Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

08
Jan 16

Com as mudanças de governação, o nosso país encontra-se com novos ajustes do sistema educativo, portanto, hoje foram definidas novas medidas educativas para os três ciclos do ensino básico, que todos os educadores devem conhecer. Assim sendo, fica aqui a notícia transcrita de um jornal nacional, com o conjunto de alterações relativas aos exames nacionais e às provas de aferição.

Este é um assunto que tenho debatido por cá, com os leitores, em Post’s anteriores… confesso que, estou ainda a refletir sobre tais medidas e que impacte poderá ter no ensino escolar… se alguém quiser pronunciar-se sobre elas agradeço a partilha….ajudar-me-á a refletir também!

 

Notícia:

«O ministério de Tiago Brandão Rodrigues não se limitou a regressar atrás no tempo, também decidiu inovar ao anunciar que vai antecipar a realização de provas de aferição para os 2.º, 5.º e 8.º anos. Ou seja, os exames do 4.º e 6.º anos não se realizarão, mas também não serão substituídos por provas de aferição (estas não contam para a nota final), conforme recomendado pelo Conselho Nacional de Educação, nesta quinta-feira.

À semelhança dos exames, a realização das provas de aferição continuará também a ser obrigatória e com carácter universal. São elaboradas por um organismo central externo às escolas e o mesmo enunciado é apresentado a todos os alunos dos anos de escolaridade em causa. A justificação para que estas provas não sejam realizadas em final de ciclo (4.º e 6.º ano), mas a meio é porque assim as escolas podem “agir atempadamente sobre as dificuldades detetadas” nos alunos. (…)

Segundo o ministério, no final deste ano letivo realizar-se-ão duas provas no 2.º ano de escolaridade, uma de Português e outra de Matemática, mas “apresentando as duas uma componente de Estudo do Meio”. No ano seguinte, 2016/2017, a tutela promete que “a aferição já incluirá a área das Expressões”.

Nos 5.º e 8.º anos de escolaridade, as provas que se realizarão em 2016 serão ainda só às disciplinas de Português e Matemática. Já a partir do próximo ano lectivo passarão a incidir “rotativamente, sobre outras áreas do currículo”, indica ainda o comunicado do ME.

Quanto ao 9.º ano, desaparece o teste de Inglês, que nem sequer é mencionado na nota do Ministério da Educação, e continuarão a realizar-se exames nacionais às disciplinas de Português e de Matemática, “no regime em que decorrem desde 2005”(…).» (In: www.publico.pt, 8 de janeiro de 2016).

publicado por Maribel Maia às 15:07

8 comentários:
Eu não discordo! Tratam-se de provas de aferição, mais para ver em que nível se encontram os alunos..
Beijinhos
Chic'Ana a 8 de Janeiro de 2016 às 15:21

Serão estas provas mais uma forma de contagem de estatística e de valorização dos rackings nacionais? Esta é uma das questões que me ocorre com tais medidas... mas como eu disse.... ainda estou a 'marinar' as alterações!
Maribel Maia a 8 de Janeiro de 2016 às 15:44

Eu cá discordo,e bastante! Em primeiro,meninos de 2ºano que têm 7 anos já vão estar submetidos a tal stress,depois os exames de 4ºano era a forma de "rever" o primeiro ciclo,tal como no 6ºano era uma forma de rever de certa forma o segundo ciclo!
Depois,se esta nova ideia já foi posta em ação,e este ano já tenho prova de aferição não entendo o tempo que temos para nos preparar,já estámos no 2º período e só tem 2 meses,não entendo...
Sofia ❤ a 8 de Janeiro de 2016 às 15:48

Um dos erros desta medida poderá ser essa: se as crianças forem 'obrigadas' a prepararem-se para estas provas, então a aferição não será correta... então, no último período os estudantes só se dedicarão a esta preparação... então parece um exame avaliativo e não uma aferição de conhecimentos....

Acho um descabimento as provas de aferição do 2º ano... o resto não me faz confusão.
A desculpa que serve apenas para ver o nível em que os alunos estão e poder corrigir esses problemas atempadamente é balelas, porque o professor sabe bem e conhece bem os seus alunos... e sabe bem que dificuldades eles tem... e primeiro que tomem alguma medida em relação a crianças com grua elevado de incapacidade de aprendizagem ou grande dificuldade em acompanhar o ritmo da escola vão anos...
Sei por experiência própria com a minha sobrinha que está no 3º ano e desde o primeiro ano que é passada por passar... no primeiro ano só tirou satisfaz as 3 disciplinas... no segundo ano tirou 1 negativa um satisfaz pouco e um satisfaz e foi passada... e agora no 3º ano... não consegue sequer fazer um único teste... simplesmente nem o responde...teve apoio de psicólogo no 1ºano, no 2ºano não teve e agora voltou a ter... mas medidas de apoio concretas não tem nenhuma...estão mesmo a espera de que?!
Niki a 11 de Janeiro de 2016 às 08:59

A diferenciação adequada, seguido de apoio especial para crianças que apresentem necessidades especiais é algo em que, muitas escolas, apresentam lacunas..... e, muito embora, os pais lutem constantemente pelo maior apoio aos seus filhos vêm-se, desapoiados na comunidade escolar, o que prejudica e desmotiva o estudante....
É de lamentar existirem casos como o que aqui nos anuncia.... essa criança necessita de um apoio individualizado e personalizado, após um bom diagnóstico de aprendizagem...
Agradeço a partilha de opinião...
Maribel Maia a 11 de Janeiro de 2016 às 15:41

Pois eu como mãe estou com dúvidas, também!
paranoias-de-mae a 18 de Janeiro de 2016 às 14:46

Estas medidas não me parecem, de todo, erradas... contudo assumo que muitas outras situações e reformas têm de ser concretizadas neste ensino português, muito mais importantes do que alterações de exames...
Maribel Maia a 18 de Janeiro de 2016 às 15:02

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