Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

04
Out 17

Para além de todas estas especificidades, o ensino finlandês apresentas metodologias bastante específicas, em sala de aula. São usadas as metodologias chamadas de "problem-based learning" e "project-based learning", ensino baseado em problemas ou projetos, esses problemas poderão ser de origem fictícia ou real e tornam-se o ponto de partida da aprendizagem, em que o objetivo é que os estudantes aprendam através, da prática, a procurarem soluções e respostas.

Nestas metodologias os professores assumem um papel de mediador, entre os objetivos pretendidos e alcançados.

Nestas escolas a avaliação é realizada através do aluno, que se autoavalia e avalia os colegas de turma e o professor que avalia os resultados dos projetos, das atividades em grupo e de outros trabalhos contínuos, sendo os testes de relativo valor.

As novas tecnologias e o material pedagógico está adaptado às necessidades atuais destas metodologias, sendo permitido e incentivado o uso da internet e outros meios de informação, sendo incentivado a leitura de livros extraescolares e, até mesmo, a disposição das mesas é bastante particular.

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publicado por Maribel Maia às 11:12

02
Out 17

Já muito tenho falado sobre a Educação Formal realizada nas escolas portuguesas e muito tenho debatido com os leitores, sobre as melhorias urgentes que deveriam ser implementadas no quotidiano de professores e estudantes, desde o 1º ano ao ensino Universitário.

Hoje venho apresentar um país que eu considero um dos melhores da Educação Escolar, tanto pelo seu baixo nível de aliteracia, como pelas práticas utilizadas diariamente neste imprescindível conceito chamado de Educação. Não pretendo comparar ambos os países, já que, populações diferentes devem ser entendidas com características únicas e diferentes, sendo que o melhor para uns, nem sempre, será o melhor para outros.

O meu objetivo com estes Post’s é apenas apresentar uma pesquisa que realizei que me parece muito boa.

De uma forma geral, as características particulares e motivadoras desse Sistema Nacional de Ensino:

  • A escolaridade obrigatória estabelecesse entre os os 7 e os 16 anos, sendo gratuito, todo esse longo caminho;
  • Praticamente toda a população frequenta escolas públicas, existindo poucas escolas privadas;
  • O número de estudante em sala de aula não ultrapassa os vinte;
  • As aulas têm duração de 45 minutos com intervalos de 15 minutos;
  • No ensino básico, cada estudante aprende duas línguas oficiais, o Finlandês e o Sueco, e mais duas línguas estrangeiras, dando-se muita importância à língua Inglesa;
  • No ensino secundário o sistema orienta os estudantes para o vocacional ou académico, com vista a um curso profissional ou ensino universitário, no entanto esse caminho não é, de todo, rígido, podendo ser alterado ao longo do percurso. O secundário termina sempre com um exame;
  • Todos os professores são Mestres e na sala de aula podem estar um ou dois professores, se um deles tiver menos experiência profissional e são referidos como a chave para o sucesso deste ensino.

 

De forma muito geral, são estas as particularidades que, acabam por merecer o meu destaque, considerando-as como positivas, contudo as metodologias de ensino são também motivo de referência e que irei resumir no próximo Post.

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publicado por Maribel Maia às 13:36

04
Mai 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:
«Eu: É para escreveres os dias da semana em Inglês.
Estudante: Mas eu não sei!
Eu: Claro que sabes, aprendeste isso no período passado!
Estudante: Já não me lembro…»

Quantas e quantas vezes os estudantes nos respondem prontamente: ‘eu ainda não dei isso…’, para esta resposta deve imperar o completo ceticismo. Na verdade, a matéria pode ter sido lecionada e até estudada para o teste anterior, contudo, na semana seguinte já foi totalmente esquecida, como se já não fosse conhecimento importante ou necessário.
Hoje em dia, muitos estudantes pensam desta forma: ‘essa matéria já foi dada, já não preciso de saber porque não vai sair no teste’… eu não concordo, totalmente, com esta reflexão. Praticamente todas as disciplinas utilizam a construção de saberes como sendo patamares de conhecimento que se apoiam mutuamente para evoluírem.
Posso deixar alguns exemplos concretos: como se consegue evoluir na aprendizagem de uma língua estrangeira, estando constantemente a esquecer vocabulário e regras gramaticais? Se o estudante não compreendeu as regras básicas de cálculos de frações, no 5ºano, como poderá evoluir para cálculos mais complexos?
Considero que esta mudança de perspetiva sobre oc conteúdos curriculares e os conhecimentos adquiridos deve ser alterada, olhando-se para eles como informação permanentemente útil, que desencadeará um caminho para novos saberes.

