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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

LIVROS PARA JOVENS: como incentivar

Já aqui referi a importância da leitura para o desenvolvimento da Língua e da escrita, mas também para estimular a imaginação, a aprendizagem, o espírito crítico e criativo, etc, etc… são tantos os benefícios da leitura para crianças, jovens e adultos.

Apresento assim algumas frases que os pais não querem dizer…e de possível solução:

 

‘Comprei o livro e não o leu!’

  • Para não estarem constantemente a gastar dinheiro em livros que depois poderão não ser lidos, façam-se sócios da biblioteca mais próxima. É de acesso gratuito, podem trazer mais do que um livro e, desenvolvem nos estudantes o sentido de responsabilidade pelo cuidado com o livro, a data de entrega e o contato com esta instituição pública;

 

‘Não sei de que livros ele gosta?’

  • A partir do momento que existe um ou mais livros que ele tenha gostado deve-se procurar o mesmo género literário: aventura, policiais; fantástico; banda desenhada; etc. Na publicação seguinte escreverei sobre sugestões de livros.

 

‘Não o consigo obrigar a ler!’

  • É certo que nenhuma motivação de leitura vem pela obrigação, proponha que ele peça um livro emprestado por sugestão de um amigo… se o amigo gostou do que leu ele vai ficar curioso.

 

‘Só gosta de banda desenhada!’

  • O importante é ler e a banda desenhada não é considerada uma leitura menor, será certamente um caminho de leitura igual a tantos outros.

 

‘Temos tantos livros em casa e não lê nenhum!’

  • Nem sempre os livros que estão em casa despertam o interesse, podem não se enquadrarem nos gostos de leitura do estudante. Outras vezes estão devidamente arrumados em estantes ou armários e ninguém em casa se lembra deles.

 

‘Prefere jogar computador do que ler!’

  • Existe tempo para tudo… tema a ser refletido posteriormente, o tempo em jogos de consolas deve ser limitado ponderadamente, para que não haja lugar para estas escolhas.

 

‘Ele não gosta de ler!’

  • É necessário mostrar o nosso próprio gosto e motivação pela leitura..os estudantes, muitas vezes, seguem exemplos, e se em casa não existem exemplos de leitura será mais difícil incutir e aconselhar neste sentido.

A LÍNGUA PORTUGUESA e as outras…

Quando pensamos na aprendizagem de línguas na escola, pensamos em duas ou mais disciplinas: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Alemão…

Mesmo em adultos, muitos são aqueles que se confrontam com a necessidade de desenvolver melhor estas competências!

De forma simples e sistematizada, apresento aqui alguns desafios que poderão ser potenciadores de melhoria de aprendizagem:

  • o início da aprendizagem é crucial: se as bases não estiverem bem consolidadas não se poderá avançar. É imprescindível a aquisição dos saberes iniciais de gramática, da construção das primeiras frases e um estudo da pronúncia/leitura;
  • Criar uma lista de vocabulário recentemente aprendido e respetiva tradução, que se venha a atualizar e estudar constantemente;
  • Ler muito! Na Língua materna é realmente imprescindível uma leitura frequente de livros, jornais, revistas, etc… o incentivo à leitura pode e deve ser iniciado já no 1ºciclo;
  • Conversar, argumentar, discutir, na Língua que se pretende desenvolver, aumenta o vocabulário, a rapidez de raciocínio e faculta uma melhor pronúncia;
  • Realizar um estudo de gramática constante: verbos, construção de frases, etc.;
  • Utilizar o dicionário com frequência e assertividade;
  • Ouvir música, ver filmes, exercitando a tradução;

Por fim, e para os que podem: viajar! O confronto direto com uma necessidade de comunicação obriga ao desenvolvimento desta competência de forma mais célere.  

Enunciado do exame à frente… e agora? (Dia do exame)

  • É preciso ler atentamente e calmamente o exame, até ao fim, para perceber bem o que é pedido. Se não perceberes algo pergunta ao professor, ele ajudará no que puder;
  • Agora sim, altura de começar a responder. Contudo respostas mais elaboradas podem necessitar que se definam os tópicos primeiro em folha de rascunho, de forma a organizar e lembrar todas as ideias;
  • Encontradas muita dificuldade em começar a responder a determinada pergunta há que avançar a questão para voltar mais tarde, a gestão do tempo é imprescindível;
  • Cuidar a ortografia e justificar muito bem as respostas, serão outras pessoas e interpretar a nossa escrita;
  • Se existe um texto de introdução à pergunta é preciso referi-lo na resposta;
  • Cuidados especiais com a enumeração das respostas às respetivas perguntas;
  • Após a resolução verificar se efetivamente não te esqueces-te de responder a nenhuma questão;
  • Realizar uma leitura final de texto e cálculo, para verificar se não existiu algum erro de distração;
  • Entregar o exame sem perturbar os colegas, relaxar um pouco…e… voltar a pensar no seguinte.

