Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

12
Jun 17

Existem os livros escolares que trazem as soluções, os que não trazem soluções e existem os pais que retiram as soluções e os que as deixam permanecer nos livros e cadernos de atividades… existem os professores que as mandam retirar e os que afirmam que estão erradas...
Não quero, aqui julgar qual o caminho mais correto, nem realizar críticas a editoras ou a pais… gostaria de deixar apenas a minha opinião sobre estas folhinhas que se encontram no fim de cada livro escolar e que os estudantes procuram, nem que seja para saber se estão lá e se poderão recorrer a elas mais tarde!
Assim sendo, na minha opinião, as soluções não devem ser retiradas e é até importante que os estudantes aprendam a utiliza-las, porque se, por exemplo, no final de um exercício de matemática ele está com dúvidas se o resultado está correto, deve consultar as soluções e rever os cálculos se efetivamente o resultado está diferente nas soluções. Contudo, é necessário perceber que, em alguns casos existe mais do que uma solução correta e portanto, sempre que se recorrem às soluções deve-se apenas refletir sobre o que se respondeu e não simplesmente corrigir, até porque algumas soluções podem ter um ou outro erro.
Para os estudantes que gostam de ‘fazer batota’ e copiar tudo o que está nas soluções, sempre que surgem trabalhos de casa, para o Educador/Explicador/Pais, torna-se bastante fácil perceber que esta foi a estratégia utilizada, porque nenhuma resposta está errada, ou diferente, porque se voltarem a pedir para responder facilmente erram a resposta, se este caso foi detetado basta voltarem a refazer o TPC, sem recurso a tal e portanto com a supervisão deste educador.
E vocês, como tratam as soluções dos cadernos escolares???

 

publicado por Maribel Maia às 11:46

22
Mai 17

Os apontamentos são objeto de desejo entre os estudantes, conhecemos os que tiram bons apontamentos e que todos pedem cópias e aqueles em que pouco ou nada se percebe do que foi escrito.
Esta técnica parece, portanto, muito próxima da arte de bem escrever, organizar e sintetizar e que auxilia, em muito, o processo de estudo.
Para quem deseja aperfeiçoar esta técnica, ao longo desta semana, todos os dias, irei deixar algumas dicas que poderão direcionar este saber:

  • Apontamentos das Aulas
  • Apontamentos de uma obra literária
  • Apontamentos do manual escolar
  • Apontamentos em pesquisas

Venham visitar o Blogue e ler mais sobre este assunto! 

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publicado por Maribel Maia às 11:55

17
Mai 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:
«Eu: Agora tens de estudar mais a matéria…
Estudante: _Eu tenho uma forma muito específica de estudar.. se calhar nem é das melhores mas só me corre bem assim…. é fazer muitos e muitos exercícios, se eu ler ou fizer resumos, a matéria não me entra…
Eu: _ Não se trata dos melhores métodos… deves é procurar aquele que se adapta a ti e que tiras melhores resultados!»