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publicado por Maribel Maia às 15:04

13
Jun 16

Já ouvi em vários debates televisivos a referência à escola como promotora de ensino sobre igualdade, solidariedade, inclusão, etc… concordo em pleno com tais informações, pois a escola é lugar de permanência de crianças e jovens em crescimento e desenvolvimento integral, um lugar que deve propiciar tais momentos e aprendizagens…

Muito embora, deva assumir que, analisando de forma mais prática e concreta me surjam várias dúvidas e questões que gostaria de partilhar com o leitor… se em cada disciplina existe um plano de estudos que o professor deve seguir escrupulosamente, ao longo do ano, e neste plano em nada se fala sobre temas como inclusão/exclusão, tolerância/discriminação…. Passarão para onde estes momentos de ensino/aprendizagem?

Mesmo com professores sensibilizados para tal educação, serão alguns minutos, dentro de uma sala de aula, entre o ensino de uma Equação e da Formação de Rochas, que se sensibilizam estudantes para tais questões?

Será nos meandros dos intervalos, entre pares e com a supervisão de poucos Auxiliares de Ação Educativa que se proporcionam tais momentos? Ou será necessário estruturar novos horários, novas equipas e novos métodos de Educação para o Saber Ser?

 

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publicado por Maribel Maia às 17:16

09
Jun 16

Em Portugal apresentar negativas, no final do ano letivo, às disciplinas de Português, Matemática e outra, aponta para uma retenção escolar!

 

Na minha opinião, repetir o ano, nem sempre será sinónimo de sucesso escolar garantido no ano(s) seguinte(s).

Eu concordo que, um estudante que apresente dificuldades em várias disciplinas, que levem à retenção escolar, deve ser acompanhado num apoio ao estudo, paralelo à escola, onde se desenvolva planos de estudo adequados à necessidades apresentadas, de preferência de forma individualizada.

Para além disso, a vontade de melhorar resultados deve estar, também, muito presente e consciente no estudante, portanto os encarregados de educação devem conversar e discutir esta situação com a criança ou jovem, de forma a construir uma consciência positiva, relativamente à escola e ao conhecimento académico.

Para além disso, nas férias escolares de verão, devem-se já incutir objetivos de estudo, não como castigo, mas sim como motivação e interesse na autossuperação. Nesse sentido, não serão necessárias muitas horas de estudo diárias, basta uma hora diária a cada disciplina, por semana, desde que, o estudo seja realizado com altos níveis de concentração e empenho. Este estudo pode ser realizado autonomamente ou acompanhado, de acordo com as necessidades apresentadas.

Finalmente, lembrar que, um estudante retido é um estudante que necessita de um apoio especial, por parte de toda a comunidade educativa.

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publicado por Maribel Maia às 15:20

23
Mai 16

No próximo Post darei algumas orientações sobre a forma de responder a perguntas ‘difíceis’ da pequenada… Por agora gostaria de deixar um desafio a quem diariamente convive com eles e, uma ou mais vezes, se viu com esta difícil tarefa: uma resposta!

Deixe-nos aqui algumas dessas perguntas: estranhas ou engraçadas que já vos colocaram… com certeza me ajudarão e aos outros leitores a preparar previamente as respostas, e a não nos sentirmos tão estranhos sempre que ouvimos perguntas ‘difíceis’ … para além de nos fazer sorrir muito….

Deixo aqui algumas que já ouvi:

«Tu queres ter filhos? Eu não….» (1º ciclo)

 

«O que é que havia, no Universo, antes de existir o Sol?» (2º ciclo)

 

«Sabes o que é uma Pita?» (1º ciclo)

 

«Será que para o ano já estarei da sua altura?» (2º ciclo)

 

«Jesus também dava puns?» (1º ciclo)

 

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publicado por Maribel Maia às 10:51

07
Mar 16

Grande parte dos estudantes gosta de incluir nas suas rotinas e passeios de fim de semana, visitas a espaços sociais ou culturais, seja na companhia da família ou dos amigos.

O convívio social, o contacto com lugares geográficos diferentes, com tradições e culturas heterogéneas, ou gerações dispares, proporcionam maior sensibilidade para a inclusão, solidariedade e respeito.

A visita a espaços culturais e artísticos, como exposições, teatro, cinema, concertos, etc… são momentos fortemente potenciadores de desenvolvimentos de competências, proporcionando uma aprendizagem rica, rápida e descontraída em crianças, jovens e adultos.

Os estudantes adquirem em todas estas experiências artísticas conhecimento advindo dos seus cinco sentidos e do contacto direto com a realidade, tornando os saberes de mais fácil memorização e entendimento. Como nos afirma Andreia Valquaresma & Coimbra, na revista Educação Sociedade & Culturas, (2013) «(…) o potencial da educação artística no desenvolvimento da criatividade, considerando a sua inclusão nos curricula educativos como fundamental, uma vez que a arte introduz uma diferenciação qualitativa única, que promove o acesso a uma visão singular da realidade e potencia o processo de complexificação das estruturas cognitivas».

