Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

23
Nov 17

Muitas vezes, os estudantes, já me perguntaram em que consiste a disciplina de Filosofia, que se leciona apenas no ensino secundário. Quando lhes explico que é uma disciplina que nos ajuda a pensar, a discutir e a ter uma opinião própria, eles demonstram grande fascínio, mas também algum receio da dificuldade que isto possa constituir…

Para os adultos, esta explicação básica e teórica que aqui deixo, pode transparecer grande facilidade, ou até mesmo menor necessidade da existência de tal disciplina. Contudo, a Filosofia é transversal a qualquer área do ensino secundário e legitimada como importante nestes jovens que, com idades, questionam frequentemente o mundo que os rodeia e as várias ideologias da sociedade.

Eu, gostaria de ser um pouco mais ‘radical’ na introdução de tal disciplina no ensino escolar… adaptado a cada idade, a Filosofia, deveria ser incluída e trabalhada já no 1º ciclo do Ensino Básico, isto porque Filosofia significa a Procura de um Saber, com base na criatividade, na crítica construtiva, na reflexão ponderada, no debate de ideias tolerante e igualitário.

Estes e outros conceitos que norteiam a Filosofia podem apoiar o crescimento de qualquer criança, em qualquer idade, fornecendo-lhes novas capacidades, competências e consciências fundamentais para a construção de um adulto feliz, consciente, inclusivo e ponderado.

  

Assim, ensinar Filosofia, em qualquer idade é:

 

  • Capacitar a expressão de sentimentos, pensamentos, opiniões, atitudes e valores;
  • Sensibilizar para aceitar a diferença e a semelhança;
  • Despertar um espírito crítico consciente;
  • Desenvolver a capacidade de enfrentar e defender as suas opiniões em público;
  • Libertar a mente de limites e preconceitos;
  • Aumentar a capacidade argumentativa;
  • Ensinar novos conceitos como: liberdade, paciência, ideias e ideais;
  • Aceitar a sua vez de falar e a sua vez de ouvir;
  • Reconhecer conceitos como: política, cultura, sociedade, religião, arte…

 

Tudo isto é Educação… tão grande como a matemática, tão importante como a Língua Portuguesa, tão primordial como saber Inglês… tão fundamental como saber o Lugar de Cada Coisa… e que Coisa nos pertence?!...

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publicado por Maribel Maia às 15:23

16
Nov 17

Talvez seja devido aos cortes orçamentais que os estudantes de hoje têm poucas visitas de estudo, proporcionadas pelas escolas. Contudo, mantenho a opinião de que estas são elemento importante na aprendizagem, pois «constituem uma situação de aprendizagem que favorece a aquisição de conhecimentos, proporciona o desenvolvimento de técnicas de trabalho, facilita a sociabilidade.» (in www.netprof.pt/).

Assim, e para os educadores que têm essa possibilidade, deixo o desafio de refletirem mais sobre possíveis lugares a visitar, dentro e fora do país, que permitam a aquisição de mais cultura, contato multicultural, conhecimento histórico, artístico e geográfico…

Viajar, visitar, contemplar, escutar, enriquecem o ser humano de forma profunda e transformadora, desenvolvem novos saberes, despertam curiosidades, aguçam sentidos, constroem competências.

Visitar museus, espetáculos, novas cidades, galerias, bibliotecas, e tantas outras formas de arte, contribuem para o desenvolvimento e crescimento educativo, facilitando a aquisição de conhecimento de forma mais natural e interessada…pois, alia-se o conhecimento teórico recebido em contexto sala de aula com o conhecimento prático de quem sente e vive o que leu.    

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publicado por Maribel Maia às 10:49

08
Nov 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3ºciclo:

«Estudante: Tenho de fazer uma composição sobre uma pessoa famosa… não conheço ninguém e não sei o que escrever….

Eu: Se gostas de tocar guitarra, também gostas de ouvir música, certo?

Estudante: Gosto… bastante…

Eu: O que gostas mais de ouvir?

Estudante: Nirvana…. Ah… posso escrever sobre kurt Cobain???

Eu: Sabes alguma coisa sobre ele?

Estudante: Sei algumas coisas….»

