Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

30
Nov 17

Quando refletimos sobre as infinitas características e possibilidades cerebrais, apercebemo-nos do quanto a aprendizagem se torna um método complexo e diferente de pessoa para pessoa.

Atualmente, uma nova disciplina chamada Neuroeducação, procura na neurociência apoio para fundamentar e adaptar novas formas de ensino/aprendizagem dentro e fora das salas de aula.

A neuroeducação tenta usar os novos conhecimentos sobre aprendizagem, memória, linguagem e outras áreas da neurociência cognitiva para produzir  as melhores estratégias de ensino e aprendizagem. Cada vez mais, reconhecer o que é necessário  para que os estudantes aprendem e memorizam as informações ensinadas é um grande desafio e motivação para os Educadores.

Para além disso, o cérebro não se desenvolve em cada ser humano, no mesmo momento de vida, logo, algumas crianças apresentam capacidades diferentes ao longo do seu percurso escolar, situação que toda a comunidade educativa também deve ter em linha de conta.

Assim sendo, todos nós apresentamos capacidades e competências diferentes, que devem ser desenvolvidas e estimuladas como sendo dons especiais, que nos tornam pessoas únicas e especiais.

neuroeducação (1).jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:11

27
Nov 17

A neurociência é algo que me desperta necessidade de continuar a aprender e a conhecer… pois, não nos podemos esquecer o quanto o cérebro é imprescindível no processo de aprendizagem.

O cérebro é capaz de processar as informações recebidas, analisá-las com base  nas experiências de uma vida inteira e avalia-las, apresentando respostas em apenas alguns segundos.

Para o autor Buzan as principais funções do cérebro são:

 

Receção: O cérebro recebe a informação através dos sentidos.

Armazenamento: O cérebro armazena a informação de forma a conseguir ter-lhe acesso, mais tarde.

Análise: O cérebro reconhece padrões e organiza informações de modo a que façam sentido através de interligações.

Saída: O cérebro acede às informações e transmite-as de diferentes formas: pensamento, escrita, oral, desenho, movimento, etc.

 

Para auxiliar todas estas funções, as conexões criadas entre as várias partes do cérebro facilitam o processo.

A existência dos dois hemisférios e as suas interligações são também peça chave na compreensão de como a capacidade cerebral funciona.

O hemisfério esquerdo é caracterizado por ter áreas responsáveis pelo raciocínio lógico, como a fala, a matemática, etc. Alguns autores intitulam-no de “cérebro académico”.

O hemisfério direito possui áreas responsáveis pelo gosto e pela emoção, como por exemplo capacidade musical, arte, dança, criatividade, etc. Alguns autores intitulam-no de “cérebro artístico”.

Assim sendo, quanto maior forem as ligações entre os dois hemisférios, maior capacidade existe em raciocinar rapidamente e mais facilmente acontece a memorização.

 

(continua no próximo Post...)

 

mercedes-benz-left-brain-right-brain-paint1.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:16

09
Out 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de ensino básico:

«_ Estudante: Eu até ao 4º ano não precisava de estudar, ouvia as aulas e pronto, já sabia tudo…

_Eu: Pois, mas com o passar dos anos isso tem de ir mudando!

_Estudante: É, agora já não chega, é preciso estudar para os testes, mesmo…»

 

Certo é que, com turmas de, aproximadamente, trinta alunos, deverá ser mais difícil organizar uma aula que ofereça a atenção e concentração suficientes para que, cada estudante esteja continuamente atento à matéria lecionada, compreendendo tudo o que, ali, foi explicado.

Contudo, assumo que, manter uma elevada atenção nas aulas é passo enorme para o sucesso escolar, seja no primeiro ciclo, como em qualquer nível de ensino.

Estar atento às aulas é facilitar vários aspetos de aprendizagem:

  1. Constroem-se bases de estudo para dar continuidade com estudo autónomo;
  2. Reconhecesse o fio condutor da matéria;
  3. Memorizam-se os exemplos facultados pelo professor;
  4. Ouvem-se as dúvidas próprias e dos colegas;
  5. Confrontam-se ideias e reflexões…

 

Neste sentido, torna-se necessário assumir que o esforço de concentração e empenho na sala de aula irá compensar nos resultados escolares, quer nas fichas de avaliação como também na avaliação contínua realizada pelo professor.

dicasprofissionais.png

 

publicado por Maribel Maia às 10:17

17
Jul 17

 Já por cá debatemos a questão das férias de verão serem mais alargadas do que as da família e, se alguns pais têm o apoio dos avós, outros têm de recorrer a instituições para melhorar a qualidade das férias dos estudantes. Para esses, aqui ficam algumas propostas que podem optar, de acordo com objetivos pessoais e financeiros:

