Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

30
Jan 17

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

«Eu: _Calcula 15+3=___

(momento de espera para concretização do cálculo)

Eu: _Consegues fazer esta conta???

Estudante:_ (……) Não!

Eu: _Porquê?

Estudante: _Não tenho dedos que cheguem pra contar mais…»

 

Para além das incontáveis aprendizagens trazidas pelos primeiros anos de escolaridade, desenvolvem-se também estratégias e métodos de aquisição de saber, fundamentais e individuais um cada criança. O exemplo que apresento aqui, trata-se da dificuldade em aprender a contar de forma abstrata, sendo que, a capacidade de abstração deve ser promovida nas crianças ao longo de todo o 1º ciclo, nos cálculos, problemas, leitura e escrita.

Sendo estas capacidades diferenciadas de acordo com o desenvolvimento específico de cada criança, cabe aos educadores que a apoiam, construir estratégias de compreensão e apreensão de novas matérias. Na situação concreta que apresento, poderemos optar pelo treino com desenhos, ou utilização de objetos, de forma a tornar mais concreta a abstração numeral.

Não podemos esquecer que a melhor forma de apoiar os estudantes na construção de métodos e estratégias passará sempre por considerar as especificidades de cada caso.   

escolar-contar.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 09:50

26
Jan 17

Os próximos testes começam já a ser marcados nas agendas, não tarda é necessário começar a realizar resumos e estratégias de estudo, de acordo com cada disciplina.

Para ajudar e orientar o estudo, hoje, deixo uma Tabela de Orientação ao Estudo, em anexo, para imprimirem e preencherem com os objetivos de cada teste, ao preencher a tabela o estudante deve tomar consciência dos conhecimentos que já adquiriu e dos que ainda necessita de estudar ou retirar dúvidas, com o Professor ou com o Explicador.

 

Na espectativa de que ajude… Bom estudo!

tabela_estudo_2017.pdf

 

publicado por Maribel Maia às 12:18

23
Jan 17

Respondendo a uma proposta de tema, realizado por uma leitora, relativamente à violência na escola:

 

Quando a escola estava reservada apenas a uma pequena elite social e, supostamente, culturalmente socializada, nada se questionava sobre problemas de indisciplina escolar.

Felizmente a escola tornou-se aberta a toda a sociedade portanto, nesta nova escola todos os problemas de uma sociedade se espelham e se espalham naturalmente.

Como nos escrevem os autores: A. Correia e M. Matos no livro: Violência da e na Escola: «Nesta visão tradicional da escola, a indisciplina escolar é indesejável mas inevitável, pois é nesta escola que se espelham os problemas de um mundo atual. Certo é que, não só professores e pais se encontram empenhados no equilíbrio perante tal confronto, toda a comunidade escolar está empenhada (…) na realização da justiça social e do bem estar das comunidades a que pertence» (2003:29).

Sabemos portanto que, não podendo ser erradicada esta violência e indisciplina escolar, o papel de todos nós deverá ser orientar para que não se propaguem estas situações, de forma frequente, nas nossas escolas.

Para finalizar, posso deixar aqui algumas pequenas dicas:

 

  • Não incentivem as crianças a responderem à violência com violência;
  • Expliquem que formas de justiça social podemos recorrer, na escola e fora dela;
  • Não esquecer que, nós adultos, seremos sempre o exemplo de atitudes a seguir;
  • Sempre que necessário devem recorrer à Polícia da Escola Segura.

 

Por aí? Surgem opiniões ou dicas sobre este assunto?

indisciplina.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 08:47

19
Jan 17

Muitas vezes os estudantes sentem-se defraudados nas suas expetativas quanto às notas dos testes, pois escreveram tudo o que vinha no manual escolar, nas respostas dadas e, mesmo assim, não obtiveram os resultados desejados. Para não correr este risco deve ter-se em conta os seguintes aspetos:

  • Quando a pergunta se refere a um texto, imagem ou gráfico é indispensável menciona-lo na resposta e fundamentar toda a explicação teórica com base neste(s);
  • Legibilidade de escrita, se és daqueles estudantes que, por vezes, não percebes o que escreves, melhora essa escrita, para que tu e os professores a consigam ler;
  • Saber a matéria e não saber explica-la revela que o conhecimento está pouco profundo e na avaliação revelará pouco estudo;
  • Uma boa compreensão da pergunta é fundamental para uma resposta pertinente, deve-se escrever sobre o assunto certo na pergunta adequada, se sentes que não entendeste a pergunta, no momento do teste, pede apoio ao professor;
  • Principalmente em perguntas de desenvolvimento deve ter-se em conta todos os tópicos a responder, para não te esqueceres de todos os pontos faz um esquema na folha de rascunho antes de construir o texto final.
  • Atenção aos erros ortográficos, estes não prejudicam a avaliação apenas na disciplina de Língua Portuguesa.

