Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

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Jun 17

Agora que o ano letivo chega ao fim, vale a pena perguntar-vos qual a opinião sobre as férias dos pequenos… e das novas rotinas que elas exigem…

Já aqui referi a importância das férias escolares para os estudantes, a enumerei várias das vantagens que a elas estão associadas. Sobre tal assunto tenho recebido algumas opiniões diferentes sobre a divisão de tais momentos, seja através dos encarregados de educação, ou através de comentários no Blog, muitas pessoas me acenam um desejo de verem o calendário de férias escolares alterado. Algumas das sugestões direcionam paragens maiores em férias de Natal e Páscoa, diminuindo-se nas férias de Verão, em que a maioria concorda serem demasiado extensas.
Não tenho uma opinião demasiado definida sobre este tema, contudo, concordo que as férias de Verão apresentam um período muito longo, o que pode provocar demasiado distanciamento das rotinas escolares e dificuldades para os pais em manterem os filhos ocupados com atividades promotoras de desenvolvimento emocional e intelectual.
Neste sentido as próprias escolas poderiam oferecer novos calendários escolares, adaptados a uma sociedade atual que carece de uma Educação contemplativa do desenvolvimento em várias áreas do Saber, para além das disciplinas atualmente existentes, como por exemplo, o desenvolvimento: das Artes, da Cidadania, da Igualdade, da criatividade… reflexividade…etc.

 

Ferias.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:26

23 comentários:
A minha amiga vai de férias para Porto Côvo uns dias com os filhos. De seguida, eles vão estar cerca de um mês numas férias desportivas que consiste em irem : à praia, à piscina, ao jardim, fazerem piqueniques, etc.
Depois, vão ter um curso intensivo de Inglês, durante 15 dias, para aprenderem e também para se voltarem a habituar às aulas.
Claro que ter algum poder financeiro ajuda, no entanto, há muitas opções para quem tem menos dinheiro, como iniciativas criadas pelas juntas de freguesia, museus gratuitos ao domingo, etc.
Marta Elle a 14 de Junho de 2017 às 16:27

Pois, como estas férias são tão longas os pais têm de procurar muitas formas de entretenimento, já que não dispõem de tantas férias no trabalho!
Bom feriado!
Maribel Maia a 14 de Junho de 2017 às 19:37

É um assunto que, sem dúvida, carece de discussão.
Porque é que as férias da páscoa estão sempre associadas ao calendário religioso? Porque é que não são mais longas? Porque é que em fevereiro há apenas 3 dias de pausa?

Porque é que as férias dos estudantes(e respetivos progenitores) e professores estão condicionadas ao mês de agosto, criando confusão, stress e preços elevadíssimos? Os pais com estudantes só podem ir de férias nestas alturas, o que é péssimo!
Maria a 26 de Junho de 2017 às 15:58

Questões pertinentes, sem dúvida!
Obrigada pela partilha.
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 20:46

Desabafo de uma mãe (eu!) depois de um longo (que parece ter passado a correr) ano lectivo: não podem estar de férias todo o ano?!
Agora fora de brincadeiras, acredito que para muitos pais seja complicado que os filhos estejam tanto tempo de férias, no verão.
Ainda hoje o meu pai comentava que vai ser um problema agora nas férias, sem nada com que a minha filha se entretenha. Fica com os avós enquanto trabalho, e só nas minhas férias é que aproveitamos.
Já os estudantes, provavelmente chegam a setembro e acham que foram poucas férias.
Se optassem por reduzir as férias no verão, significando isso que os testes seriam mais espaçados, e não 3 ou 4 seguidos numa semana, que a matéria não seria dada a correr, e que haveria mais apoios aos alunos necessitados, sem com isso sobrecarregar horários que os façam passar um dia inteiro na escola, entre outras coisas, apoio.
Não sendo por isso, não vejo em que possa melhorar. Mais vale apostar na oferta gratuita (ou pelo menos acessível) para aqueles cujos pais não têm com quem os deixar, e que cativem os estudantes para passar os seus dias de férias.
Não me parece que aumentar as férias de Natal ou Páscoa adiantasse muito,porque haveria o mesmo problema de não terem onde e com quem passar esses dias.
Qualquer pausa sabe bem, para desligar do ambiente em que passámos meses a fio. E sabemos que, quanto maior, mais difícil é o regresso. Até mesmo para quem trabalha.
Mas, se virmos bem, no primeiro período a desculpa é que passaram muito tempo de férias, e é mais difícil voltar à rotina. No segundo período, já adaptados, é um período longo, que tende a cansá-los e dispersá-los. O terceiro período é aquele mais pequeno, em que já estão cansados e só querem que passe depressa para que cheguem novamente as férias.
Não sei em qual deles o rendimento será melhor.
marta-omeucanto a 14 de Junho de 2017 às 18:43

Muito obrigada pela partilha de uma opinião tão interessante!
Gostei muito do que li!
Beijinhos
Maribel Maia a 14 de Junho de 2017 às 19:41

Já existem muitos programas completamentares à escola e que são muito positivos para o desenvolvimento das crianças / jovens: colónias de férias, por exemplo, férias desportivas. E quando são mais velhinhos podem ser monitores o que lhes incute responsabilidade. Estes programas não seriam possíveis se as férias fossem mais curtas. Contudo, há inúmeros casos em que ficam desamparados, pois os pais trabalham e eles andam o dia todo praticamente sozinhos..
Beijinhos
Chic'Ana a 16 de Junho de 2017 às 11:00

