Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

22
Jun 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:


«Estudante: _Fiz anos a semana passada…
Eu: _Parabéns! Então, muitas prendas? Muito bolo????
Estudante: _ Sim… mas não foi bem a festa que eu queria….
Eu: _Porquê?
Estudante: _Gostava mais de ter festejado com os meus amigos… poder convida-los…humm.. e não foi assim!...»

 

As Festas de Aniversário, para a maioria das pessoas, tornam-se cada vez menos importante… vê-mos os anos a passarem e com isso vai-se alguma juventude e qualidade de vida. Mas, quando eramos crianças, o Dia de Aniversário era muito ansiado, desejado e sonhado, como se, naquele dia a magia pudesse acontecer.
E relembro tudo isto porque, dos primeiros momentos sociais que as crianças vivem e experienciam são, as festinhas de aniversário dos colegas de turma, ou de outros ambientes, onde são convidados, nestes momentos vivem intensamente esta aprendizagem:


• Apoiam os pais na compra da prenda;
• Responsabilizam-se por procurar saber a hora e o local;
• Refletem sobre o seu comportamento num ambiente diferente;
• Ensaiam o convívio social parecido com o dos adultos;
• Quando é a sua Festa, envolvem-se ao máximo na preparação da mesma.


Por estas e muitas outras razões proponho que, os encarregados de educação não se esqueçam o quanto é educacionalmente importante estas vivências de convívio, alegria e brincadeira.

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publicado por Maribel Maia às 14:54

19
Jun 17

Já por cá falei da educação não formal como pilar importante para a construção de seres humanos competentes nas mais variadas vertentes da vida. Muitas vezes podemos ter encarregados de educação conscientes e motivados para esta vertente educativa, mas com dificuldade em encontrar lugares de participação ativa com os pequenos estudantes.
Neste sentido, hoje deixo uma proposta muito particular para mim, o Voluntariado, desde jovem que fui assumindo esses papeis sociais enquanto voluntária e assumo a riqueza das experiências e o carinho que guardo de tais momentos… nem sempre fácil, é certo, mas também isso nos ensina a crescer!
Ser voluntário não implica uma idade específica, nem capacidades únicas, basta pensar em como e onde podemos ser úteis… e se as crianças são ainda pequenas para assumirem esse papel sozinhas, porque não alguns elementos da família acompanharem na experiência!?
Hoje, deixo o desafio de pensarem nisto como algo a agendar.
Aqui ficam alguns lugares de sugestão:

- Banco Alimentar;

- Canis/Gatis;

- Escuteiros;

- Limpeza de matas/praias;

- Cruz Vermelha;

- Lares;

- etc...

Já participou? Permite a participação das crianças ou jovens aí de casa?
Gostaria de deixar aqui o testemunho ou sugestão?
Mais uma vez, obrigada por partilhar!

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publicado por Maribel Maia às 10:52

30
Mar 17

Por várias vezes escrevo sobre a Educação num sentido bastante alargado, referindo-me a uma educação formal, não-formal e informal. No entanto, gostaria de explicar estas três vertentes educativas, pelas quais passamos ao longo da vida definindo, assim, algumas dúvidas que o leitor possa ainda ter.

Todos nós vivemos momentos de aprendizagens formais, não formais e informais, vejamos a especificidade de cada uma destas vertentes educativas:

  • Educação Formal: decorrida em contexto formal de aprendizagem, como por exemplo: a escola, os cursos, as formações, a faculdade, etc. Apresenta-se como momento(s) da nossa vida em que nos dispomos a aprender através de entidades legais privadas ou estatais que oferecem momentos de ensino/formação através de momentos teóricos/práticos de aprendizagem.
  • Educação Não-Formal: decorre em variados contextos que, embora não sejam instituições com fins educativos, promovem momentos de aprendizagem ricos e conscientes, temos como exemplo o trabalho profissional, o voluntariado, a participação em instituições artísticas, desportivas, religiosas, etc.
  • Educação Informal: decorre de experiências vividas no quotidiano, que muitas vezes são pontuais mas, mesmo assim, muito ricas pelos conhecimentos que nos trouxeram, são experiências, normalmente, de contexto mais prático, nem sempre conscientemente assumida como aprendizagem, mas imprescindível para uma melhoria da nossa qualidade de vida, por exemplo: saber cozinhar, saber utilizar equipamentos eletrónicos, saber lidar com sentimentos e emoções, etc…

Por esta razão, torna-se necessário assumirmos que a Educação e a Aprendizagem desenvolve-se ao longo de toda a vida e, nos mais variados contextos, para tal devemos de nos apresentar dispostos a romper com os nossos preconceitos e aceitarmos que existem formas alternativas de aprendizagem ao sistema formal e estatal, aceitarmos que a comunidade e a família são locais privilegiados de aprendizagem que ultrapassam em grande escala os ‘bancos de escola’.

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publicado por Maribel Maia às 14:34

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