Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

17
Ago 17

Porque existem muitas formas de educação que se devem transmitir de forma transversal, seja em dias de escola ou em dias de férias, hoje, em vez de escrever um texto sobre Saber Ser, deixo-vos uma imagem que retirei da internet, mas que considero serem excelentes dicas de educação para a igualdade e para o respeito!

Partilho convosco:

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publicado por Maribel Maia às 11:22

12
Jan 17

Como afirmei no Post anterior, desenvolver técnicas e métodos de estudo não é um processo fácil para a maioria dos estudantes, nem de grande vontade para eles. Contudo manter rotinas de estudo torna-se processo necessário para obter os melhores resultados na aprendizagem escolar. Por esta razão proponho aqui algumas etapas, que poderão ser seguidas por qualquer educador e/ou educando:

 

1ª etapa: todo o ser humano gosta de saber mais sobre um tema que lhe desperte gosto, interesse e curiosidade, logo cabe ao educador despertar essa curiosidade natural do estudante, através dos seus interesses pessoais e experiências individuais e cabe ao educando aproveitar os seus gostos e interesses pessoais para desenvolver novos conhecimentos;

 

2ª etapa: cada estudante é diferente, aprende a ritmos diferentes, tem gostos e capacidades diferentes, é portanto importante conhecer e conhecer-se muito bem, seguir o seu ritmo próprio, incentivando e direcionando no momento mais adequado, o trabalho individualizado entre educador e educando aqui torna-se uma mais valia evidente;

 

3ª etapa: despertar constantemente o interesse por saber mais, conhecer melhor, aprofundar reflexões, em qualquer momento do dia e em qualquer situação, para tal o educador deve estar sensibilizado para aproveitar situações do dia a dia e refletir, questionar, explicar… despertando uma vontade natural de querer descobrir;

 

4ª etapa: a melhor forma de querer saber mais, descobrir, conhecer é tendo a oportunidade de experimentar, de vivenciar, sentir… para tal, o contacto, as visitas, o confronto, o usar dos cinco sentidos… será sempre uma forma muito eficaz de despertar curiosidade, interesse… todas as vivências para além dos muros da escola podem aproximar os saberes ensinados na escola;

 

5ª etapa: O ambiente físico é também algo a não descurar, definir em casa, um lugar sossegado, ausente de barulhos e distrações, com um conforto e luminosidade necessário a quem estuda irá incentivar o estudante a criar uma rotina de estudo mais agradável e confortável.     

 

Car@ leitor, encontra mais alguma etapa que sinta ser pertinente e que gostaria de acrescentar a estas propostas? Desde já agradeço a partilha…

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publicado por Maribel Maia às 11:35

06
Out 16

A promoção de momentos que desenvolvem as capacidades emocionais de cada estudante pode estar no dia a dia.  Coloco, aqui, algumas orientações para promover o desenvolvimento da Inteligência Emocional:

 

  1. Construir sólidos vínculos afetivos: torna-se importante valorizar os sentimentos dos estudantes, dispensar momentos de conversa atenta e de empatia com os problemas, angústias e inseguranças demonstradas.
  2. Promover a autoconfiança: através de palavras de incentivo, criação de compromissos na realização de tarefas e a felicitação sempre que estas são efetivamente cumpridas. Demonstrando, também, confiança nas capacidades do estudante.
  3. Desenvolver o otimismo: mostrar que, embora nem sempre corra tudo da forma como pretendemos, devemos olha-las de forma positiva, aceitando as dificuldades da vida. Para tal ajuda a convivência em grupo, pois a interação com outros estudantes demonstram a clara necessidade de fazer cedências e recusas.
  4. Não camuflar as frustrações:  não receber o presente pedido porque não cumpriu o acordado, justificando-se esta negação… Perder alguns jogos ou concursos ajuda também os estudantes a aceitarem um ‘não’ como processos naturais da vida, aprendendo a lidar com tristezas e deceções quotidianas.
  5. Aprender a esperar: ter noção de direitos e deveres é, principalmente, ter noção do Tempo, existem tempos para se brincar, tempos para estudar e tempos para esperar… assim, horários são para serem cumpridos e acordos temporais não podem ser quebrados.
  6. Saber brincar: é através da diversão, só ou em grupo, que um estudante aprende a controlar as suas boas e más atitudes e a colocar-se no lugar do outro. As brincadeiras implicam aprender a obedecer a regras e a respeitar opiniões diferentes.

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publicado por Maribel Maia às 14:46

03
Out 16

 Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ Ontem tive um dia mau!

Eu: _Porquê?

Estudante: _ Parti a minha caneca preferida… era mesmo a minha caneca preferida!!!