Uma boa alternativa... é, realmente, muito importante que os pais tenham o cuidado de os entreter e responsabilizar nas férias, não os deixando sem objetivos ou compromissos diários...
Bom fim de semana!
Maribel Maia a 16 de Junho de 2017 às 17:29

Já estiveram com miúdos na sala de aula nesta altura do ano? Em que faz muito calor, os dias são grandes e até a nós dá uma preguiça e o rendimento baixa um bocadinho...
Pois é, saber onde deixar os miúdos durante este tempo é um trabalho árduo e muito dispendioso. E em locais do interior onde nem oferta de ocupação de tempos livres existe! Pois é, é uma boa altura para os avós (quem os tem por perto, claro) aproveitarem a energia que os netos transmitem, até rejuvenescem...
Ana Maria a 26 de Junho de 2017 às 11:05

É sempre uma tarefa difícil para os pais encontrarem os lugares mais acertados para as crianças e jovens, pois nem sempre os avós estão disponíveis para eles!
Obrigada pela partilha... Boa semana!
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 11:53

Este é sempre um tema polémico... três meses em casa a mim parece-me muito. E porquê?
Porque nestes tempos, os miúdos não andam como nós andávamos, pela rua, em casa de uns, em casa de outros, ou com uma vizinha e noutros dias com a mãe de abc, não.
Hoje em dia precisamos de os vigiar... existem alternativas, mas a um custo que nem toda a gente pode suportar, no interior, na fase de infância temos muitos ATL's, mesmo da câmara municipal. Já na idade da adolescência não temos nada! Fazem falta ateliers de artes, sim, de música, fotografia, jogos e brincadeiras, investigação... para todas as idades!

Olívia a 26 de Junho de 2017 às 13:05

Obrigada pela partilha! Sem dúvida que muitas mais iniciativas deveriam ser oferecidas aos pais, já que é muito tempo livre!
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 13:53

A limpeza de matas, por exemplo, seria uma iniciativa óptima para o desenvolvimento dos meninos!
Anónimo a 26 de Junho de 2017 às 13:28

Para quem ainda não tem muitas ideias para ocupar os seus estudantes, podem também passar por este Blogue que, não tarda, também dará umas dicas...

"A educação não é apenas formação de línguas e números..." como Voçê muito bem diz. E preciso confrontar desde cedo os meninos com outras realidades, para não termos no futuro adultos a viverem em casa dos pais até aos 30 ou 40 anos, devido a tanta protecção, facilidades e miminhos!
Anónimo a 26 de Junho de 2017 às 17:12

A educação acente no Saber Ser, Saber Estar e Saber Fazer, é muito importante!

Pelo menos em teoria!
Anónimo a 26 de Junho de 2017 às 22:42

Penso que deviamos todos aprender com o sistema educativo do Japão.

Lá as férias de verão são mais curtas mas depois têm férias mais longas por volta da páscoa.

Lá o ano lectivo divide-se em 2 semestres e começa em Abril, depois têm aulas até final de Julho, depois férias de verão, e em Setembro voltam ás aulas que duram até Março. E têm 1 semana de férias de Natal.

Não esquecendo o facto de que lá os alunos do 1º ao 9º ano têm aulas realmente práticas: como cozinhar, como coser, como gerir um orçamento, como cuidar de plantas, etc. Também aprendem sobre impostos, burocracia e como viver em sociedade. Acabam o secundário totalmente preparados.

Lá não existem empregados nas escolas: os alunos são responsáveis por limpar a escola, organizados por turnos, e servir as refeições.
Joana a 26 de Junho de 2017 às 13:31

Obrigada pelo comentário, é uma opção também muito interessante! A educação não é apenas formação de línguas e números...
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 13:57

Os meninos a trabalhar? UI que caía o Carmo e a Trindade.
Eu também tive três meses de férias quando era moço e não andei a importunar ninguém que não tinha nada para fazer. Mas não vivia numa redoma como os moços vivem agora. Andava de bicicleta (sozinho ou com os amigos), ia para a praia (sozinho ou com os amigos), trepava às árvores (...), inventava, fazia uns disparates de vez em quando (...)!
Pedro a 26 de Junho de 2017 às 15:54

Conheço vários jovens que estão a optar por trabalhar nas férias, para ocuparem-se nos tempos livres e juntarem algum dinheiro... Eu acho bem!
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 20:44

O problema de toda esta conversa é que, lendo nas entrelinhas, parece-me ter mais a ver com as necessidades dos país (por vezes designados, em código, por "famílias") do que propriamente das crianças e jovens; quanto às escolas terem "novas áreas" além das disciplinas tradicionais - as crianças provavelmente já passam no "trabalho" mais horas que os adultos; vamos meter ainda mais coisas na escola (se alguma coisa, provavelmente nas escolas já há é matérias a mais, criadas com o argumento de "dar uma formação multivariada" ou coisa assim, mas na prática sobretudo com a intenção de manter as crianças ocupadas enquanto os pais estão no trabalho).

Ou seja, não seria mais produtivo, em vez de discutir se as férias escolares têm uma dimensão apropriada, discutir se as férias e horários laborais têm uma dimensão apropriada?
Miguel Madeira a 26 de Junho de 2017 às 14:01

Essa questão, por cá, também já foi refletida com os leitores... E tem razão, o importante é que, nas férias as crianças e jovens continuem a ter oportunidade de se desenvolverem... Já que horas de jogos de computador ou TV possa não promover muito o Saber Ser...
Obrigada pela partilha!
Maribel Maia a 26 de Junho de 2017 às 14:17

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