 

 

Por vezes, ao longo das explicações, desenvolvia conversas paralelas com o estudante, se alguém ouvisse certamente poderia achar uma perda de tempo este desvio de tema, que fica muito longe da disciplina de Ciências… de História… etc… Lamento, mas discordo! Se concretizo algumas destas ditas ‘conversas paralelas’ é porque me interesso por quem está à minha frente, esse estudante não é apenas importante porque vai tirar boas notas nos testes… para mim importa saber o que o torna ansioso, nervoso, desmotivado, inseguro… aquilo que o motiva, alenta, desperta curiosidade… nestas conversas percebo o estádio de desenvolvimento emocional, as capacidades de raciocínio, de abstração e de memória… reconheço as caraterísticas que fazem o João, o Pedro, a Mariana, único/a e diferente de tantos outros meninos e jovens da mesma idade…

Portanto assumo esta minha necessidade de conversar com as crianças e com os jovens… de aprender com eles tudo aquilo que, diariamente têm para me mostrar.

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publicado por Maribel Maia às 14:11

30
Out 17

Já por aqui escrevi sobre necessidades educativas especiais, especificando algumas delas de forma mais detalhada. Considero escrever, especificamente, sobre este vasto tema, já que muitos educadores procuram algum apoio e conhecimento através da internet. Neste e nos próximos Post’s, surgiu-me o interesse em escrever/pesquisar/refletir sobre estudantes Sobredotados.

Este é um tema que, em princípio, pode não parecer incluir-se nas definições de Necessidades Educativas Especiais, contudo, em Portugal  as crianças e jovens sobredotados foram reconhecidos na Lei como portadoras de necessidades educativas específicas (Desp.º n.º 50/2005 de 9 de Novembro) e que prevê que as escolas deverão efetuar para tais alunos um Plano de Desenvolvimento. Esta situação ocorre, uma vez que, ser Sobredotado significa ter capacidades específicas e formas de aprendizagem diferenciadas.

Assim sendo, surge a necessidade de diferenciar uma criança dita ‘normal’ de uma criança Sobredotada:

A definição vem pela voz de investigadores especialistas que apontam as seguintes características diferenciadas:

  • capacidade acima da média – distingue-os a facilidade com que obtêm êxito em determinadas matérias ou a facilidade que revelam na aquisição determinados conhecimentos ou competências em áreas específicas.
  •  persistência na resolução de uma tarefa – uma grande capacidade de trabalho, direcionando uma invulgar quantidade de

energia para a resolução de problemas ou de uma atividade específicas.

  • Elevada criatividade -  revela-se pela natureza e frequência das perguntas, jogos e associação de conceitos. É com frequência que as crianças e jovens com esta característica surpreendem os adultos com a

qualidade das suas produções.

sobredotados1.jpg

 

(Renzulli,1986) 

 

 

 

publicado por Maribel Maia às 10:09

25
Out 17

E porque as crianças se esforçam para melhorar, para aprender e para obterem bons resultados, hoje deixo-vos vários incentivos, para um miminho simples, mas muito especial... Basta imprimir, colar nos cadernos, nos livros, deixarem num lugar especial...sempre que eles merecerem aquele carinho e aquela motivação extra!

 

Experimentem! Eles vão adorar!!!

 

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MeusIncentivos_2018.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:03

23
Out 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

«Estudante: _ Em Filosofia as respostas estão sempre incompletas…

Eu: _ É verdade, mas existem umas mais completas do que outras, mesmo assim!

Estudante: _ Mas eu não gosto de escrever muito, por isso é que sou de Ciências!»

 

Em qualquer ano escolar é possível encontrar estudantes que apresentem dificuldade em escrever respostas completas e que exijam mais complexidade, que não organizam a resposta de forma coerente e estruturada, que tenham dificuldades em desenvolver corretamente e de forma justificada as reflexões exigidas nas questões.

Esta contrariedade na escrita só se ultrapassa com o treino e o esforço contínuo de leitura e escrita. Assim sendo, ler, escrever, fazer resumos, construir esquemas, no dia a dia e para cada teste, ajudará a ultrapassar tais situações.

