Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

31
Out 16

Dia do Halloween é comemorado, em Portugal , no dia 31 de outubro. Muito embora no nosso país não exista muito essa tradição, o Halloween, ou Dia das Bruxas é celebrado um pouco por todo o mundo, mas é uma data especial em países como os Estados Unidos da América, Irlanda, Canadá e Reino Unido.

Os símbolos deste dia são as abóboras, bruxas, aranhas, morcegos e velas, entre outros. Neste dia à noite as crianças mascaram-se de forma assustadora e percorrem as ruas, batem às portas para pedirem guloseimas. Quando a porta abre dizem "doçura ou travessura?". Se as pessoas não lhes derem doces ou guloseimas, as crianças têm permissão para fazer uma travessura.

Através das aulas de Inglês nas nossas escolas, esta iniciativa ganha, cada vez mais, adeptos em Portugal.

Como este ano voltou o feriado no dia 1 de novembro, a maioria das crianças vai pedir para ir com os amigos pelas ruas, mascarados para recolherem as maravilhosas guloseimas. Será uma atividade muito divertida, contudo as crianças devem sempre levar um adulto que oriente, proteja e ajuste as travessuras.

Por aí, as vossas crianças vão-se mascarar e percorrer as ruas vizinhas???

 

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publicado por Maribel Maia às 14:48

27
Out 16

faz-me feliz…

 

  • Guardar na carteira os desenhos oferecidos, como se fossem os presentes mais belos;
  • Responder quando o estudante me chama de mister ou de mãe, porque me reconheço, um pouco, em qualquer um destes papeis;
  • Esquecer do tempo e dos problemas enquanto aprendo uma nova brincadeira;
  • Quando nas conversas ultrapasso qualquer profissão e sou apenas a amiga em quem se pode confidenciar inquietações;
  • Repararem no novo corte de cabelo ou no pequeno detalhe visual que mudei;
  • Ao cruzarem-se na rua correm para mim em busca de um abraço, da mesma forma que corro para eles;
  • Aprender mil vezes mais do que ensino…
  • Porque tudo isto vale muito mais do que o dito ‘trabalho’!

 

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publicado por Maribel Maia às 10:48

24
Out 16

Sendo a dislexia uma dificuldade de aprendizagem, trará, ao estudante, dificuldade em manter boas avaliações. Por vezes  estes baixam os resultados escolares em várias disciplinas devido aos erros ortográficos e demonstram mais dificuldades em compreender questões e interpretar problemas.

Tal como já referi, torna-se imprescindível que a comunidade escolar se apresente cada vez mais disponível e sensível para este tema.

Para além disto,  aos educadores/pais/explicadores cabe oferecer um apoio maior e individualizado a estes estudantes, que deverá passar por:

  • Conversar com o estudante sobre o tema e desmistificar receios;
  • Corrigir todos os erros ortográficos de todo o caderno diário e de todos os escritos produzidos pelo estudante;
  • Promover momentos de treino da escrita, constantemente;
  • Incentivar à leitura e interpretação de textos e obras literárias;
  • Reler perguntas e problemas em alta voz para apoiar a compreensão destas;
  • Dedicar momentos especiais ao estudo ortográfico;
  • Utilização de métodos multissensoriais;
  • Incentivos positivos;

 

Para além de todas estas particularidades, não nos podemos esquecer que, um estudante disléxico necessita de um maior esforço para estudar e melhorar a sua escrita, portanto é desejável o incentivo e a constante motivação para tal.

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publicado por Maribel Maia às 10:43

20
Out 16

A dislexia deixa alguns sinais de alerta nos estudantes de tenra idade, contudo, estes podem ser fonte de inquietação para os educadores, em qualquer idade ou nível escolar.

No 1º ano podemos perceber alguns destes sinais de alerta:

  • Dificuldade em associar letras a sons;
  • Dificuldade em ler monossílabos ou soletrar palavras simples;
  • Recusa de concretizar tarefas de leitura;
  • Lentidão e necessidade de apoio na realização dos trabalhos escolares;
  • Histórico familiar de dislexia.

