Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

09
Jun 17

Todos nós sabemos que, se os estudantes pudessem escolher as suas rotinas, ou mesmo os seus momentos de laser, nas rotinas nunca incluiriam a escola e no laser optariam pelos mais variados ecrãs: jogos, facebook, TV…. Enquanto Educóloga cabe-me lembrar a importância da participação efetiva noutros contextos educativos, sejam eles de carater permanente (pertença a grupo(s) organizados, social, religioso, artístico ou desportivo), ou de carater esporádico: Exposições, Encontros, Museus, Workshops, Concertos, Visitas, Viagens… todas estas experiências proporcionam diferentes formas de aprendizagem, desenvolvem outras competências, descobrem vocações e sentidos de vida, tornam os estudantes mais conscientes, críticos e criativos… assim sendo, a Educação que tanto remetemos apenas para o contexto escolar, mostra-se também no seu esplendor em todas as vivências quotidianas das quais não nos devemos privar e nas quais tanto nós aprendemos, descobrimos, conhecemos… e será sempre esta a maior riqueza, a mais bela e a mais poderosa de todas: O Conhecimento, A Educação!

Portanto continue a educar o seu estudante, leve-o à escola… leve-o à Festa… leve-o ao Japão… leve-o a descobrir o mundo e a descobrir-se a si mesmo: como humano, cidadão, responsável, Homem/Mulher….

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publicado por Maribel Maia às 09:44

12
Jan 17

Como afirmei no Post anterior, desenvolver técnicas e métodos de estudo não é um processo fácil para a maioria dos estudantes, nem de grande vontade para eles. Contudo manter rotinas de estudo torna-se processo necessário para obter os melhores resultados na aprendizagem escolar. Por esta razão proponho aqui algumas etapas, que poderão ser seguidas por qualquer educador e/ou educando:

 

1ª etapa: todo o ser humano gosta de saber mais sobre um tema que lhe desperte gosto, interesse e curiosidade, logo cabe ao educador despertar essa curiosidade natural do estudante, através dos seus interesses pessoais e experiências individuais e cabe ao educando aproveitar os seus gostos e interesses pessoais para desenvolver novos conhecimentos;

 

2ª etapa: cada estudante é diferente, aprende a ritmos diferentes, tem gostos e capacidades diferentes, é portanto importante conhecer e conhecer-se muito bem, seguir o seu ritmo próprio, incentivando e direcionando no momento mais adequado, o trabalho individualizado entre educador e educando aqui torna-se uma mais valia evidente;

 

3ª etapa: despertar constantemente o interesse por saber mais, conhecer melhor, aprofundar reflexões, em qualquer momento do dia e em qualquer situação, para tal o educador deve estar sensibilizado para aproveitar situações do dia a dia e refletir, questionar, explicar… despertando uma vontade natural de querer descobrir;

 

4ª etapa: a melhor forma de querer saber mais, descobrir, conhecer é tendo a oportunidade de experimentar, de vivenciar, sentir… para tal, o contacto, as visitas, o confronto, o usar dos cinco sentidos… será sempre uma forma muito eficaz de despertar curiosidade, interesse… todas as vivências para além dos muros da escola podem aproximar os saberes ensinados na escola;

 

5ª etapa: O ambiente físico é também algo a não descurar, definir em casa, um lugar sossegado, ausente de barulhos e distrações, com um conforto e luminosidade necessário a quem estuda irá incentivar o estudante a criar uma rotina de estudo mais agradável e confortável.     

 

Car@ leitor, encontra mais alguma etapa que sinta ser pertinente e que gostaria de acrescentar a estas propostas? Desde já agradeço a partilha…

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publicado por Maribel Maia às 11:35

09
Jan 17

Quantas vezes dizemos a um estudante “Vai estudar!” e ele rapidamente nos responde: “Já estudei, já fiz os TPC’s”… será isto efetivamente estudar? Se não é estudar então os TPC serão o quê?!?!

Sobre este assunto gostaria de deixar aqui a minha opinião, sendo que, não considero que a realização dos Trabalhos Para Casa sejam um estudo diário, não quero com isto dizer que não devam existir no quotidiano de um estudante, dentro de determinados parâmetros.

Assim, gostaria de assumir que os TPC, para mim, tornam-se importantes como forma de memorizar e perceber melhor a matéria dada na aula, até mesmo para o estudante desenvolver a consciência de que adquiriu ou não os conhecimentos da última matéria lecionada. Os trabalhos de casa tornam-se também forma de desenvolver a responsabilidade para com cada disciplina e para com os professores. Estes trabalhos sendo propostos, em consciência profissional, com ‘peso e medida’, ou seja, sem demasias, torna-se pertinente na educação escolar atual.