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publicado por Maribel Maia às 15:20

16
Jan 17

Com já foi referido, os “Trabalhos” escolares fazem parte de uma avaliação contínua, normalmente são solicitados pelo professor a toda a turma, outras vezes, proposto a alguns estudantes de forma a proporcionar oportunidade para melhorem resultados. O contrário também pode ser uma mais valia, ou seja, o próprio estudante, pode propor, ao professor, a realização de um “Trabalho Escrito” como mais uma forma de avaliação.

 Assim sendo torna-se pertinente questionar: quais os aspetos a serem avaliados?

  • Respeito pela estrutura, referida anteriormente, (introdução, desenvolvimento, conclusão, etc…);
  • Rigor na linguagem e na utilização dos conceitos: ao grande tema do ‘Trabalho’ estão associados subtemas e conceitos que devem ser explicados e contextualizados;
  • Capacidade de justificação e fundamentação: boas explicações, justificações, argumentos e provas;
  • Estruturação e organização: respeitando a cronologia dos acontecimentos e/ou o encadeamento de ideias e subtemas;
  • Opinião crítica: manifestar a opinião de forma crítica sobre o tema em discussão/análise;
  • Criatividade: na forma como se cria e desenrola o trabalho, deve estar presente a imaginação e originalidade individual;
  • Capacidade de síntese e de orientação, para que o ‘Trabalho’ não se dissipe e exceda o tema proposto;  
  • Utilização das próprias palavras: nunca copiar na integra parágrafos ou textos e sempre que se realiza uma citação de uma frase referir o autor.

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publicado por Maribel Maia às 11:09

12
Jan 17

Como afirmei no Post anterior, desenvolver técnicas e métodos de estudo não é um processo fácil para a maioria dos estudantes, nem de grande vontade para eles. Contudo manter rotinas de estudo torna-se processo necessário para obter os melhores resultados na aprendizagem escolar. Por esta razão proponho aqui algumas etapas, que poderão ser seguidas por qualquer educador e/ou educando:

 

1ª etapa: todo o ser humano gosta de saber mais sobre um tema que lhe desperte gosto, interesse e curiosidade, logo cabe ao educador despertar essa curiosidade natural do estudante, através dos seus interesses pessoais e experiências individuais e cabe ao educando aproveitar os seus gostos e interesses pessoais para desenvolver novos conhecimentos;

 

2ª etapa: cada estudante é diferente, aprende a ritmos diferentes, tem gostos e capacidades diferentes, é portanto importante conhecer e conhecer-se muito bem, seguir o seu ritmo próprio, incentivando e direcionando no momento mais adequado, o trabalho individualizado entre educador e educando aqui torna-se uma mais valia evidente;

 

3ª etapa: despertar constantemente o interesse por saber mais, conhecer melhor, aprofundar reflexões, em qualquer momento do dia e em qualquer situação, para tal o educador deve estar sensibilizado para aproveitar situações do dia a dia e refletir, questionar, explicar… despertando uma vontade natural de querer descobrir;

 

4ª etapa: a melhor forma de querer saber mais, descobrir, conhecer é tendo a oportunidade de experimentar, de vivenciar, sentir… para tal, o contacto, as visitas, o confronto, o usar dos cinco sentidos… será sempre uma forma muito eficaz de despertar curiosidade, interesse… todas as vivências para além dos muros da escola podem aproximar os saberes ensinados na escola;

 

5ª etapa: O ambiente físico é também algo a não descurar, definir em casa, um lugar sossegado, ausente de barulhos e distrações, com um conforto e luminosidade necessário a quem estuda irá incentivar o estudante a criar uma rotina de estudo mais agradável e confortável.     

 

Car@ leitor, encontra mais alguma etapa que sinta ser pertinente e que gostaria de acrescentar a estas propostas? Desde já agradeço a partilha…

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publicado por Maribel Maia às 11:35

09
Jan 17

Quantas vezes dizemos a um estudante “Vai estudar!” e ele rapidamente nos responde: “Já estudei, já fiz os TPC’s”… será isto efetivamente estudar? Se não é estudar então os TPC serão o quê?!?!

