Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

14
Nov 16

Quantas e quantas vezes conversei com pais/mães que me referem não estar a conseguir acompanhar os filhos nos estudos de casa, porque se enervam, porque eles estão tão atentos, porque eles não prestam a atenção… e se não são os pais a dize-lo, muitas vezes são os estudantes a assumi-lo!

Parece-me totalmente plausível esta situação, no final do dia de trabalho, a grande maioria dos pais já não tem capacidade psicológica para se sentar a ensinar, com a maior paciência… e para os estudantes perfeito seria que os pais se sentassem com eles a conversar  calmamente ou a fazerem atividades divertidas em conjunto, é essa a atenção que desejam.

Contudo, em casa, é necessário ensinar métodos de estudo e organização de trabalho escolar, já que este, normalmente, não é ensinado nas escolas… existem os ATL’s ou as Explicações que realizam esse apoio e orientação, que em muito ajuda o quotidiano familiar, embora não esteja, financeiramente, ao alcance de todos!

Se essa tarefa lhe compete a si (pai/mãe) posso deixar um conselho, se no decorrer do apoio começa a demonstrar nervosismo, está para começar a gritar com o estudante, o melhor é deixar que ele continue sozinho o estudo, pois, a maioria dos estudantes reage mal a este confronto, bloqueando a raciocínio lógico e assim nada de bom se ensina/aprende!

 

Aí em casa, também se sentem estes desassossegos?   

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publicado por Maribel Maia às 14:16

11
Jan 16

O ensino da gestão financeira é saber que, embora seja referido pela escola de forma mais abstrata, deve ser ensinada em casa pelos encarregados de educação de uma maneira mais concreta e experienciada. Quantas vezes os pais são confrontados com os vários pedidos para comprarem objetos de valores tão variados, e desengane-se quem pensa que isso é um processo para a prender na juventude… o início desta aprendizagem deve surgir, logo, entre os dois/três anos de idade. Com esta idade as crianças devem ser despertadas para que existem objetos com valores muito diferentes, que as famílias fazem grandes esforços para terem dinheiro e que o próprio dinheiro não se deve estragar, rasgar, ou perder!

A partir dos seis anos e com a entrada na escola, o conhecimento sobre números, notas e moedas começa a ser melhor entendido, será portanto, nesta altura que poderá começar a entregar uma semanada à criança.  Deve oferecer-lhe também uma pequena carteira e um mealheiro, para que ela possa definir o que quer gastar e o que quer poupar.

Assim, ela desenvolverá a vontade de poupar para atingir os seus objetivos financeiros e perceberá que não pode comprar tudo o que deseja e muitas vezes precisa de abdicar de vontades em prol de sonhos mais desejados.

Sempre que tiver mais tempo disponível leve-a consigo às compras e apresente-lhe o valor dos mais variados produtos, reflita com ela sobre pagamentos e trocos, permita-lhe também que seja ela a realizar a compra de algum produto, responsabilizando-a pela entrega do dinheiro e pelo receber do troco e do produto.

 

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publicado por Maribel Maia às 15:56

16
Dez 15

Desde já agradeço as vossas respostas ao apelo do Post anterior, sobre a vossa opinião relativamente aos TPC’s. Recebi ótimos comentários, que nos fazem partilhar ideias e pensamentos, já que, este tema é muito importante para a educação escolar, pois faz parte das atividades académicas e tem por objetivo, motivar e ensinar ao estudo, em simultâneo conta para a avaliação curricular.

Partilho de muitas das vossas opiniões, sobretudo quando me afirmam que a escola não consegue ensinar a estudar, não apoia no desenvolvimentos desses métodos e técnicas, muitas vezes, nem sequer se adapta às capacidades e necessidades dos estudantes.

Concordo em pleno com as vossas ideias de que, os TPC’s devem ser medidos, relativamente à quantidade e, para isso, os professores das várias disciplinas deveriam definir em conjunto quais os TPC’s de cada turma, para não sobrecarregar o estudante, principalmente, durante a semana.

