Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

11
Mai 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Estudante: Quase todos os meus profs têm alcunhas… a professora de História é a ‘Escadote’, o ‘Chouriço’ é de Ciências…
Eu: Originalidade não vos falta!
Estudante: Os nomes têm sempre uma razão…»

Ao descrever este diálogo pode parecer o quanto rebeldes e pouco educados são os atuais estudantes das nossas escolas. Contudo, pelo contacto que fui desenvolvendo com eles, a minha opinião não se prende por aí… vejo estes jovens (com mais ou menos idade) a repararem em cada jeito, em cada gesto e em cada atitude de quem educa, de quem com eles convive diariamente.
Para mim, parece-me, apenas, o exemplo do quanto eles observam, avaliam e refletem sobre as atitudes dos adultos, as quais procuram como exemplo a seguir ou a não seguir.
Não seriamos nós também assim? No meu tempo de estudante de liceu, os professores também tinham alcunhas, porque deles dependiam, os nossos resultados escolares… através deles chegava-nos a matéria, tantas vezes mais motivadora pelo empenho, dedicação e carinho com que lecionavam. E, se existiram os professores que não nos convenciam a gostar da disciplina, outros houveram que nos despertaram, por completo, pela paixão entregue em cada aula dada, que nos ‘agarrava’ à secretária até à hora do toque, desejosos de saber mais.
E quantos não foram aqueles diretores de turma que ouviram, atentamente, cada queixa dos alunos procurando apoiar e orientar, transmitindo a segurança precisa e preciosa, num mundo tantas vezes tão hostil e inseguro que é um parque escolar.
Com, ou sem alcunhas adequadas, deixo aqui o meu agradecimento a todos os professores que fizeram e fazem a diferença nas escolas do nosso país! Obrigada!

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publicado por Maribel Maia às 13:38

09
Jan 17

Quantas vezes dizemos a um estudante “Vai estudar!” e ele rapidamente nos responde: “Já estudei, já fiz os TPC’s”… será isto efetivamente estudar? Se não é estudar então os TPC serão o quê?!?!

Sobre este assunto gostaria de deixar aqui a minha opinião, sendo que, não considero que a realização dos Trabalhos Para Casa sejam um estudo diário, não quero com isto dizer que não devam existir no quotidiano de um estudante, dentro de determinados parâmetros.

Assim, gostaria de assumir que os TPC, para mim, tornam-se importantes como forma de memorizar e perceber melhor a matéria dada na aula, até mesmo para o estudante desenvolver a consciência de que adquiriu ou não os conhecimentos da última matéria lecionada. Os trabalhos de casa tornam-se também forma de desenvolver a responsabilidade para com cada disciplina e para com os professores. Estes trabalhos sendo propostos, em consciência profissional, com ‘peso e medida’, ou seja, sem demasias, torna-se pertinente na educação escolar atual.

Contudo, os TPC não são um estudo contínuo, suficiente e metódico, para os estudantes que desejam atingir bons resultados escolares. Pela minha experiência, entendo também que muitos estudantes não têm métodos de estudo adequados, não sabem estudar individualmente e apresentam algumas dificuldades em desenvolver esse hábito.

Torna-se assim, bastante importante ensinar e motivar a Estudar… deixarei algumas orientações sobre o desenvolvimento desta motivação no próximo Post!   

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publicado por Maribel Maia às 13:48

23
Nov 16

Como já todos sabem, moro em Santa Maria da Feira, portanto não poderia deixar de lembrar  este evento, para crianças, jovens e adultos:  

«O mês do Natal volta a ter, em Santa Maria da Feira, as portas abertas do Maior Parque Temático de Natal de Portugal – Perlim!
Aqui está a melhor proposta de visita e diversão para escolas e famílias onde, entre espetáculos musicais de grande formato, histórias de encantar, animação circulante, cenários e cenografia, inspirados no melhor do imaginário infantil, e muitas diversões, tudo junto na centenária Quinta do Castelo, a verdadeira magia chega a todos!» (In:http://www.perlim.pt)

Datas: de 1 a 30 de dezembro de 2016

Local: Quinta do Castelo em Santa Maria da Feira

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publicado por Maribel Maia às 14:32

27
Out 16

faz-me feliz…

 

  • Guardar na carteira os desenhos oferecidos, como se fossem os presentes mais belos;
  • Responder quando o estudante me chama de mister ou de mãe, porque me reconheço, um pouco, em qualquer um destes papeis;
  • Esquecer do tempo e dos problemas enquanto aprendo uma nova brincadeira;
  • Quando nas conversas ultrapasso qualquer profissão e sou apenas a amiga em quem se pode confidenciar inquietações;
  • Repararem no novo corte de cabelo ou no pequeno detalhe visual que mudei;
  • Ao cruzarem-se na rua correm para mim em busca de um abraço, da mesma forma que corro para eles;
  • Aprender mil vezes mais do que ensino…
  • Porque tudo isto vale muito mais do que o dito ‘trabalho’!

