Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

23
Nov 15

«Exames no final do 4.º ano já não vão realizar-se em 2016. Projecto de lei do Bloco de Esquerda deu entrada no Parlamento nesta quinta-feira e conta com o apoio da maioria parlamentar. Há aplausos de professores e pais, mas também críticas…» (In: jornal O Público, 20 novembro 2015).

 

Esta é uma notícia que muito faz refletir a comunidade educativa, embora estes Exames de 4º ano sejam um projeto com poucos anos, sempre esteve envolto em grande controversa. Não quero com isto despoletar velhas críticas  nem me posicionar partidariamente. Quero apenas partilhar a minha reflexão sobre este assunto, de uma forma geral e breve, com os meus leitores.

Na minha opinião, os estudantes de 1º ciclo devem construir bases sólidas de saberes escolares, de forma a facilitarem novas aprendizagens na mudança para o 2º ciclo e assim sucessivamente, contudo, não me parece que um único exame final possa se assumir como definição do aproveitamento de todo esse percurso de quatro anos.

No convívio com as crianças desta idade apercebi-me do nervosismo que era o dia desse exame, principalmente, porque tinham de ir realiza-lo a outra escola, para eles, desconhecida… enfrentando a situação como se os quatro anos escolares estivessem em causa num único Exame… crianças que não dormiram, que ficaram indispostas, que choraram antes, durante e depois, pela ansiedade de dois Exames: Português e Matemática… nunca consegui ficar indiferente a esta situação específica, assumo!  

Portanto, para mim, a exigência deve estar presente ao longo dos quatro anos de estudo, criando-se conhecimentos sólidos, desenvolvendo-se a curiosidade pelo saber, a opinião crítica, a imaginação e o desenvolvimento emocional, em paralelo com as disciplinas de Português, Estudo do Meio e Matemática.

 

Gostaria de ler também as vossas opiniões, numa partilha construtiva… Obrigada!

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publicado por Maribel Maia às 14:27

13 comentários:
A minha filha passou por esses exames. Este ano irá repetir, desta vez no 6º ano.
Não posso dizer que tenha sido uma experiência, de alguma forma, traumatizante para ela. Apesar de ter feito os exames noutra escola, já ia lá de vez em quando em visita, e correu tudo bem. Também a mentalizei para estudar e tirar boas notas ao longo do ano, e não se preocupar tanto com a nota dos exames.
Cada criança é diferente e reage de forma diferente. Este tipo de exames provoca sempre uma enorme pressão nos professores, que se vêem na obrigação de dar toda a matéria num período mais curto de tempo, nos pais, a quem aconselham a acompanhar e ajudar as crianças, para prepará-las para os exames, e nas próprias crianças.
Pessoalmente, penso que os exames deveriam ser feitos no final do ano lectivo, com outro peso na avaliação. O ideal seria encontrar um outro sistema de avaliação que tivesse em conta uma melhor aprendizagem das crianças, e não tanto estatísticas e metas a cumprir.
marta-omeucanto a 23 de Novembro de 2015 às 15:45

Tem toda a razão, até porque na obrigatoriedade do professor ter de trabalhar afincadamente toda a matéria impede a realização de outros trabalhos importantíssimos para o desenvolvimento integral das crianças... já que o Português e a Matemática não devem ser saberes primordiais e únicos para uma criança que cresce e se desenvolve....
Maribel Maia a 23 de Novembro de 2015 às 17:00

Eu,na altura em que estudava,ainda não existiam os exames de quarto ano,enfim,não tenho nada a relatar sobre o assunto,o que interessa é que as crianças estudem e tirem boas notas,isso é o principal. Excelente semana para ti,muitos beijinhos!!
sofiaguerreira a 24 de Novembro de 2015 às 01:06

Concordo, também, que o mais importante é ensinar com vista a uma educação transversal evolutiva! Obrigada.
Maribel Maia a 24 de Novembro de 2015 às 18:12

O meu filho fez esses exames o ano passado, e confesso, que eu andei mais nervosa que ele.
Achei que era prematuro fazê-los passar por essa pressão em tão tenra idade, mas depois de passado, acredito que lhes tenha dado experiencia para os próximos anos.
O que eu achava mal era o "peso" que os ditos exames tinham na avaliação.
Concluindo: ainda bem que acabaram!
paranoias-de-mae a 24 de Novembro de 2015 às 10:02

Realmente, muitas vezes os pais vivem muito mais ansiosos do que os filhos em algumas questões escolares, o que é legítimo e compreensível, no entanto, devem ter o cuidado de não o transparecer para o estudante, de forma a não desenvolver ainda mais ansiedade e nervosismo...
Maribel Maia a 25 de Novembro de 2015 às 13:39

Concordo com o fim dos exames, mas...penso que deveriam ser substituídos por uma pequena tese, ao gosto do aluno, sem contar para a nota final, mas que o aluno tivesse que falar dos seus gostos ou desejos, ou anseios, enfim algo que lhe desse prazer e o faça exercitar a criatividade...bom dia para si...
P.S. obrigado pelo convite...
joão lucas de castro a 27 de Novembro de 2015 às 13:55

Sim, está muito interessante essa ideia... com crianças tão pequenas o importante é motivar o desejo e o gosto pelo conhecimento!
Bom fim de semana!
Maribel Maia a 27 de Novembro de 2015 às 15:51

Eu concordo com o fim dos exames do 4.º ano. Se a escola é um local aprendizagem progressiva, individualizada, supostamente focada no grau de aprendizagem de cada aluno, não compreendia o porquê destes exames, que avalia todos os alunos pela mesmo bitola!
Me, myself and I a 27 de Novembro de 2015 às 16:04

Na minha opinião, neste momento, a escola portuguesa está muito longe de concretizar um ensino individualizado e adaptado às capacidades e necessidades de cada estudante.... este tema dá muito que refletir!

Realmente dava pano para mangas, mas infelizmente os nossos sucessivos governos só têm estado interessados em ir buscar lá fora programas que nada têm a ver com a nossa realidade! Os nossos filhos têm servido de cobaias!

E temos também de assumir que a falta de financiamento coloca em causa muitas das melhorias necessárias.... em princípio, ter trinta crianças dentro de uma sala de aulas não me parece, de todo, a melhor pedagogia nem o ensino mais individualizado....

Concordo.
Me, myself and I a 27 de Novembro de 2015 às 16:49

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