Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

14
Abr 15

Uma conversa entre mim e um/a estudante de 3ºciclo, sobre os resultados escolares:

«Estudante: _ Devíamos de ter menos disciplinas, assim temos muita matéria para estudar!

Eu: _ Não é assim tão difícil…

Estudante: _ É, se fossem apenas três disciplinas como na primária seria mais fácil!

Eu: _ Mas se os outros alunos conseguem tu também consegues!

Estudante: _ Conseguem porque estudam todos os dias.»

 

Neste diálogo podemos perceber que quase todos os estudantes conhecem bem o caminho para os bons resultados escolares, contudo não colocam em prática a sua teoria sobre boas notas, principalmente pela falta de motivação, pela preguiça e o desencontro entre a matéria lecionada e o quotidiano vivido.

Esta situação leva os encarregados de educação bem próximo do desespero, já não encontram forma de motivar, utilizam castigos como resposta às más notas, ou, compram resultados positivos com presentes de Natal e Aniversário, que muitas vezes oferecem na mesma, mesmo sem os resultados desejados. Este é sem dúvida um primeiro erro a evitar!

A comparação com outros estudantes que alcançam melhores resultados pode ser utilizado, não como crítica à falta de capacidades do estudante, mas como procura de respostas para melhorar competências:

«Logo, se estudares todos os dias também conseguirás melhores resultados!»

O(s) encarregado(s) de educação mais próximo(s) do estudante deve demonstrar interesse e atenção pelos resultados obtidos, mas também pelas dificuldades demonstradas, facultando ajuda sempre que necessário.

O incentivo não tem necessariamente de passar pelos presentes materiais, por vezes a partilha da alegria e entusiasmo, pelos bons resultados, deixam presente a motivação necessária.

A aplicação dos castigos deve ser ponderada de acordo com as caraterísticas e personalidade de cada estudante, podendo ser utilizada em caso de completa falta de preparação/estudo, contudo, deve ser aplicado apenas por quem melhor conhece o estudante, de forma a que este tenha o resultado esperado.

Estas e outras estratégias poderão funcionar melhor com alguns estudantes e não funcionar, de todo, com outros, cabe assim, ao encarregado de educação, ir testando e definindo os melhores métodos de incentivo ao estudo, se mesmo assim não estiverem a surgir os resultados esperados, procurar conversar com os outros intervenientes na educação (professores, explicador, psicólogo) poderá auxiliar neste constante caminho em prol dos bons resultados escolares…    

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publicado por Maribel Maia às 14:07

3 comentários:
Pessoalmente não gostava quando me comparavam com outros colegas e não me recordo de os meus pais o fazerem. Sempre me disseram que eu sou eu e os outros são os outros. Muitas vezes não temos motivação em casa para o estudo, mas muitos professores também não motivam os alunos. Recordo-me que no 9ano tive um professor de História muito bom que nos motivava imenso pela forma como dava as aulas (e não tolerava faltas de respeito. brincava mas com a distância necessária e não havia um "ai" naquela sala sem que ele o pedisse). Infelizmente foi o único ano em que gostei de aprender história. Nenhum dos professores em anos anteriores me conseguiu motivar para estudar a disciplina. Tudo varia entre aluno, professor e encarregados de educação.
*Márcia S.* a 24 de Abril de 2015 às 15:51

Na minha opinião,os castigos e os presentes não ajudam em nada,as próprias crianças têm que aprender a lidar com os seus erros,os pais e as mães podem repreendê-las mas nunca castigá-las por estas terem feito uma coisa mal feita,nunca lhes dar presentes quando estas se portam bem,as próprias crianças têm que saber lidar com tudo isso,quanto muito,os pais e as mães devem aconselhar as crianças e apoiá-las em tudo o que é bom e mau,ou seja,devem educar as crianças,pelo menos,é isto que eu penso em relação a este assunto!!
sandrinhabordadeira a 3 de Maio de 2016 às 21:23

O mais importante é, sem dúvida, o apoio familiar... uma criança apoiada no ceio familiar, tem muito mais auto estima, segurança, capacidade de superação e responsabilidade pelos atos!
Obrigada

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