 

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publicado por Maribel Maia às 10:48

20
Out 16

A dislexia deixa alguns sinais de alerta nos estudantes de tenra idade, contudo, estes podem ser fonte de inquietação para os educadores, em qualquer idade ou nível escolar.

No 1º ano podemos perceber alguns destes sinais de alerta:

  • Dificuldade em associar letras a sons;
  • Dificuldade em ler monossílabos ou soletrar palavras simples;
  • Recusa de concretizar tarefas de leitura;
  • Lentidão e necessidade de apoio na realização dos trabalhos escolares;
  • Histórico familiar de dislexia.

 

Sinais de alerta, nos anos escolares seguintes:

  • Necessidade de soletrar palavras novas, ou com fonemas e sílabas semelhantes;
  • Na leitura, omissão de sílabas ou palavras, ex: biblioteca/ bioteca;
  • Maior facilidade em ler em contexto do que ler palavras soltas;
  • Dificuldade em ler e interpretar problemas matemáticos;
  • Dificuldade em terminar fichas de avaliação no tempo previsto;
  • Erros ortográficos frequentes;
  • Caligrafia imperfeita;
  • Escrita em espelho;
  • Evita ler e escrever.

 

Se revemos alguns destes sinais de alerta, ou outros, que nos inquietem para a possibilidade do estudante estar perante a dislexia, torna-se necessário concretizar um diagnóstico que despiste tal situação. Este diagnóstico é produzido com base na história familiar e clínica, em testes psicométricos, em testes de consciência fonológica, de linguagem, de leitura e da ortografia, e deve ser concretizado por profissionais especializados.

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publicado por Maribel Maia às 13:49

06
Out 16

A promoção de momentos que desenvolvem as capacidades emocionais de cada estudante pode estar no dia a dia.  Coloco, aqui, algumas orientações para promover o desenvolvimento da Inteligência Emocional:

 

  1. Construir sólidos vínculos afetivos: torna-se importante valorizar os sentimentos dos estudantes, dispensar momentos de conversa atenta e de empatia com os problemas, angústias e inseguranças demonstradas.
  2. Promover a autoconfiança: através de palavras de incentivo, criação de compromissos na realização de tarefas e a felicitação sempre que estas são efetivamente cumpridas. Demonstrando, também, confiança nas capacidades do estudante.
  3. Desenvolver o otimismo: mostrar que, embora nem sempre corra tudo da forma como pretendemos, devemos olha-las de forma positiva, aceitando as dificuldades da vida. Para tal ajuda a convivência em grupo, pois a interação com outros estudantes demonstram a clara necessidade de fazer cedências e recusas.
  4. Não camuflar as frustrações:  não receber o presente pedido porque não cumpriu o acordado, justificando-se esta negação… Perder alguns jogos ou concursos ajuda também os estudantes a aceitarem um ‘não’ como processos naturais da vida, aprendendo a lidar com tristezas e deceções quotidianas.
  5. Aprender a esperar: ter noção de direitos e deveres é, principalmente, ter noção do Tempo, existem tempos para se brincar, tempos para estudar e tempos para esperar… assim, horários são para serem cumpridos e acordos temporais não podem ser quebrados.
  6. Saber brincar: é através da diversão, só ou em grupo, que um estudante aprende a controlar as suas boas e más atitudes e a colocar-se no lugar do outro. As brincadeiras implicam aprender a obedecer a regras e a respeitar opiniões diferentes.

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publicado por Maribel Maia às 14:46

19
Set 16

 Este início de escola traz aos estudantes a vontade de organizar e personalizar o seu material escolar, seja livros ou cadernos, canetas ou lápis, o importante é a imaginação e a vontade de enfrentar um novo desafio com material que ‘cheira a novo’.

Hoje trago uma nova proposta, para todo o ano letivo: basta imprimirem as etiquetas que vos deixo e, ao longo do ano oferecerem ao estudante como incentivo e felicitação pelo trabalho desenvolvido… espreitem, está em anexo.

 

E porque pode ainda fazer falta, deixo também mais umas etiquetas e letras do alfabeto para dar continuidade à personalização do material!

 

Bons trabalhos manuais!

