Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

16
Nov 17

Talvez seja devido aos cortes orçamentais que os estudantes de hoje têm poucas visitas de estudo, proporcionadas pelas escolas. Contudo, mantenho a opinião de que estas são elemento importante na aprendizagem, pois «constituem uma situação de aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos, proporciona o desenvolvimento de técnicas de trabalho, facilita a sociabilidade.» (in www.netprof.pt/).

Assim, e para os educadores que têm essa possibilidade, deixo o desafio de refletirem mais sobre possíveis lugares a visitar, dentro e fora do país, que permitam a aquisição de mais cultura, contato multicultural, conhecimento histórico, artístico e geográfico…

Viajar, visitar, contemplar, escutar, enriquecem o ser humano de forma profunda e transformadora, desenvolvem novos saberes, despertam curiosidades, aguçam sentidos, constroem competências.

Visitar museus, espetáculos, novas cidades, galerias, bibliotecas, e tantas outras formas de arte, contribuem para o desenvolvimento e crescimento educativo, facilitando a aquisição de conhecimento de forma mais natural e interessada…pois, alia-se o conhecimento teórico recebido em contexto sala de aula com o conhecimento prático de quem sente e vive o que leu.    

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publicado por Maribel Maia às 10:49

13
Nov 17

Chegados ao final dos Períodos, os estudantes deparam-se com solicitações dos professores, das quais pouco estão habituados, as Apresentações Orais. Estas, normalmente surge após a realização de um trabalho escolar, em grupo ou individual e apoiam na avaliação dos alunos.

Assim sendo, aqui ficam algumas sugestões para que cada estudante possa melhorar a sua apresentação oral:

  • Procurem não realizar uma apresentação apenas lendo um texto escrito, torna-se monótono e demonstra a falta de à vontade com o tema;
  • Utilizem formas de motivação visual, sejam filmes, PowerPoint’s, ou objetos…
  • Dominem bem o tema para não ficaram sem palavras;
  • Contabilizem o tempo de apresentação, para se manterem no tempo exigido, (nem a mais nem a menos);
  • Mantenham uma postura corporal e vocal adequada, colocando a voz para que todos ouçam;

 

Para todas estas sugestões é necessário ter em linha de conta que, apresentar um trabalho individualmente é bem diferente de uma apresentação coletiva, sendo que, se for coletiva é necessário que todo o grupo participe, seja conhecedor de todo o trabalho e estejam bem delimitados os tempo de cada um, para todos terem as mesmas oportunidades.

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publicado por Maribel Maia às 10:47

08
Nov 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3ºciclo:

«Estudante: Tenho de fazer uma composição sobre uma pessoa famosa… não conheço ninguém e não sei o que escrever….

Eu: Se gostas de tocar guitarra, também gostas de ouvir música, certo?

Estudante: Gosto… bastante…

Eu: O que gostas mais de ouvir?

Estudante: Nirvana…. Ah… posso escrever sobre kurt Cobain???

Eu: Sabes alguma coisa sobre ele?

Estudante: Sei algumas coisas….»

 

 

Por vezes, ao longo das explicações, desenvolvia conversas paralelas com o estudante, se alguém ouvisse certamente poderia achar uma perda de tempo este desvio de tema, que fica muito longe da disciplina de Ciências… de História… etc… Lamento, mas discordo! Se concretizo algumas destas ditas ‘conversas paralelas’ é porque me interesso por quem está à minha frente, esse estudante não é apenas importante porque vai tirar boas notas nos testes… para mim importa saber o que o torna ansioso, nervoso, desmotivado, inseguro… aquilo que o motiva, alenta, desperta curiosidade… nestas conversas percebo o estádio de desenvolvimento emocional, as capacidades de raciocínio, de abstração e de memória… reconheço as caraterísticas que fazem o João, o Pedro, a Mariana, único/a e diferente de tantos outros meninos e jovens da mesma idade…

Portanto assumo esta minha necessidade de conversar com as crianças e com os jovens… de aprender com eles tudo aquilo que, diariamente têm para me mostrar.