Por vezes os estudantes não encontram os métodos mais eficazes para estudar para os testes. Antes de referir algumas orientações, gostaria de sublinhar que cada indivíduo deve encontrar a formula que mais resultados lhes traz e, com o tempo aperfeiçoar mais as técnicas.
Assim sendo, realizarei algumas propostas, que devem ser testadas, percebendo quais as mais produtivas:
Resumos: devem ser realizados pelas próprias palavras, copiar as partes mais importantes do livro, não é suficiente, é preciso reescrever de forma simples e completa toda a informação mais importante;
Ler a matéria: deve ser realizado apenas no início do estudo, para lembrar a matéria e entender alguma parte menos esclarecida. Uma nova leitura pode ser realizada no dia anterior ao teste, como forma de organização mental;
Resolução de exercícios: depois da matéria entendida, a resolução de vários exercícios concretos, desenvolvem dúvidas a ser retiradas e demonstram se o conhecimento foi, ou não, adquirido corretamente;
Uso da oralidade: explicar para alguém, ou para si mesmo, a matéria adquirida exige grande capacidade de memorização e organização mental, que muito pode auxiliar o estudo;
Retirar dúvidas: recorrer a um Explicador, ao Professor ou ao Encarregado de Educação, para retirar algumas dúvidas antes do teste, pode também ser produtivo, se o estudante já realizou um estudo autónomo e apontou, de forma muito definida, as suas dúvidas para serem posteriormente colocadas;
Apontamentos: alguns estudantes optam por realizar resumos semanais das aulas, que serão de grande apoio no estudo para o teste, já que, quando se tem apontamentos corretos e completos torna-se facilitador de estudo, contudo, nem sempre pedir apontamentos emprestados funciona, já que quem os escreve tem especificidades únicas em resumir informação;
Seja qual for o método, é importante lembrar que nada funciona, se o estudo se confinar ao dia anterior ao teste, ou se não existir atenção às aulas.

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publicado por Maribel Maia às 11:13

08
Mai 17

Será que o estudante lá de casa está a estudar corretamente? Já se questionou se o tempo de estudo é efetivamente produtivo, ou se os método serão o mais eficazes?
Hoje, de forma simples proponho, algumas dicas daquilo que não se deve fazer quando se estuda. Sendo que, algumas atitudes poderão prejudica definitivamente a concentração e transformar o momento em algo pouco produtivo.
Quando se estuda:
1. Não se pode ter equipamentos ligados que interfiram na concentração, são eles os telemóveis, os tablets ou a TV.
2. Não se pode estudar com pessoas próximas a conversarem, a fazerem barulhos, ou a brincarem, pois diminui em muitos os níveis de concentração.
3. Não se pode tentar estudar doente, com muito sono ou com fome, nada vai ser memorizado.
4. Não se pode estudar à pressa, para ir brincar, para ir jogar ou ver TV. Nesse momento já só se pensa no que se vai fazer a seguir.
5. Não se deve deixar o estudo para o final do dia, protelando até ao último minuto, é necessário desenvolver o gosto pelo momento da descoberta e do conhecimento.
6. Não se estuda apenas quando é necessário, estuda-se diariamente e sempre com a mesma dedicação.
7. Fazer os trabalhos de casa não é o suficiente para estudar e compreender a matéria dada.

 

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publicado por Maribel Maia às 11:59

04
Mai 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Eu: É para escreveres os dias da semana em Inglês.
Estudante: Mas eu não sei!
Eu: Claro que sabes, aprendeste isso no período passado!
Estudante: Já não me lembro…»

Quantas e quantas vezes os estudantes nos respondem prontamente: ‘eu ainda não dei isso…’, para esta resposta deve imperar o completo ceticismo. Na verdade, a matéria pode ter sido lecionada e até estudada para o teste anterior, contudo, na semana seguinte já foi totalmente esquecida, como se já não fosse conhecimento importante ou necessário.
Hoje em dia, muitos estudantes pensam desta forma: ‘essa matéria já foi dada, já não preciso de saber porque não vai sair no teste’… eu não concordo, totalmente, com esta reflexão. Praticamente todas as disciplinas utilizam a construção de saberes como sendo patamares de conhecimento que se apoiam mutuamente para evoluírem.
Posso deixar alguns exemplos concretos: como se consegue evoluir na aprendizagem de uma língua estrangeira, estando constantemente a esquecer vocabulário e regras gramaticais? Se o estudante não compreendeu as regras básicas de cálculos de frações, no 5ºano, como poderá evoluir para cálculos mais complexos?
Considero que esta mudança de perspetiva sobre oc conteúdos curriculares e os conhecimentos adquiridos deve ser alterada, olhando-se para eles como informação permanentemente útil, que desencadeará um caminho para novos saberes.