  • Campo de férias e ATL (atividades de tempos livres) organizam sempre dias temáticos de diversão e de aprendizagem;
  • Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia também oferecem visitas, workshops e atividades variadas;
  • Os museus e jardins zoológicos da região também apresentam variadas ofertas e propostas;
  • Os shoppings, para além dos recintos dedicados aos pequenos, em tempo de férias aumentam e variam as ofertas de diversão;
  • Os clubes desportivos também apresentam momentos de diversão associados ao desporto e ao ar livre;

O importante é procurar na sua zona residencial, tornando o acesso mais facilitado e fazendo as escolhas de acordo com os gostos da família… no final da experiência ficam sempre as melhores recordações e boas aprendizagens…

feriasESCol.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 15:04

22
Jun 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:


«Estudante: _Fiz anos a semana passada…
Eu: _Parabéns! Então, muitas prendas? Muito bolo????
Estudante: _ Sim… mas não foi bem a festa que eu queria….
Eu: _Porquê?
Estudante: _Gostava mais de ter festejado com os meus amigos… poder convida-los…humm.. e não foi assim!...»

 

As Festas de Aniversário, para a maioria das pessoas, tornam-se cada vez menos importante… vê-mos os anos a passarem e com isso vai-se alguma juventude e qualidade de vida. Mas, quando eramos crianças, o Dia de Aniversário era muito ansiado, desejado e sonhado, como se, naquele dia a magia pudesse acontecer.
E relembro tudo isto porque, dos primeiros momentos sociais que as crianças vivem e experienciam são, as festinhas de aniversário dos colegas de turma, ou de outros ambientes, onde são convidados, nestes momentos vivem intensamente esta aprendizagem:


• Apoiam os pais na compra da prenda;
• Responsabilizam-se por procurar saber a hora e o local;
• Refletem sobre o seu comportamento num ambiente diferente;
• Ensaiam o convívio social parecido com o dos adultos;
• Quando é a sua Festa, envolvem-se ao máximo na preparação da mesma.


Por estas e muitas outras razões proponho que, os encarregados de educação não se esqueçam o quanto é educacionalmente importante estas vivências de convívio, alegria e brincadeira.

images (2).jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:54

19
Jun 17

Já por cá falei da educação não formal como pilar importante para a construção de seres humanos competentes nas mais variadas vertentes da vida. Muitas vezes podemos ter encarregados de educação conscientes e motivados para esta vertente educativa, mas com dificuldade em encontrar lugares de participação ativa com os pequenos estudantes.
Neste sentido, hoje deixo uma proposta muito particular para mim, o Voluntariado, desde jovem que fui assumindo esses papeis sociais enquanto voluntária e assumo a riqueza das experiências e o carinho que guardo de tais momentos… nem sempre fácil, é certo, mas também isso nos ensina a crescer!
Ser voluntário não implica uma idade específica, nem capacidades únicas, basta pensar em como e onde podemos ser úteis… e se as crianças são ainda pequenas para assumirem esse papel sozinhas, porque não alguns elementos da família acompanharem na experiência!?
Hoje, deixo o desafio de pensarem nisto como algo a agendar.
Aqui ficam alguns lugares de sugestão:

- Banco Alimentar;

- Canis/Gatis;

- Escuteiros;

- Limpeza de matas/praias;

- Cruz Vermelha;

- Lares;

- etc...

Já participou? Permite a participação das crianças ou jovens aí de casa?
Gostaria de deixar aqui o testemunho ou sugestão?
Mais uma vez, obrigada por partilhar!

volunt01.jpg

 

 

publicado por Maribel Maia às 10:52

16
Fev 17

Neste e no próximo Post irei escrever sobre um tema que, ultimamente, muito me faz ler, ouvir, pesquisar e refletir: a NEUROEDUCAÇÃO, este é um novo campo científico que procura combinar três ciências importantes no desenvolvimento humano: a neurociência, a psicologia e a educação e tem como objetivo primordial reconstruir novos métodos e técnicas de ensino, com base nesta interdisciplinaridade de conhecimentos que contribuem para a melhor forma de educar indivíduos.

A neuroeducação está a surgir como um novo campo de intervenção para melhorar métodos de ensino/aprendizagem, através do apoio da neurociência cognitiva em diversas áreas, tais como a aprendizagem, a memória ou a linguagem. Neste sentido procuram-se melhorar técnicas e métodos de ensino, assim como, em situações mais específicas, as doenças nervosas e mantais que alteram as formas de aprender.