Interessa lembrar também que, nem sempre proporcionar estas vivencias aos estudantes tem de ser tarefa financeiramente dispendiosa, todas as Câmaras Municipais proporcionam aos seus cidadãos  agendas culturais a valores simbólicos ou mesmo gratuitos, assim como, muita oferta cultural e artística apresenta descontos para estudantes… basta alguma motivação e atenção por parte dos encarregados de educação na procura e incentivo a estas atividades.

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publicado por Maribel Maia às 14:45

19
Jan 16

Etapa 1 : Leitura da matéria,

Etapa 2: Interpretação,

Etapa 3: Explicação.

Para estudar Geografia, torna-se importante realizar uma leitura quase diária da matéria dada, de forma a poder interiorizá-la e interpretá-la, como é uma matéria bastante relacionada com o dia a dia, após a leitura e interpretação, o estudante deve procurar explicar a matéria a alguém (Enc. de educação/Explicador) de forma a perceber se os conteúdos foram, de facto, apreendidos, compreendidos e corretamente memorizados.

Como a matéria deve ser estudada diariamente, podem já ser realizados pequenos resumos em esquemas, de forma a facilitar o estudo para os testes. No dia do teste, deve reler-se os resumos e realizar fichas com a matéria dada.

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Amanhã: Como estudar Fisico-quimica... 

publicado por Maribel Maia às 12:04

04
Jan 16

Os métodos de estudo devem ser adaptados para cada estudante, de acordo com as especificidades de cada um, moldando-se às caraterísticas da matéria a estudar e às especificidades de cada estudante.

Contudo, existem estratégias de estudo que, nem sempre, poderão facultar os melhores resultados esperados, como por exemplo:

- Decorar a matéria para a realização de uma ficha de avaliação poderá não conduzir aos melhores resultados, pois o mais importante é compreender a informação recebida e torna-la num fio condutor de novas aprendizagens.

- Estudar pelos resumos, apenas e só, não deve ser também o único investimento de estudo, pois, ao condensar a matéria resumindo-a, poderá ficar por estudar partes importantes de informação.

- Estudar apenas no dia anterior à avaliação, é também um caminho errado, torna-se demasiado cansativo e certamente não se conseguirá a aprendizagem total da matéria.

- Procurar o apoio do Educador/Explicador, apenas no dia anterior à ficha de avaliação, talvez não melhore significativamente os resultados desta avaliação se existirem muitas dúvidas e incompreensões na matéria a estudar.

Os possíveis erros de estudo para um estudante poderão ser um método acertado para outro, cabe ao Educador apoiar e orientar nas melhores escolhas de acordo com as características e capacidades intrínsecas ao estudante.

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publicado por Maribel Maia às 14:25

21
Dez 15

«Alunos do 2.º e 4.º anos de escolaridade do Ensino Básico vão ser submetidos de novo a provas de aferição sem efeitos na nota final a Matemática e Português. Avaliação de desempenho substitui os polémicos exames obrigatórios da era Nuno Crato…» (in: Jornal Expresso, 15 dezembro 2015).

 

Já por cá escrevi sobre o fim dos Exames Nacionais do 4º ano de escolaridade. Volto, hoje, a refletir sobre o tema levada pelas atuais discussões Parlamentares relativas à possível transformação dos Exames Nacionais de 6º ano e 9ºano em Provas de Aferição.

Sobre isto convém relembrar que os Exames Nacionais são realizados no final do ano letivo e contam em, média, 30% da avaliação final, são realizados nas disciplinas de Matemática e de Língua Portuguesa. As Provas de Aferição são fichas que não têm relevância avaliativa para o estudante, contudo procuram aferir o nível de ensino escolar Português.

Coloco estas discussões em destaque, uma vez que, deve ser tema refletido por toda a sociedade educadora, podendo-se realizar várias análises:

- Será que estes exames devem ser realizados apenas em níveis secundários?

- caberá ao estudante demonstrar todo o seu conhecimento através de uma única prova?

- serão os resultados dos exames reflexo da educação escolar de um país?

- as avaliações escolares deverão ser diferentes, atendendo aos diferentes níveis de ensino?

 

Quando assinalei o fim dos Exames Nacionais de 1º ciclo, muitos foram os leitores que assumiram a sua aprovação, o qual eu também manifestei a minha concordância… agora que existe a possibilidade de tal decisão se estender aos outros níveis escolares, gostaria de ler as vossas opiniões!

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publicado por Maribel Maia às 18:44

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