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publicado por Maribel Maia às 15:04

13
Mar 17

Diálogo entre mim e estudante de 2º ciclo:

«Eu: _És repetente deste último ano?

Estudante: Sou.

Eu: _O que andaste a fazer o ano passado?

Estudante: _Andei a passear os livros…

Eu: _ Então gostas muito da escola, é que assim andas lá mais tempo!

Estudante: _Num gosto de estudar… num sei nada… num percebo nada… num tenho paciência...»

 

Foi uma das minhas conversas… das tantas deste género que já tive… que vários pais já tiveram… que vários professores já tiveram, certamente!

Estes estudantes apresentam sempre caraterísticas semelhantes: um desinteresse enorme pelas disciplinas no geral, não reconhecem as dificuldades em determinadas matérias, apenas a preguiça e o desinteresse geral, têm toda uma comunidade educativa (pais/professores/etc) que não conseguem renovar a motivação e o interesse perdido, pela escola e pela construção de um futuro pessoal e profissional.

Estes estudantes precisam, primordialmente, que não se desista nem estereotipe ainda mais estes casos. O estimulo de reflexão sobre projetos futuros e os desejos profissionais devem ser uma constante e delicada conversa. O controlo de rotinas e tempos livres deve ser assegurado e o tempo de estudo fora das aulas deve ser efetivo.

E, se em casa quiser ter a certeza de que o aluno estuda, partilhe o espaço (sala/escritório) de estudo com ele, retire-lhe todas as distrações (telemóvel, PC, TV) defina os trabalhos/estudo a realizar, sente-se a seu lado a ler um livro ou uma revista enquanto ele estuda e, no final do tempo de estudo, reveja e corrija o trabalho realizado. 

Nestes casos específicos a ajuda de todos os profissionais é bem vinda, se considerar necessário pode recorrer ao apoio de professores, de psicólogos, de explicadores, de acordo com cada especificidade apresentada.

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publicado por Maribel Maia às 11:50

12
Jan 17

Como afirmei no Post anterior, desenvolver técnicas e métodos de estudo não é um processo fácil para a maioria dos estudantes, nem de grande vontade para eles. Contudo manter rotinas de estudo torna-se processo necessário para obter os melhores resultados na aprendizagem escolar. Por esta razão proponho aqui algumas etapas, que poderão ser seguidas por qualquer educador e/ou educando:

 

1ª etapa: todo o ser humano gosta de saber mais sobre um tema que lhe desperte gosto, interesse e curiosidade, logo cabe ao educador despertar essa curiosidade natural do estudante, através dos seus interesses pessoais e experiências individuais e cabe ao educando aproveitar os seus gostos e interesses pessoais para desenvolver novos conhecimentos;

 

2ª etapa: cada estudante é diferente, aprende a ritmos diferentes, tem gostos e capacidades diferentes, é portanto importante conhecer e conhecer-se muito bem, seguir o seu ritmo próprio, incentivando e direcionando no momento mais adequado, o trabalho individualizado entre educador e educando aqui torna-se uma mais valia evidente;

 

3ª etapa: despertar constantemente o interesse por saber mais, conhecer melhor, aprofundar reflexões, em qualquer momento do dia e em qualquer situação, para tal o educador deve estar sensibilizado para aproveitar situações do dia a dia e refletir, questionar, explicar… despertando uma vontade natural de querer descobrir;

 

4ª etapa: a melhor forma de querer saber mais, descobrir, conhecer é tendo a oportunidade de experimentar, de vivenciar, sentir… para tal, o contacto, as visitas, o confronto, o usar dos cinco sentidos… será sempre uma forma muito eficaz de despertar curiosidade, interesse… todas as vivências para além dos muros da escola podem aproximar os saberes ensinados na escola;

 

5ª etapa: O ambiente físico é também algo a não descurar, definir em casa, um lugar sossegado, ausente de barulhos e distrações, com um conforto e luminosidade necessário a quem estuda irá incentivar o estudante a criar uma rotina de estudo mais agradável e confortável.     

