Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

17
Jul 17

 Já por cá debatemos a questão das férias de verão serem mais alargadas do que as da família e, se alguns pais têm o apoio dos avós, outros têm de recorrer a instituições para melhorar a qualidade das férias dos estudantes. Para esses, aqui ficam algumas propostas que podem optar, de acordo com objetivos pessoais e financeiros:

  • Campo de férias e ATL (atividades de tempos livres) organizam sempre dias temáticos de diversão e de aprendizagem;
  • Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia também oferecem visitas, workshops e atividades variadas;
  • Os museus e jardins zoológicos da região também apresentam variadas ofertas e propostas;
  • Os shoppings, para além dos recintos dedicados aos pequenos, em tempo de férias aumentam e variam as ofertas de diversão;
  • Os clubes desportivos também apresentam momentos de diversão associados ao desporto e ao ar livre;

O importante é procurar na sua zona residencial, tornando o acesso mais facilitado e fazendo as escolhas de acordo com os gostos da família… no final da experiência ficam sempre as melhores recordações e boas aprendizagens…

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publicado por Maribel Maia às 15:04

22
Jun 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:


«Estudante: _Fiz anos a semana passada…
Eu: _Parabéns! Então, muitas prendas? Muito bolo????
Estudante: _ Sim… mas não foi bem a festa que eu queria….
Eu: _Porquê?
Estudante: _Gostava mais de ter festejado com os meus amigos… poder convida-los…humm.. e não foi assim!...»

 

As Festas de Aniversário, para a maioria das pessoas, tornam-se cada vez menos importante… vê-mos os anos a passarem e com isso vai-se alguma juventude e qualidade de vida. Mas, quando eramos crianças, o Dia de Aniversário era muito ansiado, desejado e sonhado, como se, naquele dia a magia pudesse acontecer.
E relembro tudo isto porque, dos primeiros momentos sociais que as crianças vivem e experienciam são, as festinhas de aniversário dos colegas de turma, ou de outros ambientes, onde são convidados, nestes momentos vivem intensamente esta aprendizagem:


• Apoiam os pais na compra da prenda;
• Responsabilizam-se por procurar saber a hora e o local;
• Refletem sobre o seu comportamento num ambiente diferente;
• Ensaiam o convívio social parecido com o dos adultos;
• Quando é a sua Festa, envolvem-se ao máximo na preparação da mesma.


Por estas e muitas outras razões proponho que, os encarregados de educação não se esqueçam o quanto é educacionalmente importante estas vivências de convívio, alegria e brincadeira.

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publicado por Maribel Maia às 14:54

19
Jun 17

Já por cá falei da educação não formal como pilar importante para a construção de seres humanos competentes nas mais variadas vertentes da vida. Muitas vezes podemos ter encarregados de educação conscientes e motivados para esta vertente educativa, mas com dificuldade em encontrar lugares de participação ativa com os pequenos estudantes.
Neste sentido, hoje deixo uma proposta muito particular para mim, o Voluntariado, desde jovem que fui assumindo esses papeis sociais enquanto voluntária e assumo a riqueza das experiências e o carinho que guardo de tais momentos… nem sempre fácil, é certo, mas também isso nos ensina a crescer!
Ser voluntário não implica uma idade específica, nem capacidades únicas, basta pensar em como e onde podemos ser úteis… e se as crianças são ainda pequenas para assumirem esse papel sozinhas, porque não alguns elementos da família acompanharem na experiência!?
Hoje, deixo o desafio de pensarem nisto como algo a agendar.
Aqui ficam alguns lugares de sugestão:

- Banco Alimentar;

- Canis/Gatis;

- Escuteiros;

- Limpeza de matas/praias;

- Cruz Vermelha;

- Lares;

- etc...

Já participou? Permite a participação das crianças ou jovens aí de casa?
Gostaria de deixar aqui o testemunho ou sugestão?
Mais uma vez, obrigada por partilhar!

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publicado por Maribel Maia às 10:52

16
Fev 17

Neste e no próximo Post irei escrever sobre um tema que, ultimamente, muito me faz ler, ouvir, pesquisar e refletir: a NEUROEDUCAÇÃO, este é um novo campo científico que procura combinar três ciências importantes no desenvolvimento humano: a neurociência, a psicologia e a educação e tem como objetivo primordial reconstruir novos métodos e técnicas de ensino, com base nesta interdisciplinaridade de conhecimentos que contribuem para a melhor forma de educar indivíduos.

