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Educar (Com)Vida

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

Com um olhar pluridimensional, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida...este é um convite para conversar sobre educação.

A Mochila: Organização

As mochilas são grandes e pesadas… levam livros, cadernos, estojo… ao qual se acrescenta o equipamento para educação física, o lanche e muito mais peso… estudos revelam que prejudicam a saúde dos que crescem!

No entanto o hábito de a levar às costas torna-se tal que, os estudantes, já nem reclamam da sua presença pesada… com isso, muitas vezes, trazem nela objetos desnecessários.  Portanto cabe aos educadores, com regularidade, procurarem reorganizar as mochilas, tendo em conta:

 

  • grande parte dos livros estão já divididos por volumes, para que não seja necessário andar com toda a matéria;
  • as capas, quando são necessárias devem ser de argolas pequenas e no final do período podem ser retiradas as folhas do período findo;
  • deve existir uma pequena capa de micas onde são arquivados testes e fotocópias dadas nas aulas, que também podem ser guardadas em casa no final de cada período;
  • principalmente no nível secundário, se optarem por cadernos mais volumosos poderão dividi-los em duas disciplinas, poupando-se material;
  • alguns professores não dão utilidade ao livro de fichas associado ao livro escolar, mesmo que este fique em casa, deve ser utilizado pelo estudante como material de estudo;
  • no fim do estudo diário deve-se organizar a mochila com o material necessário para o dia seguinte;
  • equipamento e lanches, se possível devem ser transportados em pequenas malas de mão;
  • limpar e manter a mochila devidamente organizada é um dever de cada estudante.

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Quando é o teste?

«A minha mãe também andava sempre atrás de nós: - ‘já fizeste os deveres? Já fizeste isto, já fizeste aquilo? [Paula]» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Ao longo de todo o ano escolar vamos fazer este género de questões: ‘quando é o teste?’ ‘Tens teste a que disciplina?’ ou mesmo ‘Quando entregas o trabalho?’. Muitas das vezes a resposta é vaga, nula, ou ‘um qualquer dia da próxima semana’, nem que hoje seja domingo…à noite…  aqui fica então uma proposta: cada estudante deve ter uma agenda onde assinala as datas de testes, de entrega de trabalhos e fichas de estudo… esta deve estar sempre atualizada e monitorizada pelos pais, ou nas explicações. Para os mais organizados, podem ir mais além e sublinhar com verde ou vermelho (positiva ou negativa) após a entrega do teste assim, no final do período torna-se mais fácil refletir sobre as notas.

Alguns estudos científicos demonstram que este controlo escolar é interpretado pelos estudantes como um auxílio ao estudo e não como desresponsabilização ou desconfiança, como nos refere a investigadora Laura Fonseca: «…os comportamentos e atitudes das mães são percecionados pelas jovens como formas eficazes de demonstração de interesse e empenho, de incentivo para a sua manutenção na escola…» (Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

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O COMPUTADOR: como usar para diversão?

Os jogos de computador, as consolas de comandos interativos e as redes sociais conquistam muito do tempo das crianças e jovens de hoje… e os pais desesperam ao ver a quantidade de horas passadas em frente a estes ecrãs.

Cabe a estes educadores controlarem o uso destes aparelhos. Para o uso da internet existe software que auxiliam neste controlo, privando o acesso a sítios desaconselhado a crianças… nas redes sociais deve existir um alerta constante para os cuidados a ter na divulgação dos dados pessoais das crianças (nome completo, morada, fotografias, passwords, horários e rotinas).

Para os jogos de consolas deve dar-se atenção às orientações do fabricante principalmente nas recomendações sobre as idades indicadas a cada jogo.

Relativamente às horas de utilização destes equipamentos, impera o bom senso do educador e um controlo permanente. Para Cris Rowan (terapeuta ocupacional e pediatra), as crianças, entre os 3 e 5 anos, só devem estar em frente ao ecrã 1hora por dia e a partir dos 6 anos apenas duas horas diárias, tal como indica a tabela seguinte:

 

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O COMPUTADOR: como usar para estudar?

O computador e a internet podem ser utilizados na educação como ferramentas inesgotáveis de possibilidades e de opções, tornando-se uma ferramenta facilitadora e motivadora no processo de aprendizagem, seja este individual ou coletivo.

Através da internet podemos aceder e trocar rapidamente a informação sob variadas formas, em texto, cálculo, gráfico, som e imagem. A noção de tempo e espaço transfiguram-se deixando de ser uma barreira à comunicação, facilmente se comunica com o mundo inteiro e a qualquer hora. Novas formas de aprendizagem nasceram com esta nova Era Tecnológica, a educação à distância, a tutória telemática, assim como novas e variadas metodologias didáticas. 

 

 

Potencialidades do uso da Internet no processo de aprendizagem:

Constrangimentos do uso da Internet no processo de aprendizagem:

- Aumento da motivação do aprendente.

- possibilidade de aprender ao ritmo individual

- facilidade de acesso a informação e comunicação

- dificuldades em restringir e selecionar informação

- dificuldades em focalizar a pesquisa

- insegurança de alguns sites

 

Algumas orientações para quem estuda pela Internet:

  • Não deixar informações pessoais (nome completo, morada, fotografias) nas redes sociais;
  • Anotar os links e informações de pesquisa, pois deixamos de os encontrar, facilmente;
  • Manter chat’s e e-mail’s desligados;
  • Não copiar e colar a informação pesquisada em trabalhos a entregar aos professores;
  • Elaborar resumos das pesquisas;
  • Realizar pesquisas também em livros e enciclopédias;
  • Ter em atenção que nem toda a informação encontrada é a correta;
  • Adicionar aos trabalhos as fontes de pesquisa.