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publicado por Maribel Maia às 14:11

03
Nov 17

Ser sobredotado significa ter características específicas, contudo, algumas atitudes ou situações podem ser identificadas como alertas para pais e educadores, para assim solicitarem um posterior diagnóstico. Neste sentido, aqui ficam algumas características que poderão ajudar como um alerta primário:

  1. Dorme pouco;
  2.  Precoce na fala
  3. Aprende a ler rapidamente;
  4. Utiliza vocabulário muito elevado para a sua faixa etária;
  5. Aprende o alfabeto e o contar pelos 2 anos;
  6. Realiza perguntas muito exploratórias e coerentes;
  7. Muita criatividade;
  8. Apresenta grande sensibilidade para com os outros;
  9. Questiona sobre moral e justiça;
  10. Extremamente observador;
  11. Espírito crítico elevado;
  12. Elevada capacidade de atenção e concentração;
  13. Vontade de se relacionar com crianças de maior idade;
  14. Baixa auto-estima;
  15. Pouco motivação durante as aulas;
  16. Interesse pela construção de objetos;
  17. Sentem-se por vezes incompreendidos;

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publicado por Maribel Maia às 09:32

01
Nov 17

Como já referi no Post anterior, um estudante Sobredotado deve ser interpretado com alguém com características específicas, diferenciadas e que carece de um apoio escolar diferenciado e assumido na Lei. Desta forma, se surgirem razões para tal, o diagnóstico deve ser solicitado e efetuado, sinalizando-se e definindo-se a orientação necessária, junto de pais e educadores, para a progressão correta da Educação/Aprendizagem.

O diagnóstico deve ser realizado inicialmente por um profissional da área da Psicologia, através da realização de vários testes, dependendo das especificidades, o diagnóstico pode ser continuado através de uma equipa multidisciplinar, composta por um docente especializado, um psicólogo e um técnico de uma área específica de talento.

Contudo, educadores/pais/professores que precisem de um apoio e/ou orientação mais concreta, podem recorrer à Associação Portuguesa das Crianças Sobredotadas(APCS) http://www.apcs.co.pt/.

A importância do real diagnóstico prende-se com o facto de que, por vezes, estes estudantes são olhados como hiperativos, ou com outras perturbações que o condicionam e podem afetar ações direcionadas.

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publicado por Maribel Maia às 09:36

30
Out 17

Já por aqui escrevi sobre necessidades educativas especiais, especificando algumas delas de forma mais detalhada. Considero escrever, especificamente, sobre este vasto tema, já que muitos educadores procuram algum apoio e conhecimento através da internet. Neste e nos próximos Post’s, surgiu-me o interesse em escrever/pesquisar/refletir sobre estudantes Sobredotados.

Este é um tema que, em princípio, pode não parecer incluir-se nas definições de Necessidades Educativas Especiais, contudo, em Portugal  as crianças e jovens sobredotados foram reconhecidos na Lei como portadoras de necessidades educativas específicas (Desp.º n.º 50/2005 de 9 de Novembro) e que prevê que as escolas deverão efetuar para tais alunos um Plano de Desenvolvimento. Esta situação ocorre, uma vez que, ser Sobredotado significa ter capacidades específicas e formas de aprendizagem diferenciadas.

Assim sendo, surge a necessidade de diferenciar uma criança dita ‘normal’ de uma criança Sobredotada:

A definição vem pela voz de investigadores especialistas que apontam as seguintes características diferenciadas:

  • capacidade acima da média – distingue-os a facilidade com que obtêm êxito em determinadas matérias ou a facilidade que revelam na aquisição determinados conhecimentos ou competências em áreas específicas.
  •  persistência na resolução de uma tarefa – uma grande capacidade de trabalho, direcionando uma invulgar quantidade de

energia para a resolução de problemas ou de uma atividade específicas.