A neuroeducação está a surgir como um novo campo de intervenção para melhorar métodos de ensino/aprendizagem, através do apoio da neurociência cognitiva em diversas áreas, tais como a aprendizagem, a memória ou a linguagem. Neste sentido procuram-se melhorar técnicas e métodos de ensino, assim como, em situações mais específicas, as doenças nervosas e mantais que alteram as formas de aprender.

Este novo campo de investigação apoia a troca teórica e metodológica entre vários conhecimentos científicos, levando a novas descobertas sobre o desenvolvimento cognitivo, atenção, motivação, emoção, aprendizagem, memória e linguagem, entre muitos outros e que são essenciais para a constituição da pessoa e de uma sociedade em contante evolução e aprendizagem.

A Neuroeducação tem por base a máxima de que “aprender é modificar comportamentos”, isto significa que se respeita a educação como inclusiva, em que o ser humano evolui de acordo com a sua aprendizagem, mudando os seus comportamentos e melhorando-os de acordo com os novos conhecimentos adquiridos,  sejam eles de ordem psicomotora, cognitiva ou emocional.

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publicado por Maribel Maia às 14:25

09
Fev 17

Assumo e afirmo constantemente que as explicações escolares a crianças e jovens devem ser sempre individuais, percebo quando afirmam que em grupo trocam dúvidas e questões, ou que, quem explica a um explica a dois ou três… mesmo assim vejo nas explicações individuais muitas mais vantagens do que desvantagens.

As principais vantagens, na minha opinião e pela minha experiência, são as seguintes:

  • A Explicação é personalizada de acordo com as características e personalidade de cada estudante;
  • Aumenta a concentração;
  • Respeita-se o ritmo de aprendizagem em cada conteúdo lecionado;
  • Reconhecem-se facilmente as dificuldades e facilidades na aprendizagem;
  • Adaptam-se estímulos de aprendizagem personalizados;
  • Desenvolve-se empatia e afeição;
  • Aumenta a assiduidade e pontualidade;
  • Cresce a autoestima e a autoconfiança;
  • Desenvolve-se a responsabilidade;
  • Ensinam-se regras e rotinas de estudo.

 

Com todos estes e outros benefícios referidos, os resultados escolares elevam-se, a motivação escolar torna-se maior e os estudantes sentem-se muito mais apoiados em qualquer percurso escolar. Aos educandos e educadores que experimentaram este método de explicações individuais, certamente, que concordarão comigo…

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publicado por Maribel Maia às 10:41

08
Dez 16

Embora para muitos pais e educadores o termo Disgrafia possa não ser totalmente conhecido, estão sensibilizados para quando estas características se apresentam e criem alguma desconfiança e estranheza na forma de escrita/caligrafia de uma criança. Quando tal acontece o mais indicado é procurar especialistas nesta área, sejam psicopedagogos, psicólogos ou profissionais de ensino especial que possam realizar o rastreio correto para identificar e intervir numa possível perturbação. O passo seguinte será seguir todas as indicações profissionais para que melhor se possa auxiliar a colmatar esta necessidade especial.

Para além disso relembro que para aperfeiçoamento da caligrafia, tenha ou não a criança Disgrafia, podem ser utilizados vários exercícios que desenvolvem a motricidade fina, sejam eles trabalhos manuais (desenhar, pintar, recortar, colar, sublinhar, copiar, jogos de simetrias, de diferenças, de labirintos, etc) e que podem melhorar capacidades e motivação.

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publicado por Maribel Maia às 11:06

03
Nov 16

Todos os que cuidam de crianças, seja de forma constante, ou esporadicamente já se questionaram sobre o seu papel e contributo para um saudável crescimento da criança. Em si têm a noção clara de que deve corrigir as brincadeiras homofóbicas ou discriminatórias entre pares (crianças da mesma idade) ou para com os outros. Já que educar é ensinar, nos mais variados momentos da vida, que o respeito a aceitação e a tolerância para com o outro é fundamental numa sociedade cada vez mais justa e equilibrada. Contudo, corrigir e orientar é apenas uma das atitudes a ter nesta promoção de um ser humano feliz.

Cabe aos educadores contribuir para momentos de discussão, experimentação, reflexão e atitudes que promovam o desenvolvimento intelectual e emocional de quem aprende a viver. Neste sentido, conhece algumas atividades e/ou brincadeiras que contemplem estes momentos?