Este novo campo de investigação apoia a troca teórica e metodológica entre vários conhecimentos científicos, levando a novas descobertas sobre o desenvolvimento cognitivo, atenção, motivação, emoção, aprendizagem, memória e linguagem, entre muitos outros e que são essenciais para a constituição da pessoa e de uma sociedade em contante evolução e aprendizagem.

A Neuroeducação tem por base a máxima de que “aprender é modificar comportamentos”, isto significa que se respeita a educação como inclusiva, em que o ser humano evolui de acordo com a sua aprendizagem, mudando os seus comportamentos e melhorando-os de acordo com os novos conhecimentos adquiridos,  sejam eles de ordem psicomotora, cognitiva ou emocional.

Neuroeducação-figura.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:25

09
Fev 17

Assumo e afirmo constantemente que as explicações escolares a crianças e jovens devem ser sempre individuais, percebo quando afirmam que em grupo trocam dúvidas e questões, ou que, quem explica a um explica a dois ou três… mesmo assim vejo nas explicações individuais muitas mais vantagens do que desvantagens.

As principais vantagens, na minha opinião e pela minha experiência, são as seguintes:

  • A Explicação é personalizada de acordo com as características e personalidade de cada estudante;
  • Aumenta a concentração;
  • Respeita-se o ritmo de aprendizagem em cada conteúdo lecionado;
  • Reconhecem-se facilmente as dificuldades e facilidades na aprendizagem;
  • Adaptam-se estímulos de aprendizagem personalizados;
  • Desenvolve-se empatia e afeição;
  • Aumenta a assiduidade e pontualidade;
  • Cresce a autoestima e a autoconfiança;
  • Desenvolve-se a responsabilidade;
  • Ensinam-se regras e rotinas de estudo.

 

Com todos estes e outros benefícios referidos, os resultados escolares elevam-se, a motivação escolar torna-se maior e os estudantes sentem-se muito mais apoiados em qualquer percurso escolar. Aos educandos e educadores que experimentaram este método de explicações individuais, certamente, que concordarão comigo…

explicacoes.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 10:41

08
Dez 16

Embora para muitos pais e educadores o termo Disgrafia possa não ser totalmente conhecido, estão sensibilizados para quando estas características se apresentam e criem alguma desconfiança e estranheza na forma de escrita/caligrafia de uma criança. Quando tal acontece o mais indicado é procurar especialistas nesta área, sejam psicopedagogos, psicólogos ou profissionais de ensino especial que possam realizar o rastreio correto para identificar e intervir numa possível perturbação. O passo seguinte será seguir todas as indicações profissionais para que melhor se possa auxiliar a colmatar esta necessidade especial.

Para além disso relembro que para aperfeiçoamento da caligrafia, tenha ou não a criança Disgrafia, podem ser utilizados vários exercícios que desenvolvem a motricidade fina, sejam eles trabalhos manuais (desenhar, pintar, recortar, colar, sublinhar, copiar, jogos de simetrias, de diferenças, de labirintos, etc) e que podem melhorar capacidades e motivação.

disgrafia10.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:06

03
Nov 16

Todos os que cuidam de crianças, seja de forma constante, ou esporadicamente já se questionaram sobre o seu papel e contributo para um saudável crescimento da criança. Em si têm a noção clara de que deve corrigir as brincadeiras homofóbicas ou discriminatórias entre pares (crianças da mesma idade) ou para com os outros. Já que educar é ensinar, nos mais variados momentos da vida, que o respeito a aceitação e a tolerância para com o outro é fundamental numa sociedade cada vez mais justa e equilibrada. Contudo, corrigir e orientar é apenas uma das atitudes a ter nesta promoção de um ser humano feliz.

Cabe aos educadores contribuir para momentos de discussão, experimentação, reflexão e atitudes que promovam o desenvolvimento intelectual e emocional de quem aprende a viver. Neste sentido, conhece algumas atividades e/ou brincadeiras que contemplem estes momentos?

Aqui ficam algumas propostas às quais poderá juntar as suas…

 

  • Criar momentos de diálogo partilhado, entre pares, sobre conceitos como: igualdade de género; racismo; partilha; direitos humanos; ….
  • Voluntariado: visita a lares ou instituições; voluntário em associações; participação em donativos (alimentos, roupa, brinquedos); …
  • Participação em grupos como: escutismo; catequese; grupos de teatro;
  • As mais variadas práticas desportivas;
  • Inclusão da Arte como conceito caleidoscópico da vida…

School-life-sayings-tumblr.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 13:59

Janeiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
12
13

14
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


mais sobre mim
pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Instagram
blogs SAPO