  • Elevada criatividade -  revela-se pela natureza e frequência das perguntas, jogos e associação de conceitos. É com frequência que as crianças e jovens com esta característica surpreendem os adultos com a

qualidade das suas produções.

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(Renzulli,1986) 

 

 

 

publicado por Maribel Maia às 10:09

27
Out 17

 

 

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publicado por Maribel Maia às 09:36

25
Out 17

E porque as crianças se esforçam para melhorar, para aprender e para obterem bons resultados, hoje deixo-vos vários incentivos, para um miminho simples, mas muito especial... Basta imprimir, colar nos cadernos, nos livros, deixarem num lugar especial...sempre que eles merecerem aquele carinho e aquela motivação extra!

 

Experimentem! Eles vão adorar!!!

 

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publicado por Maribel Maia às 11:03

23
Out 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«Estudante: _ Em Filosofia as respostas estão sempre incompletas…

Eu: _ É verdade, mas existem umas mais completas do que outras, mesmo assim!

Estudante: _ Mas eu não gosto de escrever muito, por isso é que sou de Ciências!»

 

Em qualquer ano escolar é possível encontrar estudantes que apresentem dificuldade em escrever respostas completas e que exijam mais complexidade, que não organizam a resposta de forma coerente e estruturada, que tenham dificuldades em desenvolver corretamente e de forma justificada as reflexões exigidas nas questões.

Esta contrariedade na escrita só se ultrapassa com o treino e o esforço contínuo de leitura e escrita. Assim sendo, ler, escrever, fazer resumos, construir esquemas, no dia a dia e para cada teste, ajudará a ultrapassar tais situações.

Para além disso sugiro também:

 

  • Ter a matéria muito bem estudada;
  • Explicar todos os conceitos da pergunta;
  • Seguir a regra de resposta: introdução, três pontos principais e conclusão;
  • Os textos de apoio às perguntas devem sempre ser incluídos e citados nas respostas;
  • Em folha de rascunho, esquematizar tudo o que deve ser escrito;
  • Reler cuidadosamente após a conclusão do teste.

 

É importante lembrar também que, existem disciplinas que exigem maior capacidade de desenvolvimento da escrita do que outras, como por exemplo a Filosofia ou a História…

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publicado por Maribel Maia às 10:53

19
Out 17

Quando o estudante inicia o 2º ciclo depara-se com o estudo de uma língua estrangeira, o Inglês. Muitas vezes, esta nova disciplina apresenta consigo novas formas de avaliação, para além das comuns fichas de avaliação, são eles: o “listening”, o “speaking” e os “writing”, muitos professores optam por realizar cada um deles, uma vez por período.

Para quem identifica estas palavras como uma novidade na avaliação escolar, deixo aqui as definições de cada uma delas:

  • Listening: através de umas colunas de som, os estudantes ouvem um texto ou um diálogo na Língua Inglesa. O professor faculta uma ficha que deve ser preenchida com as informações ouvidas, exigindo uma boa capacidade de compreensão oral desta Língua.
  • Speaking: individualmente, ou a pares, o estudante é convidado a conversar com o professor ou apresentar um pequeno trabalho sobre uma tema ou uma imagem, todo este diálogo é realizado em língua Inglesa, podendo-se, assim, avaliar a capacidade de compreensão e expressão oral.
  • Writing: é solicitado ao estudante que escreva uma composição em Inglês sobre um tema proposto, por vezes é facultado opção de escolha entre dois ou três temas. O estudante deve realizar a escrita de forma cuidada, seguindo as regras comuns: introdução, desenvolvimento e conclusão. Estas composições escritas apresentam-se com um limite de palavras que deve ser tido em conta.

 

Cada estudante deve preparar-se para estas formas de avaliação, revendo o vocabulário e as regras gramaticais, podem também ser realizados alguns treinos, de forma a que se sintam mais confiantes e preparados.

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publicado por Maribel Maia às 10:45

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