Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

29
Mai 17

Atualmente, os Cursos Profissionais oferecidos a jovens, finalistas do 9ºano de escolaridade, não são difíceis de encontrar… apresentam-se nas escolas de Ensino Secundário, nos Centros de Formação financiados pelo fundo do POPH e nos Centros de Emprego (IEFP) espalhados por todo o país.
Estes Cursos Profissionais intitulam-se de Cursos de Educação e Formação (CEF), ou Sistemas de Aprendizagem que conferem a dupla certificação, ou seja, a certificação de 12º ano e uma certificação profissional na área de opção. Embora não limitem o acesso ao ensino superior, a maioria dos estudantes que optam por tais cursos não pretendem seguir estudos a esse nível… E é precisamente neste ponto que gostaria de partilhar algumas das reflexões e inquietudes com o leitor.
Será que a sociedade procura impelir os seus jovens a enveredarem por um curso profissional porque o estudante não é detentor de bons resultados escolares? Estarão, estes cursos, a serem ‘olhados’ como formação menor em comparação com o ensino geral de nível secundário? Prepararão estes cursos estudantes para a Universidade? Serão estes cursos a melhor opção para quem pretende enveredar por uma profissão, sem o caminho da formação académica?
Assumo a limitação da minha experiência, já que, ela se desvenda apenas por alguns discursos de estudantes que referem mais facilitismos nos cursos profissionais e a visão de um caminho para quem ‘não gosta de estudar’ e que oferece maior componente prática do que teórica.
Estarei eu a ver um estigma que não existe? Qual é a sua opinião?

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publicado por Maribel Maia às 13:32

11
Mai 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Estudante: Quase todos os meus profs têm alcunhas… a professora de História é a ‘Escadote’, o ‘Chouriço’ é de Ciências…
Eu: Originalidade não vos falta!
Estudante: Os nomes têm sempre uma razão…»

Ao descrever este diálogo pode parecer o quanto rebeldes e pouco educados são os atuais estudantes das nossas escolas. Contudo, pelo contacto que fui desenvolvendo com eles, a minha opinião não se prende por aí… vejo estes jovens (com mais ou menos idade) a repararem em cada jeito, em cada gesto e em cada atitude de quem educa, de quem com eles convive diariamente.
Para mim, parece-me, apenas, o exemplo do quanto eles observam, avaliam e refletem sobre as atitudes dos adultos, as quais procuram como exemplo a seguir ou a não seguir.
Não seriamos nós também assim? No meu tempo de estudante de liceu, os professores também tinham alcunhas, porque deles dependiam, os nossos resultados escolares… através deles chegava-nos a matéria, tantas vezes mais motivadora pelo empenho, dedicação e carinho com que lecionavam. E, se existiram os professores que não nos convenciam a gostar da disciplina, outros houveram que nos despertaram, por completo, pela paixão entregue em cada aula dada, que nos ‘agarrava’ à secretária até à hora do toque, desejosos de saber mais.
E quantos não foram aqueles diretores de turma que ouviram, atentamente, cada queixa dos alunos procurando apoiar e orientar, transmitindo a segurança precisa e preciosa, num mundo tantas vezes tão hostil e inseguro que é um parque escolar.
Com, ou sem alcunhas adequadas, deixo aqui o meu agradecimento a todos os professores que fizeram e fazem a diferença nas escolas do nosso país! Obrigada!

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publicado por Maribel Maia às 13:38

03
Mar 16

A Associação Inspiring Future é uma associação juvenil sem fins lucrativos com o objetivo de desenvolver projetos inovadores na área da educação juvenil, principalmente no apoio das tomadas de decisão futura, ligadas à gestão de carreira e opções profissionais.

Este recente projeto iniciado em mais de oitenta escolas do país (Lisboa, Leiria, Santarém e Setúbal), pretende continuar o seu caminho de Norte a Sul.

Qualquer escola ou entidade pode solicitar a visita deste Projeto e que consiste no seguinte:

 

Se és aluno...

Em cada uma destas escolas realizamos uma feira de informação e apoio sobre o acesso ensino superior, com cerca de 40 parceiros, entre instituições de ensino superior e empresas, realizando também workshops de desenvolvimento pessoal, social e profissional. Não tens que sair da tua escola para ficar a saber tudo sobre o ensino superior e o que fazer do teu futuro!

Se é profissional de ensino...

Estas atividades estão concentradas numa manhã, sem sair da escola, ajudando assim os SPO e o corpo letivo na orientação dos seus alunos. O nosso intuito não é substituir o trabalho de orientação realizado, mas sim ser uma atividade complementar inovadora e que facilita a organização destas iniciativas, tornando-as mais eficazes.

Se é instituição de ensino superior...

Beneficiando de um sistema organizado de divulgação e centrado nos alunos. A nossa agenda geral, com apenas uma escola por dia, facilita a sua organização anual, podendo potenciar a sua divulgação! Já não tem que se preocupar com marcações. Nós somos a ponte até à escola, organizando cada manhã e a sua participação nas diversas atividades.

Se é empresa...

Porque não apostar na fase mais decisiva de sempre!? A visão do mercado de trabalho é a maior dificuldade que os jovens mostram ter ainda no ensino secundário quando são obrigados a decidir o que fazer a seguir. Venha contribuir para gerações mais motivadas e proativas, que são o futuro deste país!

In: www. inspiringfuture.pt

 

De forma geral, em imagem, apresento um pouco do que acontece nas escolas que são visitadas por esta Associação, nas Sessões de ‘Acesso ao Ensino Superior”.

Aos educadores ou estudantes que pretendam conhecer melhor este projeto, podem utilizar os vários contactos cedidos na internet: http://inspiringfuture.pt

 

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publicado por Maribel Maia às 14:11

30
Nov 15

Nos jornais e revistas falam-se das melhores escolas do país com vista nos rankings, onde quanto mais elevadas são as notas de exames nacionais, melhores as escolas… de facto, ter ótimas notas escolares proporcionam o abrir de algumas portas profissionais aos estudantes, principalmente no acesso ao ensino superior, contudo não sei se será este presságio de um bom profissional, ou de uma pessoa feliz…

Vários são os críticos sobre a estrutura do ensino escolar atual, referindo que este, pouco prepara o indivíduo para o verdadeiro mercado de trabalho, afirmando-se que a teoria está demasiado distante da prática e que, no contexto de ensino formal existe pouca oportunidade para uma aprendizagem mais prática e próxima dos reais contextos de trabalho.

Muito teria eu para debater sobre este tema e muito poderão pensar e partilhar os leitores sobre esta dicotomia: Escola/Profissão…

Como pedra basilar, gostaria apenas de salientar que a exigência que o mundo profissional atual coloca às escolas está diferente, simplesmente porque o próprio Mundo está diferente… as profissões são diferentes, as exigências são novas… mas a escola permanece igual, há décadas… hoje é necessário ensinar novas capacidades como a criatividade, a imaginação, a adaptação, espírito crítico… que em muito transcendem os contínuos bancos de escola, a memorização e as tradicionais teorias!   

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publicado por Maribel Maia às 14:17

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