Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

03
Jan 15

«Além das outras atividades, andava ali para receber o apoio escolar. Em certas épocas na escola sentia-me desiludida com as notas que tinha, mas com o apoio que levei, principalmente a História (não gostava muito de História), ajudou-me a não abandonar. [Fernanda]» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Muitas das vezes os estudantes demonstram desinteresse pelo estudo em uma ou várias disciplinas e assim, para os educadores, desenvolverem momentos produtivos de estudo torna-se a primeira e a maior das dificuldades.

Assumo também ainda não ter encontrado a chave mestra que abre totalmente esta motivação, se é que ela existe?! Contudo, algumas estratégias poderão ser facilitadores desta aproximação a determinado saber. Estas não podem ser utilizadas como ‘tamanho único’, pois, o primeiro passo é conhecer o estudantes, quais são os seus maiores interesses (mesmo fora do contexto escolar), as suas perspetivas futuras e gostos pessoais. Partindo daqui, poderemos despertar a vontade de conhecer mais, de descobrir. Porque não estudar algumas Leis da Física tendo por base a velocidade de um Ferrari? Ou a velocidade necessária para a descolagem de um avião de passageiros, usando o peso e o tamanho variável?

O percurso depois é acreditar nas capacidades e demonstra-las ao estudantes, muitas vezes eles estão simplesmente desacreditados do quanto conseguem.

Relembrando algumas leituras:

«A relação pedagógica passa, não só pelas possibilidades que são fornecidas aos estudantes […] mas também pelo espaço para a ‘responsabilização’ dos estudantes, valorização das suas capacidades, tornando cada um responsável pela sua própria formação…» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

Finalmente, Escutar e não apenas ouvir: escutar com atenção os problemas, as inquietações, os receios e anseios… o Ser Humano não é apenas complexo em adulto…

«os monitores não eram só monitores, eram amigos dos jovens, qualquer tipo de problema que os jovens tivessem os monitores ajudavam. [Fernanda]» (Laura Fonseca, Culturas Juvenis, Percursos Femininos, 2001).

publicado por Maribel Maia às 18:19

Janeiro 2015
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