 

Sinais de alerta, nos anos escolares seguintes:

  • Necessidade de soletrar palavras novas, ou com fonemas e sílabas semelhantes;
  • Na leitura, omissão de sílabas ou palavras, ex: biblioteca/ bioteca;
  • Maior facilidade em ler em contexto do que ler palavras soltas;
  • Dificuldade em ler e interpretar problemas matemáticos;
  • Dificuldade em terminar fichas de avaliação no tempo previsto;
  • Erros ortográficos frequentes;
  • Caligrafia imperfeita;
  • Escrita em espelho;
  • Evita ler e escrever.

 

Se revemos alguns destes sinais de alerta, ou outros, que nos inquietem para a possibilidade do estudante estar perante a dislexia, torna-se necessário concretizar um diagnóstico que despiste tal situação. Este diagnóstico é produzido com base na história familiar e clínica, em testes psicométricos, em testes de consciência fonológica, de linguagem, de leitura e da ortografia, e deve ser concretizado por profissionais especializados.

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publicado por Maribel Maia às 13:49

17
Out 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

«Eu:_ Tiras boas notas?

Estudante: _ Podia ser melhor se não fosse esta coisa chamada dislexia.»

Eu: _ Achas que esse problema interfere muito com o estudo?

Estudante: _ Pois?…»

 

Já aqui falei, em publicações anteriores, de Necessidades Educativas Especiais e a dislexia insere-se neste contexto, pois interfere com a capacidade de aprendizagem, dos estudantes ao longo de toda a vida.

A dislexia define-se como «(…) uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caraterizada por dificuldades na correção e/ou fluência na leitura de palavras e por baixa competência leitora e ortográfica (…) que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais» (Associação Internacional de Dislexia).

Ao longo do meu percurso apoiei alguns estudantes com este diagnóstico, contudo nem sempre senti o apoio necessário, por parte das suas escolas, na sensibilização de uma avaliação adaptada a esta situação, esta inquietação também é refletida pela Especialista em Dislexia Drª Paula Teles que afirma: «no nosso país o Decreto-lei 3/2008, aplica-se às crianças com necessidades educativas especiais, mas não faz qualquer referência em relação à metodologia reeducativa a adotar. Na grande maioria dos casos os alunos dependem da “benevolência” dos professores, desculpando a falta de correção, a fluência leitora, a limitação vocabular, os erros ortográficos...» (In Revista Portuguesa de Clínica Geral: 2004). Fica portanto, aqui, um alerta a toda a comunidade escolar para se pensar em novos métodos de apoio e intervenção.

Por toda esta complexidade, pretendo dar continuidade a este tema, nos próximos artigos…

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publicado por Maribel Maia às 14:26

13
Out 16

Alguns estudantes, alguns meses ou anos, após o início da aprendizagem escolar, da Língua Inglesa, começam a assumir uma aversão à disciplina e ao estudo desta, referem ser difícil de aprender e portanto apresentam avaliações mais baixas ou mesmo negativas.

Na minha opinião, na maioria destes casos, esta aversão reflete a perda de um fio condutor de aprendizagem, no decorrer da aprendizagem inicial já que, o estudante, não consegue acompanhar o grau de complexidade crescente que o estudo de uma Língua requer. No primeiro ano de estudo da Língua Inglesa são ensinados grandes pilares que sustentam o entendimento e funcionamento da língua, seja através da quantidade de vocabulário seja na estruturação gramatical que, se não ficar bem assimilada, não poderá apoiar outras aprendizagens futuras.

O meu conselho para colmatar tais lacunas de aprendizagem passa por um estudo acompanhado (explicador/pais) que identifique, explique e desenvolva práticas de consolidação de aprendizagens, de acordo com as dificuldades de cada estudante, devendo, este apoio, ser sempre individualizado e adaptado.  

 

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publicado por Maribel Maia às 15:41

10
Out 16

O apoio individualizado ao estudo, realizado por Explicadores/as, é cada vez mais procurado pelos encarregados de educação que procuram potenciar as qualidades e competências dos seus estudantes, proporcionando-lhes um estudo mais individualizado, personalizado, que apoie o ensino massificador da escola atual. Neste sentido, o papel do Explicador passa, de forma geral, por:

 

  • Ensinar métodos e técnicas de estudo;
  • Desenvolver responsabilidades no estudo;
  • Propor metas adaptadas a cada estudante;
  • Consolidar aprendizagens pouco estruturadas;
  • Adaptar o ensino às especificidades de cada estudante;
  • Desenvolver a capacidade reflexiva;
  • Construir exercícios adaptados e individualizados;
  • Esclarecer dúvidas das matérias a estudar…

 

 

Através da minha experiência, gostaria de associar a todos estas referencias  os três fatores primordiais que os estudantes apresentam como alterações positivas no seu estudo diário, após um acompanhamento individual de um/a explicador/a, são eles: o aumento da segurança perante a(s) disciplina(s) e a avaliação, a  melhoria de resultados escolares e maior empenho e dedicação ao estudo.

