Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

12
Mai 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«_Eu: Para onde vais nas férias?

_ Estudante: Para casa dos meus avós, eles vivem longe, no campo…

_ Eu: E gostas?

_ Estudante: É espetacular… temos piscina, baloiço… podemos fazer o que quisermos…»

 

Escrever sobre educação é também escrever sobre afetos, sobre inteligência emocional, sobre sentimentos compreendidos. Escrever sobre tal tema implica lembrar dos Avós… aqueles que sabem bem educar no afeto, no carinho e no respeito… aqueles que maior alegria não têm, do que, a de que partilhar o seu tempo com o(s) seu(s) neto(s).

Muitas das vezes os pais afirmam que eles mimam em quantidade excessiva, que tudo permitem e que isso pode prejudicar a educação de quem cresce. Em minha simples opinião, permitam-me discordar… para as crianças o papel de avô/avó está bem definido: são quem os mima e são amor pleno e constante… todas as permissões são apenas deles e só podem ser pedidas a eles… é uma relação individualizada… única! E aprende-se tanto: o conceito de tempo, de diferenças geracionais, de tradições, de família…

Os avós sabem contar histórias como mais ninguém, sabem ensinar jogos tradicionais como se fossem prémios valiosos, sabem demonstrar amor como verdade!

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publicado por Maribel Maia às 13:58

11
Fev 16

Diálogo entre mim e quatro estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _Ela sabe lá o que é o Amor?!!!?

Eu: _ Existem várias formas de Amor, por exemplo, o Amor pelos vossos pais…

Estudantes (todos): _Ah! Esse sei muito bem!

Eu: _ Essa é uma forma de Amor!

Estudante: _ Existe o Amor dos pais e o Amor dos namorados… é diferente…»

 

O Dia de São Valentim, conhecido pelo Dia dos Namorados (de acordo com a Lenda) é, intensamente, celebrado pelos namorados contudo, praticamente, esquecido pelos casais e pouco vivido pelas crianças.

Este ano, o dia 14 de fevereiro, celebra-se a um domingo, portanto é ideal para passar em família, com momentos especiais dedicado aos grandes e aos pequenos….

Aproveite o dia para lembrar aos pequenos e aos crescidos que, o Amor é universal e transversal, deve ser expressado quando é sentido, independentemente da idade e, as manifestações de amor são sempre bem vindas, especialmente nesta data… seja com momentos especiais, com carinhos redobrados ou com palavras expressas.

Para as famílias que passarão o Dia de São Valentim com os mais pequenos, aqui ficam algumas ideias para colocar em prática, no próximo domingo:

 

  • Pesquisem sobre a Lenda de São Valentim e sobre o Cúpido;
  • Contem a história do início do namoro do casal, como se conheceram, quando decidiram viver juntos e, se puderem reúnam objetos que identifiquem esses momentos;
  • Troquem mensagens entre todos… cada um escreve/desenha uma mensagem de amor ao(s) outro(s)… como se fossem prendas de Natal;
  • Preparem um jantar romântico, onde todos participam nos afazeres, em interajuda, os mais pequenos podem fazer decorações com corações e outros desenhos;

 

E, o mais importante, não deixem de conversar com os mais novos sobre o que é o Amor, como lidar com este sentimento, a importância dele para a felicidade e as mais variadas formas de Amor para com as pessoas e para com a natureza…

Gostaria de ler também as vossas experiências… agradeço a partilha!

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publicado por Maribel Maia às 11:09

07
Dez 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _E tu, o que recebeste no Natal?

Estudante: _Nada… não havia dinheiro…»

 

Esta conversa aconteceu comigo, há mais de dez anos, e confesso que a guardo até hoje como uma das mais significativas e perturbadoras conversas que tive com uma criança… e que em todos os anos me faz pensar nisto do Natal, da família, do consumo, da partilha…

Todos nós sentimos que esta época natalícia tem maior valor para a pequenada, que vibra com todos os momentos… as férias, a família, os presentes, os doces… e tanta coisa bela!

Acredito também que, para quem educa não é fácil fugir do atual conceito de consumismo que a sociedade ainda sustenta fortemente… eu mesma apenas mudei o meu conceito radicalmente quando tive este diálogo com esta criança… agora as minhas conversas, com estudantes, sobre o Natal centram-se na família, na alegria da festa e pouco nas prendas dadas ou recebidas.

Assumo que sou católica e que o nascimento de Jesus é, para mim, motivo de festa, alegria e família… contudo acredito que, em todas as casas, crentes e não crentes, se pode relembrar às crianças o verdadeiro sentido do Natal, valorizando-se os sorrisos partilhados, os abraços do pai, da mãe, dos tios, dos amigos… tendo gestos de ternura para com conhecidos e desconhecidos e mesmo, porque não, gestos de ajuda a quem mais precisa…

Considero que não devemos deixar passar uma data tão importante como esta sem falar de AMOR e de PARTILHA às nossas crianças…. e o desejo de que todas elas tenham os mesmos direitos!

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publicado por Maribel Maia às 10:52

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