Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

03
Nov 17

Ser sobredotado significa ter características específicas, contudo, algumas atitudes ou situações podem ser identificadas como alertas para pais e educadores, para assim solicitarem um posterior diagnóstico. Neste sentido, aqui ficam algumas características que poderão ajudar como um alerta primário:

  1. Dorme pouco;
  2.  Precoce na fala
  3. Aprende a ler rapidamente;
  4. Utiliza vocabulário muito elevado para a sua faixa etária;
  5. Aprende o alfabeto e o contar pelos 2 anos;
  6. Realiza perguntas muito exploratórias e coerentes;
  7. Muita criatividade;
  8. Apresenta grande sensibilidade para com os outros;
  9. Questiona sobre moral e justiça;
  10. Extremamente observador;
  11. Espírito crítico elevado;
  12. Elevada capacidade de atenção e concentração;
  13. Vontade de se relacionar com crianças de maior idade;
  14. Baixa auto-estima;
  15. Pouco motivação durante as aulas;
  16. Interesse pela construção de objetos;
  17. Sentem-se por vezes incompreendidos;

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publicado por Maribel Maia às 09:32

07
Nov 16

A minha proposta para se estudar melhor algumas disciplinas, como por exemplo a História o as Ciências da Natureza, é começar por realizar um bom resumo sobre a matéria a estudar. A construção de resumos facilita na compreensão e assimilação de novas aprendizagens, permite o treino na escrita e na capacidade de síntese e exercita a capacidade de explicação com mais rigor e utilizando os conceitos associados ao tema em estudo.

 

 OS RESUMOS AJUDAM QUANDO:

Utilizas as tuas próprias palavras;

Estás bastante concentrado na sua concretização;

És fiel às ideias expostas;

Entendeste toda a matéria a resumir;

Organizas os resumos com cores, tópicos e palavras-chave;

Voltas a reler várias vezes até apreenderes toda a matéria;

Fazes uma seleção de temas principais e secundários;

Respeitas a ordem cronológica dos acontecimentos;

Defines conceitos e palavras-chave.

 

OS RESUMOS NÃO AJUDAM QUANDO:

Transcreves na integra o que está no livro;

      Estás distraído na sua concretização;

      Contradizes o que leste;

      Não entendeste parte da matéria a resumir;

      Constróis um resumo desorganizado e pouco legível;

      Não voltas mais a reler;

      Não fazes distinção de temas ou ideias;

      Não ordenas situações ou acontecimentos;

      Não sintetizas os conceitos presentes na matéria.

 

 

  

 

publicado por Maribel Maia às 15:00

24
Out 16

Sendo a dislexia uma dificuldade de aprendizagem, trará, ao estudante, dificuldade em manter boas avaliações. Por vezes  estes baixam os resultados escolares em várias disciplinas devido aos erros ortográficos e demonstram mais dificuldades em compreender questões e interpretar problemas.

Tal como já referi, torna-se imprescindível que a comunidade escolar se apresente cada vez mais disponível e sensível para este tema.

Para além disto,  aos educadores/pais/explicadores cabe oferecer um apoio maior e individualizado a estes estudantes, que deverá passar por:

  • Conversar com o estudante sobre o tema e desmistificar receios;
  • Corrigir todos os erros ortográficos de todo o caderno diário e de todos os escritos produzidos pelo estudante;
  • Promover momentos de treino da escrita, constantemente;
  • Incentivar à leitura e interpretação de textos e obras literárias;
  • Reler perguntas e problemas em alta voz para apoiar a compreensão destas;
  • Dedicar momentos especiais ao estudo ortográfico;
  • Utilização de métodos multissensoriais;
  • Incentivos positivos;

 

Para além de todas estas particularidades, não nos podemos esquecer que, um estudante disléxico necessita de um maior esforço para estudar e melhorar a sua escrita, portanto é desejável o incentivo e a constante motivação para tal.

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publicado por Maribel Maia às 10:43

17
Out 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu:_ Tiras boas notas?

Estudante: _ Podia ser melhor se não fosse esta coisa chamada dislexia.»

Eu: _ Achas que esse problema interfere muito com o estudo?

Estudante: _ Pois?…»

 

Já aqui falei, em publicações anteriores, de Necessidades Educativas Especiais e a dislexia insere-se neste contexto, pois interfere com a capacidade de aprendizagem, dos estudantes ao longo de toda a vida.