Contudo, os TPC não são um estudo contínuo, suficiente e metódico, para os estudantes que desejam atingir bons resultados escolares. Pela minha experiência, entendo também que muitos estudantes não têm métodos de estudo adequados, não sabem estudar individualmente e apresentam algumas dificuldades em desenvolver esse hábito.

Torna-se assim, bastante importante ensinar e motivar a Estudar… deixarei algumas orientações sobre o desenvolvimento desta motivação no próximo Post!   

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publicado por Maribel Maia às 13:48

01
Dez 16

Quando as crianças vão para o 1ºciclo (1ºano) tudo é novidade para crianças e pais, o material a comprar, as disciplinas a estudar, os trabalhos de casa, tudo são novidades diárias.

Estas novidades podem deixar a família apreensiva no apoio ao estudo e a questionar-se sobre a matéria lecionada na escola, o que é, sem dúvida, uma preocupação legítima e fundamentada, pelo facto de que o 1ºciclo (primeiros quatro anos escolares) é base fundamental para consolidar conhecimentos essenciais para todo o percurso escolar seguinte.

No 1º ciclo há que aprender a ler correta e fluentemente, desenvolver conhecimentos de cálculos e resolver problemas naturalmente, alargar conhecimentos da sociedade, do meio ambiente e da saúde, elementares para toda a vida pessoal e escolar, futura.

No auxílio desta aprendizagem está a grande capacidade de memorização e concentração das crianças, nestas idades, aliado à vontade de aprender e desejo de saber. Por conseguinte, cabe aos educadores estimular e incentivar esta aprendizagem, de forma a construir, ao longo destes primeiros quatro anos, uma boa preparação para a transição para o 2ºciclo, onde a criança se depara com uma escola diferente e métodos de ensino diferentes e, quanto mais sólidos forem os conhecimentos já adquiridos mais fácil será a assimilação de novas aprendizagens. 

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publicado por Maribel Maia às 14:08

28
Nov 16

Há quase dois anos que partilho convosco as minhas experiências enquanto Educóloga, que vos mostro a minha opinião relativamente a muitos dos temas sobre Educação, seja ela formal, não formal ou informal… neste espaço tenho deixado, também, algumas possíveis orientações e propostas, que anseio poderem ajudar algum leitor de alguma forma. Neste sentido terei todo o gosto em responder a dúvidas e questões que vos inquietem, ou mesmo, escrever sobre temas que gostariam de ler, neste espaço… que é meu e vosso… podem fazê-lo de forma pública através dos Comentários ou de forma privada através de e-mail ou mensagem de Facebook.

Desde já, agradeço-vos pela visita a este ciberespaço e por refletirem comigo sobre a Educação, tão fundamental e transversal para o presente e futuro da humanidade… e em simultâneo tão próxima do nosso dia-a-dia e tão vivida a cada momento!

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publicado por Maribel Maia às 12:45

14
Nov 16

Quantas e quantas vezes conversei com pais/mães que me referem não estar a conseguir acompanhar os filhos nos estudos de casa, porque se enervam, porque eles estão tão atentos, porque eles não prestam a atenção… e se não são os pais a dize-lo, muitas vezes são os estudantes a assumi-lo!

Parece-me totalmente plausível esta situação, no final do dia de trabalho, a grande maioria dos pais já não tem capacidade psicológica para se sentar a ensinar, com a maior paciência… e para os estudantes perfeito seria que os pais se sentassem com eles a conversar  calmamente ou a fazerem atividades divertidas em conjunto, é essa a atenção que desejam.

Contudo, em casa, é necessário ensinar métodos de estudo e organização de trabalho escolar, já que este, normalmente, não é ensinado nas escolas… existem os ATL’s ou as Explicações que realizam esse apoio e orientação, que em muito ajuda o quotidiano familiar, embora não esteja, financeiramente, ao alcance de todos!

Se essa tarefa lhe compete a si (pai/mãe) posso deixar um conselho, se no decorrer do apoio começa a demonstrar nervosismo, está para começar a gritar com o estudante, o melhor é deixar que ele continue sozinho o estudo, pois, a maioria dos estudantes reage mal a este confronto, bloqueando a raciocínio lógico e assim nada de bom se ensina/aprende!

 

Aí em casa, também se sentem estes desassossegos?   

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publicado por Maribel Maia às 14:16

10
Nov 16

Muitas vezes, mais importantes do que os resumos e também, mais difíceis de produzir, são os Esquemas. A competência de elaborar um bom esquema demonstra grande capacidade organizativa, criativa e de síntese e estes são ótimos apoios, no momento de preparação para a avaliação, pois ajudam a organizar e sintetizar a matéria. O esquema pode também auxiliar um plano de estudo futuro.