Eu: _Devemo-nos importar com as pessoas, não com os objetos!

Estudante: _ Mas era a minha caneca preferida porque me fazia lembrar a minha avó.

Eu: _ Ficas com essa memória na mesma… só que os objetos não duram para sempre…

Estudante: _Pois não… é pena!»

 

Pretendo refletir sobre a Inteligência Emocional, pois não sendo ainda um assunto muito considerado em contextos formais de educação, deve ser tido em conta como conceito fundamental no desenvolvimento humano. Portanto, a Inteligência Emocional (QE) é tão importante como o Coeficiente de Inteligência  (QI), ambos sustentarão um estudante capaz de aprender e de crescer.

 

Contudo, uma criança emocionalmente inteligente não é uma criança que não chora, não faz birras ou não demonstra frustração, é sim uma criança capaz de lidar e compreender tais emoções, conseguindo interpreta-las e explica-las, melhorando estas capacidades ao longo da vida.

 

Neste sentido, assume-se que o desenvolvimento destas capacidades influenciam diretamente a aprendizagem em contexto escolar, pois, tanto melhor será o rendimento escolar quanto melhor estiver a autoconfiança do estudante,  a sua motivação para aprender e a sua boa capacidade de comunicar com os outros (pares/professores/educadores). 

 

Em termos gerais, a Inteligência Emocional promove no estudante:

  • Confiança em si e na sua conduta;
  • Mantém a curiosidade como sensação positiva;
  • Detém uma intenção de se superar;
  • Controla as suas ações perante si e perante os outros;
  • Aumenta a capacidade de cooperar com outros;
  • Apresenta maior motivação para comunicar e se exprimir.

 

Inteligência Emocional também se ensina????? Veja no próximo Post!!!!

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publicado por Maribel Maia às 13:52

13
Jun 16

Já ouvi em vários debates televisivos a referência à escola como promotora de ensino sobre igualdade, solidariedade, inclusão, etc… concordo em pleno com tais informações, pois a escola é lugar de permanência de crianças e jovens em crescimento e desenvolvimento integral, um lugar que deve propiciar tais momentos e aprendizagens…

Muito embora, deva assumir que, analisando de forma mais prática e concreta me surjam várias dúvidas e questões que gostaria de partilhar com o leitor… se em cada disciplina existe um plano de estudos que o professor deve seguir escrupulosamente, ao longo do ano, e neste plano em nada se fala sobre temas como inclusão/exclusão, tolerância/discriminação…. Passarão para onde estes momentos de ensino/aprendizagem?

Mesmo com professores sensibilizados para tal educação, serão alguns minutos, dentro de uma sala de aula, entre o ensino de uma Equação e da Formação de Rochas, que se sensibilizam estudantes para tais questões?

Será nos meandros dos intervalos, entre pares e com a supervisão de poucos Auxiliares de Ação Educativa que se proporcionam tais momentos? Ou será necessário estruturar novos horários, novas equipas e novos métodos de Educação para o Saber Ser?

 

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publicado por Maribel Maia às 17:16

11
Jan 16

O ensino da gestão financeira é saber que, embora seja referido pela escola de forma mais abstrata, deve ser ensinada em casa pelos encarregados de educação de uma maneira mais concreta e experienciada. Quantas vezes os pais são confrontados com os vários pedidos para comprarem objetos de valores tão variados, e desengane-se quem pensa que isso é um processo para a prender na juventude… o início desta aprendizagem deve surgir, logo, entre os dois/três anos de idade. Com esta idade as crianças devem ser despertadas para que existem objetos com valores muito diferentes, que as famílias fazem grandes esforços para terem dinheiro e que o próprio dinheiro não se deve estragar, rasgar, ou perder!

A partir dos seis anos e com a entrada na escola, o conhecimento sobre números, notas e moedas começa a ser melhor entendido, será portanto, nesta altura que poderá começar a entregar uma semanada à criança.  Deve oferecer-lhe também uma pequena carteira e um mealheiro, para que ela possa definir o que quer gastar e o que quer poupar.

Assim, ela desenvolverá a vontade de poupar para atingir os seus objetivos financeiros e perceberá que não pode comprar tudo o que deseja e muitas vezes precisa de abdicar de vontades em prol de sonhos mais desejados.

Sempre que tiver mais tempo disponível leve-a consigo às compras e apresente-lhe o valor dos mais variados produtos, reflita com ela sobre pagamentos e trocos, permita-lhe também que seja ela a realizar a compra de algum produto, responsabilizando-a pela entrega do dinheiro e pelo receber do troco e do produto.

 

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publicado por Maribel Maia às 15:56

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