A dislexia define-se como «(…) uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caraterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica (…) que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais» (Associação Internacional de Dislexia).

Ao longo do meu percurso apoiei alguns estudantes com este diagnóstico, contudo nem sempre senti o apoio necessário, por parte das suas escolas, na sensibilização de uma avaliação adaptada a esta situação, esta inquietação também é refletida pela Especialista em Dislexia Drª Paula Teles que afirma: «no nosso país o Decreto-lei 3/2008, aplica-se às crianças com necessidades educativas especiais, mas não faz qualquer referência em relação à metodologia reeducativa a adotar. Na grande maioria dos casos os alunos dependem da “benevolência” dos professores, desculpando a falta de correção, a fluência leitora, a limitação vocabular, os erros ortográficos...» (In Revista Portuguesa de Clínica Geral: 2004). Fica portanto, aqui, um alerta a toda a comunidade escolar para se pensar em novos métodos de apoio e intervenção.

Por toda esta complexidade, pretendo dar continuidade a este tema, nos próximos artigos…

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publicado por Maribel Maia às 14:26

13
Out 16

Alguns estudantes, alguns meses ou anos, após o início da aprendizagem escolar, da Língua Inglesa, começam a assumir uma aversão à disciplina e ao estudo desta, referem ser difícil de aprender e portanto apresentam avaliações mais baixas ou mesmo negativas.

Na minha opinião, na maioria destes casos, esta aversão reflete a perda de um fio condutor de aprendizagem, no decorrer da aprendizagem inicial já que, o estudante, não consegue acompanhar o grau de complexidade crescente que o estudo de uma Língua requer. No primeiro ano de estudo da Língua Inglesa são ensinados grandes pilares que sustentam o entendimento e funcionamento da língua, seja através da quantidade de vocabulário seja na estruturação gramatical que, se não ficar bem assimilada, não poderá apoiar outras aprendizagens futuras.

O meu conselho para colmatar tais lacunas de aprendizagem passa por um estudo acompanhado (explicador/pais) que identifique, explique e desenvolva práticas de consolidação de aprendizagens, de acordo com as dificuldades de cada estudante, devendo, este apoio, ser sempre individualizado e adaptado.  

 

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publicado por Maribel Maia às 15:41

10
Out 16

O apoio individualizado ao estudo, realizado por Explicadores/as, é cada vez mais procurado pelos encarregados de educação que procuram potenciar as qualidades e competências dos seus estudantes, proporcionando-lhes um estudo mais individualizado, personalizado, que apoie o ensino massificador da escola atual. Neste sentido, o papel do Explicador passa, de forma geral, por:

 

  • Ensinar métodos e técnicas de estudo;
  • Desenvolver responsabilidades no estudo;
  • Propor metas adaptadas a cada estudante;
  • Consolidar aprendizagens pouco estruturadas;
  • Adaptar o ensino às especificidades de cada estudante;
  • Desenvolver a capacidade reflexiva;
  • Construir exercícios adaptados e individualizados;
  • Esclarecer dúvidas das matérias a estudar…

 

 

Através da minha experiência, gostaria de associar a todos estas referencias  os três fatores primordiais que os estudantes apresentam como alterações positivas no seu estudo diário, após um acompanhamento individual de um/a explicador/a, são eles: o aumento da segurança perante a(s) disciplina(s) e a avaliação, a  melhoria de resultados escolares e maior empenho e dedicação ao estudo.

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publicado por Maribel Maia às 13:37

03
Out 16

 Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ Ontem tive um dia mau!

Eu: _Porquê?

Estudante: _ Parti a minha caneca preferida… era mesmo a minha caneca preferida!!!

Eu: _Devemo-nos importar com as pessoas, não com os objetos!

Estudante: _ Mas era a minha caneca preferida porque me fazia lembrar a minha avó.

Eu: _ Ficas com essa memória na mesma… só que os objetos não duram para sempre…

Estudante: _Pois não… é pena!»

 

Pretendo refletir sobre a Inteligência Emocional, pois não sendo ainda um assunto muito considerado em contextos formais de educação, deve ser tido em conta como conceito fundamental no desenvolvimento humano. Portanto, a Inteligência Emocional (QE) é tão importante como o Coeficiente de Inteligência  (QI), ambos sustentarão um estudante capaz de aprender e de crescer.