 

Car@ leitor, encontra mais alguma etapa que sinta ser pertinente e que gostaria de acrescentar a estas propostas? Desde já agradeço a partilha…

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publicado por Maribel Maia às 11:35

09
Jan 17

Quantas vezes dizemos a um estudante “Vai estudar!” e ele rapidamente nos responde: “Já estudei, já fiz os TPC’s”… será isto efetivamente estudar? Se não é estudar então os TPC serão o quê?!?!

Sobre este assunto gostaria de deixar aqui a minha opinião, sendo que, não considero que a realização dos Trabalhos Para Casa sejam um estudo diário, não quero com isto dizer que não devam existir no quotidiano de um estudante, dentro de determinados parâmetros.

Assim, gostaria de assumir que os TPC, para mim, tornam-se importantes como forma de memorizar e perceber melhor a matéria dada na aula, até mesmo para o estudante desenvolver a consciência de que adquiriu ou não os conhecimentos da última matéria lecionada. Os trabalhos de casa tornam-se também forma de desenvolver a responsabilidade para com cada disciplina e para com os professores. Estes trabalhos sendo propostos, em consciência profissional, com ‘peso e medida’, ou seja, sem demasias, torna-se pertinente na educação escolar atual.

Contudo, os TPC não são um estudo contínuo, suficiente e metódico, para os estudantes que desejam atingir bons resultados escolares. Pela minha experiência, entendo também que muitos estudantes não têm métodos de estudo adequados, não sabem estudar individualmente e apresentam algumas dificuldades em desenvolver esse hábito.

Torna-se assim, bastante importante ensinar e motivar a Estudar… deixarei algumas orientações sobre o desenvolvimento desta motivação no próximo Post!   

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publicado por Maribel Maia às 13:48

10
Nov 16

Muitas vezes, mais importantes do que os resumos e também, mais difíceis de produzir, são os Esquemas. A competência de elaborar um bom esquema demonstra grande capacidade organizativa, criativa e de síntese e estes são ótimos apoios, no momento de preparação para a avaliação, pois ajudam a organizar e sintetizar a matéria. O esquema pode também auxiliar um plano de estudo futuro.

 

Vantagens dos esquemas:

  • Podem receber reformulações e acrescentos constantemente;
  • Apresentam as ideias centrais a reter;
  • Definem as ideias principais e as ideias secundárias;
  • Recordam facilmente a matéria;
  • Economizam palavras;
  • São ótima base para um bom resumo;
  • Incluídos em ‘Trabalhos escritos’ organizam de forma sintética a informação exposta.

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publicado por Maribel Maia às 14:20

10
Out 16

O apoio individualizado ao estudo, realizado por Explicadores/as, é cada vez mais procurado pelos encarregados de educação que procuram potenciar as qualidades e competências dos seus estudantes, proporcionando-lhes um estudo mais individualizado, personalizado, que apoie o ensino massificador da escola atual. Neste sentido, o papel do Explicador passa, de forma geral, por:

 

  • Ensinar métodos e técnicas de estudo;
  • Desenvolver responsabilidades no estudo;
  • Propor metas adaptadas a cada estudante;
  • Consolidar aprendizagens pouco estruturadas;
  • Adaptar o ensino às especificidades de cada estudante;
  • Desenvolver a capacidade reflexiva;
  • Construir exercícios adaptados e individualizados;
  • Esclarecer dúvidas das matérias a estudar…

 

 

Através da minha experiência, gostaria de associar a todos estas referencias  os três fatores primordiais que os estudantes apresentam como alterações positivas no seu estudo diário, após um acompanhamento individual de um/a explicador/a, são eles: o aumento da segurança perante a(s) disciplina(s) e a avaliação, a  melhoria de resultados escolares e maior empenho e dedicação ao estudo.

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publicado por Maribel Maia às 13:37

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