Sobre este assunto gostaria de deixar aqui a minha opinião, sendo que, não considero que a realização dos Trabalhos Para Casa sejam um estudo diário, não quero com isto dizer que não devam existir no quotidiano de um estudante, dentro de determinados parâmetros.

Assim, gostaria de assumir que os TPC, para mim, tornam-se importantes como forma de memorizar e perceber melhor a matéria dada na aula, até mesmo para o estudante desenvolver a consciência de que adquiriu ou não os conhecimentos da última matéria lecionada. Os trabalhos de casa tornam-se também forma de desenvolver a responsabilidade para com cada disciplina e para com os professores. Estes trabalhos sendo propostos, em consciência profissional, com ‘peso e medida’, ou seja, sem demasias, torna-se pertinente na educação escolar atual.

Contudo, os TPC não são um estudo contínuo, suficiente e metódico, para os estudantes que desejam atingir bons resultados escolares. Pela minha experiência, entendo também que muitos estudantes não têm métodos de estudo adequados, não sabem estudar individualmente e apresentam algumas dificuldades em desenvolver esse hábito.

Torna-se assim, bastante importante ensinar e motivar a Estudar… deixarei algumas orientações sobre o desenvolvimento desta motivação no próximo Post!   

Estudar.png

 

publicado por Maribel Maia às 13:48

05
Jan 17

Respondendo a uma proposta de tema, realizado por uma leitora, relativamente à legislação da Educação Sexual:

 

Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ A minha professora disse que íamos aprender o Sistema Reprodutivo a seguir e depois fazemos teste, para não confundir matérias!

Eu: _Faz todo o sentido, já que vais aprender muitos conceitos novos!

Estudante: _Só espero que os rapazes lá da turma não comecem a gozar com a matéria… temos lá uns rapazes assim…»

 

Pelo conhecimento que fui desenvolvendo, ao longo dos anos, através da experiência profissional/académica em Educação, tenho notado o pouco investimento do Ensino Português na Educação Sexual Escolar.

Certo é que, tive conhecimento, ao longo dos anos, de algumas escolas com projetos pioneiros na disciplina de Educação Sexual, fundamentadas por uma legislação de 6 de agosto de 2009, referindo que «a educação sexual é objecto de inclusão obrigatória nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, nos moldes definidos pelo respectivo conselho geral, ouvidas as associações de estudantes, as associações de pais e os professores.» (artigo 6º, Diário da República: 60/2009). A meu ver, a maioria destes projetos apresentaram resultados muito positivos na educação transversal dos estudantes.

Contudo, atualmente, vejo ser lecionado em contexto de sala de aula, no 6ºano, na disciplina de Ciências da Natureza, pelo 2º período, uma matéria que se aproxima um pouco do muito que deveria ser explorado na Educação, o Sistema Reprodutivo… normalmente, a ficha de avaliação é dada no final dessa matéria, depois fica ‘adormecida’ como se tudo tivesse sido dito sobre o tema, ao longo de todo o percurso escolar… e mais? Quem ensina mais?

Fica cá o meu desassossego partilhado e a minha espectativa que comentem e reflitam sobre o tema!

Para os curiosos/interessados, deixo-vos a legislação que sustenta esta necessidade educativa, em anexo.

lei ed_sexual.pdf

 

publicado por Maribel Maia às 11:09

02
Jan 17

Foi em 2 de janeiro de 2015 que nasceu o projeto Blogue: Educar(Com)Vida, nasceu de uma imensa vontade de partilhar experiências, vivências, reflexões e inquietações…

É com Vida, com alegria, com motivação e dedicação que escrevo sobre Educação, neste Blog… e faz este mês (janeiro) dois anos de textos, sugestões, orientações, opiniões e partilhas.

Após estes dois anos de palavras deixadas, comentários recebidos, conversas partilhadas.. apenas fica o desejo de continuar… a refletir e partilhar o meu trabalho… e o desejo de que seja uma mais valia para alguém, em qualquer dia destes…e no fundo, lembrar o quanto a Educação é o pilar da sociedade e de cada um de nós!

Obrigada a quem lê, a quem segue, a quem comenta, a quem partilha, a quem visita!

Um sorriso sincero para cada um/a de vós!

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publicado por Maribel Maia às 14:01

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