Para além disso sugiro também:

 

  • Ter a matéria muito bem estudada;
  • Explicar todos os conceitos da pergunta;
  • Seguir a regra de resposta: introdução, três pontos principais e conclusão;
  • Os textos de apoio às perguntas devem sempre ser incluídos e citados nas respostas;
  • Em folha de rascunho, esquematizar tudo o que deve ser escrito;
  • Reler cuidadosamente após a conclusão do teste.

 

É importante lembrar também que, existem disciplinas que exigem maior capacidade de desenvolvimento da escrita do que outras, como por exemplo a Filosofia ou a História…

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publicado por Maribel Maia às 10:53

16
Out 17

Muitos e muitos foram os estudos realizados na procura de uma resposta para esta pergunta tão complexa: _Será a classe social dos pais é influência direta no acesso e sucesso escolar dos filhos?

Poderia nomear vários estudos, mais ou menos recentes, que afirmam que as classes sociais, os estatutos económicos e os estudos académicos familiares assumem um grande peso em todo o processo de aprendizagem de um estudante. Múltiplos são os fatores que apoiam tal situação, ora senão, vejamos: os colégios privados, o acesso à cultura, as sessões de Explicações, o acesso informal ao conhecimento, etc, etc…. tudo situações que poderão facilitar o acesso e sucesso à aprendizagem e à construção académica!

Contudo, investigadores, apontam também a escola como um grande facilitador de ascensão social e económica, já que, a baixa escolaridade dos pais, nem sempre é sentença de insucesso escolar, ou de desinteresse pela formação!

Na minha opinião, algumas situações poderiam ser mudadas de forma a que condicionantes como esta se tornassem mais longe da realidade Portuguesa…

 

Que reflexões fazem sobre este assunto, tão sensível?

Deixem as vossas opiniões e testemunhos aqui nos comentário, para enriquecimento coletivo… Obrigada!

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publicado por Maribel Maia às 11:12

12
Out 17

As crianças devem ter rotinas e responsabilidades adequadas às suas capacidades e às suas idades. Para ajudar, em casa, a definir e a cumprir tais tarefas, deixo-vos uma tabela que poderão imprimir, preencher em conjunto com a/as criança/as e completar ao longo da semana!

 

No final da semana, se as tarefas forem executadas com sucesso podem optar por definir pequeninas recompensas!

Podem experimentar já esta nova semana!  

tarefas_2018.pdf

 

publicado por Maribel Maia às 10:33

09
Out 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de ensino básico:

«_ Estudante: Eu até ao 4º ano não precisava de estudar, ouvia as aulas e pronto, já sabia tudo…

_Eu: Pois, mas com o passar dos anos isso tem de ir mudando!

_Estudante: É, agora já não chega, é preciso estudar para os testes, mesmo…»

 

Certo é que, com turmas de, aproximadamente, trinta alunos, deverá ser mais difícil organizar uma aula que ofereça a atenção e concentração suficientes para que, cada estudante esteja continuamente atento à matéria lecionada, compreendendo tudo o que, ali, foi explicado.

Contudo, assumo que, manter uma elevada atenção nas aulas é passo enorme para o sucesso escolar, seja no primeiro ciclo, como em qualquer nível de ensino.

Estar atento às aulas é facilitar vários aspetos de aprendizagem:

  1. Constroem-se bases de estudo para dar continuidade com estudo autónomo;
  2. Reconhecesse o fio condutor da matéria;
  3. Memorizam-se os exemplos facultados pelo professor;
  4. Ouvem-se as dúvidas próprias e dos colegas;
  5. Confrontam-se ideias e reflexões…

 

Neste sentido, torna-se necessário assumir que o esforço de concentração e empenho na sala de aula irá compensar nos resultados escolares, quer nas fichas de avaliação como também na avaliação contínua realizada pelo professor.

dicasprofissionais.png

 

publicado por Maribel Maia às 10:17

05
Out 17

A partir de 1994 a UNESCO considera o dia 5 de Outubro como o Dia Mundial do Professor! 

Não poderia deixar passar a data sem, por cá deixar, um enorme agradecimento a tão nobre profissão!

 

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publicado por Maribel Maia às 10:30

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