Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

02
Out 17

Já muito tenho falado sobre a Educação Formal realizada nas escolas portuguesas e muito tenho debatido com os leitores, sobre as melhorias urgentes que deveriam ser implementadas no quotidiano de professores e estudantes, desde o 1º ano ao ensino Universitário.

Hoje venho apresentar um país que eu considero um dos melhores da Educação Escolar, tanto pelo seu baixo nível de aliteracia, como pelas práticas utilizadas diariamente neste imprescindível conceito chamado de Educação. Não pretendo comparar ambos os países, já que, populações diferentes devem ser entendidas com características únicas e diferentes, sendo que o melhor para uns, nem sempre, será o melhor para outros.

O meu objetivo com estes Post’s é apenas apresentar uma pesquisa que realizei que me parece muito boa.

De uma forma geral, as características particulares e motivadoras desse Sistema Nacional de Ensino:

  • A escolaridade obrigatória estabelecesse entre os os 7 e os 16 anos, sendo gratuito, todo esse longo caminho;
  • Praticamente toda a população frequenta escolas públicas, existindo poucas escolas privadas;
  • O número de estudante em sala de aula não ultrapassa os vinte;
  • As aulas têm duração de 45 minutos com intervalos de 15 minutos;
  • No ensino básico, cada estudante aprende duas línguas oficiais, o Finlandês e o Sueco, e mais duas línguas estrangeiras, dando-se muita importância à língua Inglesa;
  • No ensino secundário o sistema orienta os estudantes para o vocacional ou académico, com vista a um curso profissional ou ensino universitário, no entanto esse caminho não é, de todo, rígido, podendo ser alterado ao longo do percurso. O secundário termina sempre com um exame;
  • Todos os professores são Mestres e na sala de aula podem estar um ou dois professores, se um deles tiver menos experiência profissional e são referidos como a chave para o sucesso deste ensino.

 

De forma muito geral, são estas as particularidades que, acabam por merecer o meu destaque, considerando-as como positivas, contudo as metodologias de ensino são também motivo de referência e que irei resumir no próximo Post.

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publicado por Maribel Maia às 13:36

8 comentários:
Pode haver outros fatores que promovam o sucesso. Por exemplo, noto que cá em Portugal muitos pais não valorizam a escola. Ora esse detalhe faz toda a diferença. As crianças, principalmente, as mais novinhas imitam os pais. Se eles não valorizam a escola elas dificilmente o farão.
Marta Elle a 2 de Outubro de 2017 às 14:34

Eu concordo com a Marta Elle, há muitos pais que estão de costas voltadas para a escolas. Limitam-se a entregar os filhos às 08 da manhã e ir buscá-los às 19, contentes porque não têm que os aturar. Pouco intercâmbio têm com a professora dos filhos ou nenhum. Para mim é muito estranho que haja pais que não falem uma única vez por ano com o prof do filho(a) no 1º Ciclo.

Sei de casos ainda piores. As aulas começam às 8 h e os pais levam-nos às 9 h e à segunda-feira ainda os levam mais tarde.
Também sei de casos em que a criança deixa pura e simplesmente de ir à escola porque "não gosta" e os pais estão-se nas tintas.

Isso é muito grave para a educação transversal de uma criança que se tornará adulto e pai/mãe...
Maribel Maia a 2 de Outubro de 2017 às 19:59

Sem dúvida, os pais interessados, participativos na escola e que demonstram apoio no estudo dos filhos, certamente, terão educados mais interessados na escola e mais responsáveis!
Obrigada pela partilha!
Maribel Maia a 2 de Outubro de 2017 às 19:57

Sem dúvida! O exemplo é a base da aprendizagem, se os pais não mostram que a escola é importante e que faz todo o sentido estudar e ter conhecimento, isso raramente ficará presente no conceito dos filhos!
Maribel Maia a 2 de Outubro de 2017 às 19:54

criaram condições para existir um contexto educativo construtivo.
mami a 3 de Outubro de 2017 às 22:25

Torna-se uma inspiração para outras Políticas Educativas!
Maribel Maia a 4 de Outubro de 2017 às 11:03

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