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O COMPUTADOR: entra em casa e na escola

O Projeto Minerva foi considerado um dos primeiros e mais relevantes projetos portugueses que contribuíram para a introdução das TIC nos ensinos básico e secundário, iniciou-se em 1985 e viria a finalizar em 1994. Vários programas se seguiram, o mais recente denominado Programa e-iniciativas, sustentado pela criação de um fundo para a Sociedade da Informação, permitia o acesso a um computador portátil e à banda larga móvel perante um contrato de fidelização de estudantes ou formandos.

Este, tinha como objetivo facilitar um acesso mais equitativo, pela população portuguesa, aos equipamentos técnicos necessários ao desenvolvimento das TIC, assume-se assim, uma estratégia para mobilizar os Portugueses para a Sociedade da Informação e do Conhecimento, permitindo um acesso massivo a computadores e à banda larga, por parte de estudantes do ensino básico e secundário, docentes e adultos, inseridos na Iniciativa Novas Oportunidades. Este programa termina em 2011, sendo que muitos foram os portugueses que usufruíram desta iniciativa.

Atualmente a grande maioria da população já convive diariamente com um computador de acesso à internet, facilitando também este acesso a crianças e jovens que rapidamente desenvolvem conhecimentos em TIC.

Cabe aos educadores orientarem para o melhor uso das novas tecnologias…propostas surgirão em temas próximos.

O Computador: Importante na Educação

Nos últimos trinta anos, novas reflexões surgem sobre o ensino e aprendizagem, abrangendo-se, cada vez mais, novas perspetivas sobre a educação, equaciona-se o recurso à tecnologia e às suas diversas formas de utilização em contexto de aprendizagem, seja ela utilizada em contexto sala de aula, ou fora desta, seja ela um recurso de crianças, jovens ou adultos, estudantes ou docentes. Desta forma, o recurso eficaz às tecnologias de informação e comunicação poderão ditar e apoiar novas e boas práticas pedagógicas.

As TIC (tecnologias de Informação e Comunicação) são encaradas como uma fundamental ferramenta pedagógica que merece atenção e reflexão por parte de toda a comunidade educativa, tanto em contextos formais como em contextos não-formais e informais, podendo auxiliar na aprendizagem de uma disciplina como na educação transdisciplinar, podendo recorrer às TIC todos os detentores dos saberes básicos de utilização do computador e da internet.

No contexto sala de aula/formação, a utilização trouxe algumas revoluções, podendo ser uma melhoria aos métodos tradicionais de ensino-aprendizagem, podendo-se recorrer ao computador para dinamizar momentos que poderiam ser de oralidade e/ou expositivos, podendo-se utilizar a internet para apoiar estudos e pesquisas de determinadas matérias. 

Em WWW podem-se encontrar os mais variados recursos de apoio à aprendizagem e direcionados aos mais diversos temas de interesse.

As políticas portuguesas assumiram, portanto, o valor educacional das TIC, criando vários programas/projetos que fazem parte da história do ensino em Portugal.

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LIVROS PARA JOVENS: quais?

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Porque muitas vezes o problema pode surgir na escolha do livro para os mais novos, até mesmo como presente, um livro poderá ser uma boa oferta em qualquer idade! Assim, deixo algumas propostas concretas de livros que mais facilmente poderão despertar o interesse para a leitura, nos mais novos:

 

A Lua de Joana (autor - Maria Teresa Maia Gonzalez): para a adolescência, fala do contato de uma jovem com o mundo da droga, escrito em forma de cartas torna-se de muito fácil leitura.

 

O principezinho (autor - Antoine de Saint Exupéry): para os mais novos, contudo delicioso até para os mais velhos, fala sobre a beleza da amizade. Recentemente, um novo autor deu continuidade a esta história com ‘O Regresso do Jovem Príncipe’ de: Alejandro Guillermo Roemmers. 

 

A saga Harry Potter (autor - J.K Rowlings):  ou a saga Eragon (autor - Christopher Paolini): para os leitores do fantástico, apresenta um mundo criativo de feiticeiros e dragões.

 

Os livros Uma Aventura (autor - Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães): bastante abrangente relativamente às faixas etárias, chegando a meio da história torna-se difícil parar a leitura.

 

A Fada Oriana (autor - Sophia de Mello Breyner Andresen): e outros da mesma autora, são indicados para as crianças mais pequenas, pois são livros pequenos de histórias simples que despertam a imaginação.

 

O Diário de um Banana (autor - Jeff Kinney): para os que gostam de rir e de uma leitura divertida, normalmente quem lê um quer ler outros da mesma coleção.

 

Os Jogos da Fome  (autor - Suzanne Collins):  um livro de ficção científica, para leitores jovens, repleto de ação e suspense que, subtilmente leva à reflexão sobre alguns assuntos de uma sociedade atual individualista.

 

Muitas outras poderiam ser as sugestões, contudo estas foram escolhidas por duas simples razões: foram leituras que eu já concretizei e referidas com agrado por estudantes com quem já contactei.

Deixem também as vossas propostas de leitura, com base nas vossas escolhas ou dos vossos educandos…

 

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