrar informação que não está escrita nos livros, esquemas que nos ajudam a memorizar a matéria e resumos que nos aclaram a informação, ou seja, material precioso para quem estuda!

Contudo, a arte de realizar bons apontamentos exige aprendizagem, treino, motivação e atenção.

A escrita de apontamentos em sala de aula implica necessariamente que o estudante esteja atento à (in)formação que está a receber para conseguir organizar-se mentalmente e reproduzi-la por escrito, em esquema ou resumo.

Como esta é uma capacidade que se desenvolve ao longo do percurso escolar, no ensino básico, a grande maioria dos professores faculta estes resumos e esquemas, através de fotocópias ou projeções que devem ser copiadas para o caderno diário. Porém, a partir do 7º ano deve iniciar-se a escrita de tópicos a acompanhar a matéria e a realização de resumos.

A partir do secundário este exercício deve estar já consolidado e os estudantes devem realizar os seus próprios apontamentos no decorrer da aula, realizar resumos em preparação para testes e exames.

Os estudantes deverão ter estas capacidades bem consolidadas aquando do ingresso no ensino universitário, onde esta competência de escrita resumida e estruturada é imperativo do sucesso académico. 

A proposta essencial para desenvolver esta competência é através do treino e da prática. Se no início os estudantes irão sentir dificuldade em encontrar o que devem efetivamente escrever, com o tempo terão esta capacidade bem definida e será bastante natural.

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O uso do Caderno Diário

Agora que os cadernos diários já estão escolhidos e organizados por disciplinas, cabe ao estudante não descorar da organização e cuidado com este material… será objeto fundamental de estudo.

Embora todos nós saibamos, é sempre necessário lembrar que, estes cadernos devem estar atualizados, organizados, com escrita cuidada, esquemas e apontamentos em dia.

Para além destes conselhos, distingo também orientações para dois públicos, educadores e estudantes:

  • Educadores:

Deve ser realizada uma revisão semanal aos cadernos diários, para orientação nesta organização;

Incentivar ao uso de canetas coloridas e post-its;

Sempre que o estudante precise de faltar deve solicitar os apontamentos em atraso ao colega;

Apoiar na construção de resumos e esquemas das matérias em estudo;

Incentivar à melhoria da escrita;

Correção dos erros ortográficos;

Organização dos testes e fotocópias.

 

  • Estudantes:

Os apontamentos devem estar sempre separados por disciplina e a cada disciplina deve sempre corresponder um caderno ou um separador;

A escrita deve ser cuidada, clara e sem erros, para isso é necessário estar atento à aula;

Aprender a realizar apontamentos é fundamental; (tema desenvolvido em próxima publicação);

Sempre que os apontamentos não se encontrem com a melhor legibilidade devem ser copiados em casa com calma no mesmo dia ou no dia seguinte;

Utilizar um porta documentos para guardar testes, fichas e outras fotocópias;

Escrever sempre os sumários;

Datar sempre apontamentos e fotocópias recebidas.

Afinal o que é Educação?

Se vamos aqui falar do conceito de EDUCAÇÃO, instiga-nos começar por defini-lo… hoje já ninguém o olha como mera palavra que define o que se faz na escola, apenas e só. Mas se o começamos a abrir em todas as vertentes possíveis, então pode se tornar como água nas mãos, escorrendo entre os dedos, não sabemos onde começa nem onde acaba.
Fundamentalmente deveremos interpretar a EDUCAÇÃO como método capaz de transmitir saberes e ‘saber-fazer’ evolutivos, de uma forma maciça e eficaz, que se adaptem à nossa civilização cognitiva, uma vez que é a educação a base das competências futuras. Portanto, cabe à,«…educação fornecer, dalgum modo, a cartografia dum mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permita navegar através dele.» (Delors, 1996).
A Educação distingue-nos como seres humanos, desenvolve as nossas capacidades, o espírito crítico e criativo. Está incluída como um Direito Humano Fundamental e é considerada base imprescindível de evolução humana.
Assim, deixo aqui, de forma breve e resumida, os pilares, que devem sustentar a aquisição, a vontade inerente de conhecimento e a fundamentação deste conceito:
 _ APRENDER A CONHECER: a despertar para a vontade e desejo de conhecer, da investigação individual com sentido crítico.
_ APRENDER A FAZER: a colocar em prática os conhecimentos adquiridos, evoluindo em pleno com estes.
_  APRENDER A VIVER EM COMUM: a saber viver ‘desatando os nós’ do preconceito e aceitando viver com a diferença.
 _ APRENDER A SER: a conhecer a o valor da liberdade e a da responsabilidade, descobrir os seus talentos e fazer as melhores opções de vida.
_ APRENDER A APRENDER: a aceitar e a acreditar na necessidade de aprender ao longo de toda a vida. Aptidão individual para gerir e assimilar novos conhecimentos pessoais, sociais e profissionais em todas as fases da vida.

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