Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

24
Out 16

Sendo a dislexia uma dificuldade de aprendizagem, trará, ao estudante, dificuldade em manter boas avaliações. Por vezes  estes baixam os resultados escolares em várias disciplinas devido aos erros ortográficos e demonstram mais dificuldades em compreender questões e interpretar problemas.

Tal como já referi, torna-se imprescindível que a comunidade escolar se apresente cada vez mais disponível e sensível para este tema.

Para além disto,  aos educadores/pais/explicadores cabe oferecer um apoio maior e individualizado a estes estudantes, que deverá passar por:

  • Conversar com o estudante sobre o tema e desmistificar receios;
  • Corrigir todos os erros ortográficos de todo o caderno diário e de todos os escritos produzidos pelo estudante;
  • Promover momentos de treino da escrita, constantemente;
  • Incentivar à leitura e interpretação de textos e obras literárias;
  • Reler perguntas e problemas em alta voz para apoiar a compreensão destas;
  • Dedicar momentos especiais ao estudo ortográfico;
  • Utilização de métodos multissensoriais;
  • Incentivos positivos;

 

Para além de todas estas particularidades, não nos podemos esquecer que, um estudante disléxico necessita de um maior esforço para estudar e melhorar a sua escrita, portanto é desejável o incentivo e a constante motivação para tal.

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publicado por Maribel Maia às 10:43

17
Out 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu:_ Tiras boas notas?

Estudante: _ Podia ser melhor se não fosse esta coisa chamada dislexia.»

Eu: _ Achas que esse problema interfere muito com o estudo?

Estudante: _ Pois?…»

 

Já aqui falei, em publicações anteriores, de Necessidades Educativas Especiais e a dislexia insere-se neste contexto, pois interfere com a capacidade de aprendizagem, dos estudantes ao longo de toda a vida.

A dislexia define-se como «(…) uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caraterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica (…) que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais» (Associação Internacional de Dislexia).

Ao longo do meu percurso apoiei alguns estudantes com este diagnóstico, contudo nem sempre senti o apoio necessário, por parte das suas escolas, na sensibilização de uma avaliação adaptada a esta situação, esta inquietação também é refletida pela Especialista em Dislexia Drª Paula Teles que afirma: «no nosso país o Decreto-lei 3/2008, aplica-se às crianças com necessidades educativas especiais, mas não faz qualquer referência em relação à metodologia reeducativa a adotar. Na grande maioria dos casos os alunos dependem da “benevolência” dos professores, desculpando a falta de correção, a fluência leitora, a limitação vocabular, os erros ortográficos...» (In Revista Portuguesa de Clínica Geral: 2004). Fica portanto, aqui, um alerta a toda a comunidade escolar para se pensar em novos métodos de apoio e intervenção.

Por toda esta complexidade, pretendo dar continuidade a este tema, nos próximos artigos…

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publicado por Maribel Maia às 14:26

11
Abr 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

 

«Eu: Podes pintar o desenho!

Estudante: Eu, para pintar tenho de perguntar aos meus colegas qual é a cor dos lápis… já na escola faço assim…. às vezes confundo… mas é mais o vermelho e o verde…»

 

O daltonismo  é uma perturbação da perceção visual caraterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou só algumas cores, como por exemplo dificuldade na distinção entre o verde e o vermelho. Os portadores são maioritariamente do género masculino. Esta perturbação é de origem genética ou resultante de alguma lesão nos órgãos responsáveis pela visão.

É de salientar que, muitas vezes, os primeiros sintomas de daltonismo são detetados na idade escolar, quando as crianças iniciam tarefas como pintar e combinar cores. Assim, quando existe alguma situação que levante dúvidas da presença desta perturbação deve ser realizado um despiste com especialistas  (oftalmologistas) que realizarão os testes necessários, não sendo para tal indispensável que a criança saiba ler ou contar.

A rápida intervenção e apoio a uma criança daltónica torna-se desejável, para que ela não sofra de nenhum tipo de descriminação ou exclusão social, principalmente, em atividades escolares específicas.

Cabe a pais, professores e colegas reconhecerem a apoiarem estes estudantes, devendo estar, para tal, sensibilizados para o assunto.

No próximo Post escreverei sobre o código ColorAdd que poderá facilitar, em muito, estas dificuldades acrescidas de quem é daltónico.

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publicado por Maribel Maia às 13:49

07
Jan 16

Principalmente na disciplina de Língua Portuguesa, os estudantes são confrontados com a necessidade de, em cada ficha de avaliação, realizarem uma composição sobre um tema pré-definido, tendo de escrever uma média de 90 a 120 palavras. Se para alguns estudantes a imaginação é o ponto de partida para a escrita, para a maioria é a primeira dificuldade… imaginarem o início e o desenlace da história, de forma criativa e bem estruturada torna-se tarefa difícil.

Antes de referir alguns tópicos de apoio a esta temática, afirmo o princípio fundamental para desenvolver tais competências: escrever….escrever…(re)escrever…e ler…ler….muito! O treino constante de leitura e de escrita é imprescindível para melhorar, significativamente, esta capacidade!

Para além desta primeira orientação, proponho:

- Usar o dicionário sempre que, na leitura, não se entenda determinada palavra;

- Usar as palavras novas sempre que possível, quando se descobrem novas palavras deve-se tentar utiliza-las nas conversas e na escrita, de forma a memoriza-las;

- Não é obrigatório escrever verdades… nos livros de histórias existem fadas, duendes, dragões e feiticeiros, portanto, quando escrevemos as nossas composições podemos criar a nossa história encantada de príncipes e princesas;

- Ter em conta o que é pedido no enunciado da composição, se solicita a escrita de uma carta, de um poema, de uma notícia… todas elas obedecem a regras de base que devem ser seguidas;

- Deixar a escrita do título para o final para que este concorde do todo o texto;

- Procurar não fugir ao tema solicitado no decorrer da escrita e manter a lógica de: introdução/desenvolvimento/conclusão;

- Podem recorrer primeiro ao desenho, como organização mental da construção histórica e de seguida, com o apoio do desenho, escrever…

 

Acredito que, para os leitores que gostem de escrever e ler, seja muito mais fácil produzir os seus próprios textos e incentivar, os mais pequenos, a fazê-lo também… contem-me as vossas experiências!

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publicado por Maribel Maia às 16:56

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