 

Vantagens dos esquemas:

  • Podem receber reformulações e acrescentos constantemente;
  • Apresentam as ideias centrais a reter;
  • Definem as ideias principais e as ideias secundárias;
  • Recordam facilmente a matéria;
  • Economizam palavras;
  • São ótima base para um bom resumo;
  • Incluídos em ‘Trabalhos escritos’ organizam de forma sintética a informação exposta.

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publicado por Maribel Maia às 14:20

07
Nov 16

A minha proposta para se estudar melhor algumas disciplinas, como por exemplo a História o as Ciências da Natureza, é começar por realizar um bom resumo sobre a matéria a estudar. A construção de resumos facilita na compreensão e assimilação de novas aprendizagens, permite o treino na escrita e na capacidade de síntese e exercita a capacidade de explicação com mais rigor e utilizando os conceitos associados ao tema em estudo.

 

 OS RESUMOS AJUDAM QUANDO:

Utilizas as tuas próprias palavras;

Estás bastante concentrado na sua concretização;

És fiel às ideias expostas;

Entendeste toda a matéria a resumir;

Organizas os resumos com cores, tópicos e palavras-chave;

Voltas a reler várias vezes até apreenderes toda a matéria;

Fazes uma seleção de temas principais e secundários;

Respeitas a ordem cronológica dos acontecimentos;

Defines conceitos e palavras-chave.

 

OS RESUMOS NÃO AJUDAM QUANDO:

Transcreves na integra o que está no livro;

      Estás distraído na sua concretização;

      Contradizes o que leste;

      Não entendeste parte da matéria a resumir;

      Constróis um resumo desorganizado e pouco legível;

      Não voltas mais a reler;

      Não fazes distinção de temas ou ideias;

      Não ordenas situações ou acontecimentos;

      Não sintetizas os conceitos presentes na matéria.

 

 

  

 

publicado por Maribel Maia às 15:00

06
Out 16

A promoção de momentos que desenvolvem as capacidades emocionais de cada estudante pode estar no dia a dia.  Coloco, aqui, algumas orientações para promover o desenvolvimento da Inteligência Emocional:

 

  1. Construir sólidos vínculos afetivos: torna-se importante valorizar os sentimentos dos estudantes, dispensar momentos de conversa atenta e de empatia com os problemas, angústias e inseguranças demonstradas.
  2. Promover a autoconfiança: através de palavras de incentivo, criação de compromissos na realização de tarefas e a felicitação sempre que estas são efetivamente cumpridas. Demonstrando, também, confiança nas capacidades do estudante.
  3. Desenvolver o otimismo: mostrar que, embora nem sempre corra tudo da forma como pretendemos, devemos olha-las de forma positiva, aceitando as dificuldades da vida. Para tal ajuda a convivência em grupo, pois a interação com outros estudantes demonstram a clara necessidade de fazer cedências e recusas.
  4. Não camuflar as frustrações:  não receber o presente pedido porque não cumpriu o acordado, justificando-se esta negação… Perder alguns jogos ou concursos ajuda também os estudantes a aceitarem um ‘não’ como processos naturais da vida, aprendendo a lidar com tristezas e deceções quotidianas.
  5. Aprender a esperar: ter noção de direitos e deveres é, principalmente, ter noção do Tempo, existem tempos para se brincar, tempos para estudar e tempos para esperar… assim, horários são para serem cumpridos e acordos temporais não podem ser quebrados.
  6. Saber brincar: é através da diversão, só ou em grupo, que um estudante aprende a controlar as suas boas e más atitudes e a colocar-se no lugar do outro. As brincadeiras implicam aprender a obedecer a regras e a respeitar opiniões diferentes.

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publicado por Maribel Maia às 14:46

13
Jun 16

Já ouvi em vários debates televisivos a referência à escola como promotora de ensino sobre igualdade, solidariedade, inclusão, etc… concordo em pleno com tais informações, pois a escola é lugar de permanência de crianças e jovens em crescimento e desenvolvimento integral, um lugar que deve propiciar tais momentos e aprendizagens…

Muito embora, deva assumir que, analisando de forma mais prática e concreta me surjam várias dúvidas e questões que gostaria de partilhar com o leitor… se em cada disciplina existe um plano de estudos que o professor deve seguir escrupulosamente, ao longo do ano, e neste plano em nada se fala sobre temas como inclusão/exclusão, tolerância/discriminação…. Passarão para onde estes momentos de ensino/aprendizagem?

Mesmo com professores sensibilizados para tal educação, serão alguns minutos, dentro de uma sala de aula, entre o ensino de uma Equação e da Formação de Rochas, que se sensibilizam estudantes para tais questões?

Será nos meandros dos intervalos, entre pares e com a supervisão de poucos Auxiliares de Ação Educativa que se proporcionam tais momentos? Ou será necessário estruturar novos horários, novas equipas e novos métodos de Educação para o Saber Ser?

 

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publicado por Maribel Maia às 17:16

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