 

 Incentivos:

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Etiquetas:

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Alfabeto:

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publicado por Maribel Maia às 10:32

15
Set 16

Continuando com o mesmo tema do Post anterior, a mudança de escola, não posso deixar de afirmar que, por vezes, me parece que a ansiedade e preocupação está muito mais espelhada nos encarregados de educação, do que propriamente no estudante que enfrenta a situação, na maioria das vezes, tal como um desafio que deseja superar rapidamente.

Assim, para estes educadores ansiosos, cá ficam alguns conselhos para melhor poderem apoiar esta natural transição:

  • Converse com o estudante sobre o assunto e tente esclarecer todas as dúvidas e questões sobre esta novidade, sublinhando sempre os aspetos positivos;
  • Procure, em tempo de férias visitar a nova escola e passar lá, com ele, algum tempo de forma a que ele se familiarize e conheça o espaço, se possível converse com alguns funcionários e professores;
  • Se conhecer algum estudante que frequente aquela escola apresente-os, para que tenha já uma amizade quando chegar à nova escola;
  • Quando o for levar à nova escola despeça-se com toda a naturalidade habitual, sem grandes demoras;
  • Esteja atento às demonstrações de adaptação ao novo ambiente e às reações ao longo das primeiras semanas.

 

Como ‘cada caso é um caso’ basta uma atenção maior ao longo das primeiras semanas para perceber se está tudo a correr como esperado e, sempre que necessário converse com o(s) professor(es) do seu educando…. E bom ano letivo!

 

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publicado por Maribel Maia às 17:14

30
Jun 16

Para quem cuida diariamente de um estudante com hiperatividade certamente já se sentiu incapaz de melhor ou controlar alguns comportamentos, em determinados momentos. Inicialmente refiro que, cada estudante reage de forma diferente e especifica e quanto mais nos dedicarmos a ficar atentos aos comportamentos, mais facilmente adaptamos as nossas estratégias. Contudo, de forma mais geral, apresento algumas destas estratégias que poderão melhorar o apoio a estes estudantes.

 

A seguir:

 

  • Para acalmar o estudante hiperativo inicie uma conversa sobre um tema que lhe desperte muito interesse: amigos, jogos, programas de TV.
  • Inclua alguma atividade extra curricular desportiva: natação, judo, futebol, dança… ajudará o estudante a despender e controlar a energia.
  • Deve ter-se bastante cuidado com a alimentação, que esta seja bastante saudável e com as necessárias horas de sono… tudo com horários bem definidos.
  • Devem existir muitas regras e tarefas planeadas que não devem ser alteradas.
  • Utilize o contato físico e o carinho como forma de acalmar e melhorar a concentração.
  • Felicite pelas atitudes corretas e encoraje nesta continuidade.
  • Use palavras carinhosas e afetuosas e conversas mais longas e particulares, sempre que necessário.
  • Estabeleça negociações que devem ser sempre cumpridas entre ambos os negociantes.

 

 

A evitar:

  • Jogos e programas televisivos agressivos;
  • Repreender a todo o momento;
  • Nunca descrimine ou puna exageradamente;
  • Não permita a descriminação entre pares (colegas)...

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publicado por Maribel Maia às 11:45

23
Jun 16

Conversa entre mim e um/a estudante:

«Eu: _Tu estás sempre inquieto/a e ansioso/a, depois esqueceste de algumas palavras ao escrever…

Estudante: _ Pois... sou…

Eu: _Tens de te acalmar… tenho a certeza que prejudicas as tuas notas por isso, conseguias ainda melhores resultados!

Estudante:_ Se calhar… mas não consigo… a minha mãe já me deu comprimidos mas não adiantou…

Eu: _ Tens de usar a cabeça para tentar controlar isso…»

 

Muito se fala na comunidade educativa sobre a Hiperatividade, conceito, de certa forma, recente, mas que inquieta muitos pais e professores. Neste sentido, trazer aqui o tema, é talvez apresentar algo para muitos leitores bem conhecido, tornando-se pertinente agradecer os testemunhos que poderão, aqui partilhar, sobre a Hiperatividade: experiências, estratégias, opiniões, etc…

 

A Hiperatividade define-se como um estado excessivo de anergia física ou mental, que pode ocorrer em criança ou adulto e em qualquer situação de vida, sem que disso advenha necessariamente algum problema. Contudo, se este estado for avaliado como prejudicial para uma boa qualidade de vida para o indivíduo e/ou para a família deverá refletir-se sobre formas de controlo.

Este estado de hiperatividade interfere, muitas vezes, com o conceito de ensino-aprendizagem, pois provoca, grande parte das vezes, desatenção e dificuldades no cumprimento tarefas na criança hiperativa.

 

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publicado por Maribel Maia às 15:52

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