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publicado por Maribel Maia às 13:37

06
Out 16

A promoção de momentos que desenvolvem as capacidades emocionais de cada estudante pode estar no dia a dia.  Coloco, aqui, algumas orientações para promover o desenvolvimento da Inteligência Emocional:

 

  1. Construir sólidos vínculos afetivos: torna-se importante valorizar os sentimentos dos estudantes, dispensar momentos de conversa atenta e de empatia com os problemas, angústias e inseguranças demonstradas.
  2. Promover a autoconfiança: através de palavras de incentivo, criação de compromissos na realização de tarefas e a felicitação sempre que estas são efetivamente cumpridas. Demonstrando, também, confiança nas capacidades do estudante.
  3. Desenvolver o otimismo: mostrar que, embora nem sempre corra tudo da forma como pretendemos, devemos olha-las de forma positiva, aceitando as dificuldades da vida. Para tal ajuda a convivência em grupo, pois a interação com outros estudantes demonstram a clara necessidade de fazer cedências e recusas.
  4. Não camuflar as frustrações:  não receber o presente pedido porque não cumpriu o acordado, justificando-se esta negação… Perder alguns jogos ou concursos ajuda também os estudantes a aceitarem um ‘não’ como processos naturais da vida, aprendendo a lidar com tristezas e deceções quotidianas.
  5. Aprender a esperar: ter noção de direitos e deveres é, principalmente, ter noção do Tempo, existem tempos para se brincar, tempos para estudar e tempos para esperar… assim, horários são para serem cumpridos e acordos temporais não podem ser quebrados.
  6. Saber brincar: é através da diversão, só ou em grupo, que um estudante aprende a controlar as suas boas e más atitudes e a colocar-se no lugar do outro. As brincadeiras implicam aprender a obedecer a regras e a respeitar opiniões diferentes.

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publicado por Maribel Maia às 14:46

03
Out 16

 Diálogo entre mim e um/a estudante de 2º ciclo:

«Estudante: _ Ontem tive um dia mau!

Eu: _Porquê?

Estudante: _ Parti a minha caneca preferida… era mesmo a minha caneca preferida!!!

Eu: _Devemo-nos importar com as pessoas, não com os objetos!

Estudante: _ Mas era a minha caneca preferida porque me fazia lembrar a minha avó.

Eu: _ Ficas com essa memória na mesma… só que os objetos não duram para sempre…

Estudante: _Pois não… é pena!»

 

Pretendo refletir sobre a Inteligência Emocional, pois não sendo ainda um assunto muito considerado em contextos formais de educação, deve ser tido em conta como conceito fundamental no desenvolvimento humano. Portanto, a Inteligência Emocional (QE) é tão importante como o Coeficiente de Inteligência  (QI), ambos sustentarão um estudante capaz de aprender e de crescer.

 

Contudo, uma criança emocionalmente inteligente não é uma criança que não chora, não faz birras ou não demonstra frustração, é sim uma criança capaz de lidar e compreender tais emoções, conseguindo interpreta-las e explica-las, melhorando estas capacidades ao longo da vida.

 

Neste sentido, assume-se que o desenvolvimento destas capacidades influenciam diretamente a aprendizagem em contexto escolar, pois, tanto melhor será o rendimento escolar quanto melhor estiver a autoconfiança do estudante,  a sua motivação para aprender e a sua boa capacidade de comunicar com os outros (pares/professores/educadores). 

 

Em termos gerais, a Inteligência Emocional promove no estudante:

  • Confiança em si e na sua conduta;
  • Mantém a curiosidade como sensação positiva;
  • Detém uma intenção de se superar;
  • Controla as suas ações perante si e perante os outros;
  • Aumenta a capacidade de cooperar com outros;
  • Apresenta maior motivação para comunicar e se exprimir.

 

Inteligência Emocional também se ensina????? Veja no próximo Post!!!!

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publicado por Maribel Maia às 13:52

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