Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

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Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«_Eu: Para onde vais nas férias?

_ Estudante: Para casa dos meus avós, eles vivem longe, no campo…

_ Eu: E gostas?

_ Estudante: É espetacular… temos piscina, baloiço… podemos fazer o que quisermos…»

 

Escrever sobre educação é também escrever sobre afetos, sobre inteligência emocional, sobre sentimentos compreendidos. Escrever sobre tal tema implica lembrar dos Avós… aqueles que sabem bem educar no afeto, no carinho e no respeito… aqueles que maior alegria não têm, do que, a de que partilhar o seu tempo com o(s) seu(s) neto(s).

Muitas das vezes os pais afirmam que eles mimam em quantidade excessiva, que tudo permitem e que isso pode prejudicar a educação de quem cresce. Em minha simples opinião, permitam-me discordar… para as crianças o papel de avô/avó está bem definido: são quem os mima e são amor pleno e constante… todas as permissões são apenas deles e só podem ser pedidas a eles… é uma relação individualizada… única! E aprende-se tanto: o conceito de tempo, de diferenças geracionais, de tradições, de família…

Os avós sabem contar histórias como mais ninguém, sabem ensinar jogos tradicionais como se fossem prémios valiosos, sabem demonstrar amor como verdade!

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publicado por Maribel Maia às 13:58

4 comentários:
Os meus pais, a morar a escassos metros de mim, e para evitar custos com amas ou creches, tomaram conta da minha filha desde os 2 meses!
Até aos 4 anos, altura em que foi para o jardim de Infância, passava mais tempo em casa com a minha mãe.
Quando foi para o jardim e, mais tarde, para a primária, era o meu pai que a ia levar e buscar, e vinham algumas vezes a pé, outras no autocarro da vila.
O meu pai sempre puxou por ela e ensinava-lhe coisas novas, levava-a a lanchar antes de ir para casa, oferecia-lhe livros e, por vezes, era a minha filha que fingia que estava a dar aulas ao avô!
Onde quer que fossem, já toda a gente estava habituada a vê-los juntos.
Hoje em dia, quando vêem só o meu pai, perguntam logo pela netinha, e se vêem a neta, perguntam-lhe logo onde anda o avô!
Posso dizer que, algumas vezes, eu e os meus pais chocamos um pouco por causa da minha filha, sobretudo pela alimentação, já que insistem em dar-lhe bolos, sobremesas, gelados e eu estou sempre a dizer que não pode ser assim, que lhe faz mal, ao que respondem "deixa a miúda comer"!
Mas estamos juntos todos os dias, e fazem tudo por ela! E é tão bom ver esta relação que eu própria nunca pude ter com os meus avós.
marta-omeucanto a 12 de Maio de 2016 às 17:04

Belo testemunho! Nessa prática se espelha a minha teoria escrita!
Obrigada pela partilha!

Maribel, gostaria de lhe fazer um convite para um projeto que eu e mais algumas bloggers estamos a pensar levar a cabo, caso tudo corra bem.
Embora já existam duas revistas de bloggers, queremos criar uma nova revista nos mesmos moldes, mas com algumas inovações.
E eu tinha pensado em convidá-la para colaboradora na área de Educação.
Não sabemos ainda qual será a melhor periodicidade para esta revista, mas o objectivo seria escrever pequenos artigos a abordar a temática da educação.
O que lhe parece a ideia? Gostaria de participar, caso consigamos levar adiante o projeto?

Olá Marta!
Agradeço, desde já, ter-se lembrado de mim para esse novo desafio... claro que tenho todo o gosto em participar no projeto! No que eu conseguir colaborar, cá estarei disponível... Fico, então, a aguardar novidades!

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