Aqui ficam algumas propostas às quais poderá juntar as suas…

 

  • Criar momentos de diálogo partilhado, entre pares, sobre conceitos como: igualdade de género; racismo; partilha; direitos humanos; ….
  • Voluntariado: visita a lares ou instituições; voluntário em associações; participação em donativos (alimentos, roupa, brinquedos); …
  • Participação em grupos como: escutismo; catequese; grupos de teatro;
  • As mais variadas práticas desportivas;
  • Inclusão da Arte como conceito caleidoscópico da vida…

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publicado por Maribel Maia às 13:59

31
Out 16

Dia do Halloween é comemorado, em Portugal , no dia 31 de outubro. Muito embora no nosso país não exista muito essa tradição, o Halloween, ou Dia das Bruxas é celebrado um pouco por todo o mundo, mas é uma data especial em países como os Estados Unidos da América, Irlanda, Canadá e Reino Unido.

Os símbolos deste dia são as abóboras, bruxas, aranhas, morcegos e velas, entre outros. Neste dia à noite as crianças mascaram-se de forma assustadora e percorrem as ruas, batem às portas para pedirem guloseimas. Quando a porta abre dizem "doçura ou travessura?". Se as pessoas não lhes derem doces ou guloseimas, as crianças têm permissão para fazer uma travessura.

Através das aulas de Inglês nas nossas escolas, esta iniciativa ganha, cada vez mais, adeptos em Portugal.

Como este ano voltou o feriado no dia 1 de novembro, a maioria das crianças vai pedir para ir com os amigos pelas ruas, mascarados para recolherem as maravilhosas guloseimas. Será uma atividade muito divertida, contudo as crianças devem sempre levar um adulto que oriente, proteja e ajuste as travessuras.

Por aí, as vossas crianças vão-se mascarar e percorrer as ruas vizinhas???

 

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publicado por Maribel Maia às 14:48

17
Out 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu:_ Tiras boas notas?

Estudante: _ Podia ser melhor se não fosse esta coisa chamada dislexia.»

Eu: _ Achas que esse problema interfere muito com o estudo?

Estudante: _ Pois?…»

 

Já aqui falei, em publicações anteriores, de Necessidades Educativas Especiais e a dislexia insere-se neste contexto, pois interfere com a capacidade de aprendizagem, dos estudantes ao longo de toda a vida.

A dislexia define-se como «(…) uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caraterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica (…) que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais» (Associação Internacional de Dislexia).

Ao longo do meu percurso apoiei alguns estudantes com este diagnóstico, contudo nem sempre senti o apoio necessário, por parte das suas escolas, na sensibilização de uma avaliação adaptada a esta situação, esta inquietação também é refletida pela Especialista em Dislexia Drª Paula Teles que afirma: «no nosso país o Decreto-lei 3/2008, aplica-se às crianças com necessidades educativas especiais, mas não faz qualquer referência em relação à metodologia reeducativa a adotar. Na grande maioria dos casos os alunos dependem da “benevolência” dos professores, desculpando a falta de correção, a fluência leitora, a limitação vocabular, os erros ortográficos...» (In Revista Portuguesa de Clínica Geral: 2004). Fica portanto, aqui, um alerta a toda a comunidade escolar para se pensar em novos métodos de apoio e intervenção.

Por toda esta complexidade, pretendo dar continuidade a este tema, nos próximos artigos…

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publicado por Maribel Maia às 14:26

13
Out 16

Alguns estudantes, alguns meses ou anos, após o início da aprendizagem escolar, da Língua Inglesa, começam a assumir uma aversão à disciplina e ao estudo desta, referem ser difícil de aprender e portanto apresentam avaliações mais baixas ou mesmo negativas.

Na minha opinião, na maioria destes casos, esta aversão reflete a perda de um fio condutor de aprendizagem, no decorrer da aprendizagem inicial já que, o estudante, não consegue acompanhar o grau de complexidade crescente que o estudo de uma Língua requer. No primeiro ano de estudo da Língua Inglesa são ensinados grandes pilares que sustentam o entendimento e funcionamento da língua, seja através da quantidade de vocabulário seja na estruturação gramatical que, se não ficar bem assimilada, não poderá apoiar outras aprendizagens futuras.

O meu conselho para colmatar tais lacunas de aprendizagem passa por um estudo acompanhado (explicador/pais) que identifique, explique e desenvolva práticas de consolidação de aprendizagens, de acordo com as dificuldades de cada estudante, devendo, este apoio, ser sempre individualizado e adaptado.  

 

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publicado por Maribel Maia às 15:41

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