 

Contudo, uma criança emocionalmente inteligente não é uma criança que não chora, não faz birras ou não demonstra frustração, é sim uma criança capaz de lidar e compreender tais emoções, conseguindo interpreta-las e explica-las, melhorando estas capacidades ao longo da vida.

 

Neste sentido, assume-se que o desenvolvimento destas capacidades influenciam diretamente a aprendizagem em contexto escolar, pois, tanto melhor será o rendimento escolar quanto melhor estiver a autoconfiança do estudante,  a sua motivação para aprender e a sua boa capacidade de comunicar com os outros (pares/professores/educadores). 

 

Em termos gerais, a Inteligência Emocional promove no estudante:

  • Confiança em si e na sua conduta;
  • Mantém a curiosidade como sensação positiva;
  • Detém uma intenção de se superar;
  • Controla as suas ações perante si e perante os outros;
  • Aumenta a capacidade de cooperar com outros;
  • Apresenta maior motivação para comunicar e se exprimir.

 

Inteligência Emocional também se ensina????? Veja no próximo Post!!!!

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publicado por Maribel Maia às 13:52

05
Mai 16

Este Post advém de uma questão colocada por uma leitora e que poderá espelhar dúvidas parecidas de outros visitantes.

Na aula, por vezes, os professores solicitam a resolução de um ou mais exercício(s) de matéria ainda não explicada, parcial, ou totalmente. Similar a este assunto, pode também ocorrer que, porque o estudante faltou a uma ou mais aulas, necessite de estudar a matéria sem que lhe tenha sido explicado em contexto sala de aula.

Esta situação exigirá ao estudante concretizar um trabalho muito mais autónomo, solicitando-se um esforço redobrado, seja para pesquisar a matéria a estudar, seja para compreender sozinho a informação encontrada.

Para apoiar este estudo autónomo, apresento, aqui, algumas propostas gerais:

  • Em casa solicitar o apoio do encarregado de educação ou do explicador para apoiar no estudo autónomo;
  • Utilizar duas a três fontes diferentes de informação, como por exemplo, livros escolares e sites pedagógicos, completando a informação;
  • Realizar exercícios, iniciando pelos mais simples, até aos mais complexos;
  • Se não encontrarem a matéria no livro escolar do ano lecionado, podem recorrer a livros escolares de um ano letivo anterior ou seguinte, mesmo que o grau de complexidade seja diferente, poderá ser uma boa base de apoio;
  • Alguns estudantes optam por comprar livros de preparação para exames como forma de estudo, os melhores livros apresentam sempre bons resumos e explicações da matéria, que poderão ser, também, um bom recurso;
  • Na internet podem pesquisar em páginas de Slideshare ou Powerpoint, pois apresentam uma tutoria muito próxima do contexto sala de aula, tornando o estudo mais familiar e reconhecido.
  • Na aula de revisões para o teste, solicitar ao professor um exercício sobre a matéria, aferindo se a assimilação da matéria foi estruturada corretamente, se não pedir apoio ao professor;

Para apoiar nestas e noutras dificuldades deixo aqui, algumas propostas de sítios na internet, aos quais poderão recorrer para recolher resumos da matéria escolar, fichas e testes de avaliação. Todos estes sites apresentam grande diversidade de material e encontram-se organizados por ano escolar, disciplina e matérias. Sendo material partilhado, nem todas as matérias se encontram, ainda, disponíveis, em alguns dos sites aqui apresentados.

http://www.obichinhodosaber.com/ encontram-se resumos das matérias escolares, exercícios, fichas para o ensino básico (desde o 5º ano ao 9º ano) e muitos outros artigos sobre educação.

 

http://www.ensinobasico.com/ apresenta orientações para o ensino pré escolar, exercícios e apontamentos das várias disciplinas escolares desde o 1º ao 3º ciclo.

 

http://www.bemexplicado.pt/ a secção dos Recursos Didáticos, apresenta resumos das matérias e fichas com soluções, de todas as etapas de ensino, desde o 1º ano ao nível secundário.

 

http://fichasprimeirociclo.no.sapo.pt/ Direcionado apenas para o 1º ciclo, oferece fichas de trabalho para as várias matérias do 1º ao 4º ano.