    4_Nomenclatura para os testes.jpg

     

Hoje Tenho Teste – Dia do exame

O dia de exame, da ficha de avaliação, do teste…independentemente do nome que lhe atribuímos, é um dia de ansiedade para os estudantes… com certeza mais para uns do que para outros.

Nunca é demais lembrar algumas orientações para estes dias:

  • Este dia prepara-se estudando, pelo menos uma semana antes e não no dia anterior;
  • Na noite anterior não se deve prolongar o estudo, prejudicando o sono e aumentando a ansiedade;
  • Nessa manhã o pequeno almoço é imprescindível, com tempo e moderação;
  • Chegar a tempo à escola e à sala de aula…o que deve ser regra e não apenas no dia do exame;
  • Antes do toque de entrada é preciso relaxar, conversar, ouvir música… sem pensar a matéria.

Estudar…Nunca Apetece!? – Gerir tempos

A gestão dos tempos de estudo, de preparação para exames ou da realização de trabalhos de casa, parecendo bastante obvia, deve ser refletida e estruturada, com pequenos ajustes, por vezes, conseguem-se melhores resultados.

Estabelecer tempos e rotinas de estudo podem ajudar a contrariar as frases continuamente ouvidas: «não me apetece…», «hoje não quero estudar…».

Para que os educadores não desesperem nesta situação, podem tentar seguir um pouco destas simples propostas:

  • Após a refeição relaxar 30 a 40 minutos antes de iniciar o estudo, seja com uma música, um passeio ao ar livre, arrumar a cozinha ou outras tarefas de casa. Estes minutos são para cumprir e não para se alongarem.
  • Deve existir um local exclusivo para as tarefas escolares, sossegado e bem iluminado.
  • Retirar tudo o que possa distrair, TV, consolas e telemóvel.
  • O computador ligado, apenas, se existirem trabalhos que o exijam.
  • Começar pelas tarefas mais difíceis, por mais que se protelem terão de ser concretizadas.
  • Mesmo que o TPC não seja para entregar amanhã, se existir tempo, há que faze-lo hoje.
  • Mesmo sem TPC’s é preciso realizar um estudo diário.
  • Não exceder as duas horas de estudo sem realizar uma pequena pausa.
  • Por vezes basta uma hora de bastante empenho e concentração do que três horas de dispersão e constante distração.

    esquema2.jpg

     

Vai Para o Quarto Estudar! - Espaço de estudo

Parece um tema óbvio para ser sequer objeto de reflexão: o espaço/lugar onde se estuda… contudo se, em adultos, tivemos de voltar a estudar lembramo-nos de caraterísticas muito específicas destes lugares e que nos melhoravam ou prejudicavam o estudo… depois de toda a família estar a dormir… na cozinha… num determinado café…

Proporcionar este bem estar a quem estuda é imprescindível, seja a crianças ou a adultos e, de certa forma já fui fazendo referência a este tema em reflexões anteriormente escritas.

Assim, de preferência deve-se manter sempre o mesmo espaço físico, que deve ter todo o material necessário disponível, deve ser bem iluminado, ausente de barulhos como TV, rádio, conversas da restante família.

O conforto é também importante, o frio ou o calor em excesso podem provocar dificuldade de concentração. Torna-se também necessário respeitar as horas de refeição e faze-las fora deste lugar.

Os animais são boa companhia desde que sossegados… mas se são daqueles que se propõem roer o dicionário mais próximo, então devem coloca-los noutra divisão da casa.

Quando existe mais do que um estudante em casa é necessário uma observação, por parte do educador, de forma a perceber se poderão, ou não, partilhar o mesmo espaço de estudo, dependendo da distração que provoquem entre eles. 

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Tens de Ir Estudar! – Trabalho diário

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Alguns estudantes incorrem no erro de assumirem o trabalho diário escolar como pertencente apenas à escola, e em casa reservam o momento do estudo apenas para realizar os trabalhos de casa e se existirem… e apenas estudam para o teste no dia anterior.

Esta atitude está realmente errada, o sucesso escolar depende do empenho e dedicação do estudante e é pedra basilar na construção de efetivas aprendizagens.

Certamente é necessário ter em linha de conta algumas especificidades do estudantes que podem dificultar a aprendizagem ou a concentração. Mas, de uma forma geral o estudante deve estudar diariamente em casa, alguns dias sozinho, outros dias com um apoio/orientação (explicador/pais/irmãos…).

Este trabalho diário deve contemplar a realização dos TPC’s e de alguns trabalhos de pesquisa que sejam solicitados na escola. Seguidamente é necessário verificar na agenda se existem testes, ao longo da semana, para se realizarem resumos ou exercícios da matéria.

Se estas etapas anteriores não existirem realiza-se um estudo da matéria dada de duas ou três disciplinas diferentes. A matéria deve ser estudada através do livro da disciplina e dos apontamentos retirados na aula, (refletir sobre a realização dos apontamentos poderá ser tema debatido posteriormente).

Neste ponto é importante lembrar a necessidade de uma boa e adequada gestão do tempo.

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