Nos vossos comentários referem também  que, pais e irmãos são envolvidos nestes trabalhos de forma diária e intensa, sendo difícil para eles definirem até que ponto este envolvimento é correto e importante para o estudante…. Isto porque, não se pode exigir de cada pai um professor!

A tudo isto gostaria de acrescentar que, a realização dos trabalhos de casa é uma realidade em praticamente todas as escolas, já o era há muitos anos atrás e assim permanece, sem grande alteração por parte das escolas que, neste sentido, poucas regras impõe aos professores…  

Na opinião da Mestre Armanda Zenhas, os objetivos dos TPC’s são:

  • facilitar a organização do estudo necessário para fazer revisões da matéria dada e para a praticar;
  • consolidar as aprendizagens;
  • promover a autodisciplina e a responsabilidade;
  • contribuir para desenvolver a autonomia do estudante. 

 Na minha opinião, os estudantes devem ser acompanhados durante este momento, não só para confirmar que foram realizados com atenção e estudo, mas também para apoiar nas dúvidas que, certamente, irão surgir. Muitas vezes, para esta tarefa, os pais optam pelas Explicações ou ATL’s, como forma de auxílio à realização destes trabalhos diários. Para mim os TPC’s devem ser realizados de forma autónoma, apenas devem recorrer aos Explicadores quando não estão a perceber a matéria ou o exercício é de facto de difícil realização, o recurso aos Explicadores deve existir para desenvolver métodos de estudo, orientar, explicar, tirar dúvidas e colmatar falhas de aprendizagem…

 

Deixo também algumas orientações para a realização dos TPC’s:

  1. A primeira regra base é que cada estudante escreva sempre no caderno diário qual o TPC, de forma bem clara (páginas, exercícios, tarefas,…).
  2. Em casa não basta pensar quais os trabalhos que foram marcados, é necessário abrir os cadernos diários, um a um, e verificar se efetivamente têm, ou não, trabalhos a concretizar. Principalmente no 2º e 3º ciclo, devido à quantidade de disciplinas, é frequente esquecer um TPC.
  3. Os TPC’s devem ser concretizados no dia em que são propostos, esta situação só deve ser ponderada e alterada em dias em que exista uma grande quantidade de trabalhos e estes não sejam necessários no dia seguinte.
  4. Protelar os trabalhos ao fim de semana, muitas vezes até ao domingo à noite, também não é de todo a melhor forma, depois acabam por serem realizados apressadamente.
  5. Pode, o educador, que acompanha o estudante, na realização dos TPC’s, utiliza-los como forma de rever a matéria dada e perceber quais as dúvidas e dificuldades para serem colmatadas, utilizando estes trabalhos como uma base de estudo diário mais aprofundado. 

   

Para quem precisar de uma melhor organização dos TPC’s, pode optar por utilizar uma tabela como esta que aqui deixo…

tabela TPC.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:15

11
Mar 15

Quando pais e mães se deparam com o educar uma criança com necessidades educativas especiais tornam-se especiais, na medida em que terão de desenvolver competências específicas e adaptadas às características o seu filho/a.

Este vivência será diferente de acordo com cada criança e com as suas necessidades. O momento em que o diagnóstico é concretizado também tem implicações no processo de adaptação dos pais a esta nova realidade, por exemplo, características que impliquem a capacidade de aprendizagem podem ser apenas diagnosticadas em idade escolar e a partir desse momento torna-se necessário reequacionar as formas de ensino-aprendizagem.

Não raras vezes, o sentimento de proteção torna-se mais evidente nestes pais, podendo até exagerarem relativamente ao que a situação apresenta, com o objetivo de que a criança não sofra de nenhuma forma de fracasso ou rejeição. Por estes motivos, cabe aos pais procurarem delimitar os seus cuidados de proteção e apoio para que não prejudiquem a independência do/a filho/a e permitindo que ela se torne mais confiante e segura de si.

Assumir e interiorizar o diagnóstico realizado, procurando formas de promover o acesso e sucesso destas crianças no sentido transversal do conceito Educação deverá ser a base de toda a estratégia, aceitando a diferença como um direito e não como um problema!

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publicado por Maribel Maia às 14:42

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