 

http://www.resumos.net/ partilha de resumos entre estudantes, de todos os níveis de ensino, incluindo ensino universitário. Os visitantes podem pesquisar resumos da matéria, como podem também partilhar os seus próprios resumos.

 

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publicado por Maribel Maia às 14:05

28
Abr 16

Os ditos ‘trabalhos’ que os estudantes necessitam de realizar em muitas disciplinas, durante o seu percurso escolar, resume-se  a uma compilação bem estruturada e fundamentada de informação, sobre um determinado tema relativo à matéria dada em determinada disciplina.

A este processo atribui-se o nome ‘trabalho’ pelo empenho que supõe incutir no estudante, contudo, com vista a minimizar este empenho, muitos sãos os estudantes, que procuram na internet uma forma rápida de concretizar este processo, com simples ‘copy – paste’ de um, ou mais sítios da internet, sem refletir sobre a veracidade da informação e sem reconstruir tal informação, nas suas próprias palavras.

Embora todos saibam, há que lembrar que estes ‘Trabalhos’ são processo de avaliação e que construídos por este prisma em nada contribuirão para uma boa nota.

 

Alguns  passos imprescindíveis para um bom Trabalho Escolar:

 

  • A recolha de informação deve ser concretizada através de livros que expõem a matéria em questão, a procura desta na internet deve ser apenas mais uma forma de aprofundar o tema;
  • Sempre que existe uma procura de informação na internet, deve reconhecer-se se o site que se consulta atesta verdades sobre o tema;
  • Após a recolha da informação há que pensar no esquema do ‘Trabalho’, tendo em consideração: Introdução, desenvolvimento e conclusão (tema a desenvolver na próxima publicação);
  • A inclusão de imagens, tabelas ou esquemas tornam-se muito importantes, apenas, se forem utilizadas para sustentar a informação e não para embelezar a apresentação;
  • Toda a escrita deve ser concretizada pelas palavras do próprio estudante, que lê e interpreta a informação pesquisada.
  • Sempre que necessitar de copiar frases de algum autor deve colocar « » aspas e referir o nome e livro do autor;
  • Nos dias de hoje estes trabalhos são já realizados a computador, não devendo afastar-se muito, por exemplo, das Normas da APA. Como orientação comum: (letra: Arial 12, espaçamento 1,5 entre linhas; margens de 2cm, texto justificado);
  • Antes de dar por finalizado, solicitar ao educador que leia, prevenindo erros ortográficos que de modo algum devem estar presentes.

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publicado por Maribel Maia às 13:46

04
Abr 16

Diálogo com um/a estudante de 2ºciclo:

«Eu: _ O teu Natal foi bom?

Estudante: Não!

Eu:_ Porquê? Não recebeste prendas?

Estudante: Sim, mas não era nada do que eu queria…

Eu:_ O que querias?

Estudante: Um telemóvel e não recebi…»

 

Car@ leitor, já vivenciou alguma discussão com o(s) seu(s) educando(s) devido ao telemóvel? Acredito que a grande maioria tenha tal experiência, uma ou mais vezes… porque o aparelho não é recente… porque não funciona em pleno… porque o estudante não o larga… porque ele gastou mais do que devia…etc…etc…

Adivinho também este final de discussão: por mais que tenha razão, nos seus argumentos, o estudante sentiu-se defraudado e incompreendido. Deixe-nos aqui a sua experiência, ajudará certamente outros a conviver com este tema, tão atual e tão controverso.

É sabido que não há uma ‘idade certa’ para oferecer um telemóvel a uma criança, contudo, alguns especialistas afirmam que isto apenas deverá acontecer por volta dos 10 anos.

No entanto este aparelho deve estar configurado de acordo com cada idade, para tal, na altura da compra aconselhe-se com os vendedores das operadoras de comunicação, de forma a estabelecerem plafond a gastar, delimitar acessos à internet, downloads, controlo GPS e números SOS.

Todos os estudantes pretendem levar o telemóvel para a escola, o que poderá trazer algumas más utilizações deste, seja em contexto sala de aula: desatenção e desrespeito por colegas e professores , seja no recreio: prejudicando o convívio entre pares, incentivando acorrendo o risco de furtos e formando novos processos de descriminação… até mesmo nas estranhas formas de escrever mensagens, repletas de erros ortográficos, que podem ser prejudiciais na hora de estudar a língua portuguesa.

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publicado por Maribel Maia às 11:37

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