Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

30
Jun 16

Para quem cuida diariamente de um estudante com hiperatividade certamente já se sentiu incapaz de melhor ou controlar alguns comportamentos, em determinados momentos. Inicialmente refiro que, cada estudante reage de forma diferente e especifica e quanto mais nos dedicarmos a ficar atentos aos comportamentos, mais facilmente adaptamos as nossas estratégias. Contudo, de forma mais geral, apresento algumas destas estratégias que poderão melhorar o apoio a estes estudantes.

 

A seguir:

 

  • Para acalmar o estudante hiperativo inicie uma conversa sobre um tema que lhe desperte muito interesse: amigos, jogos, programas de TV.
  • Inclua alguma atividade extra curricular desportiva: natação, judo, futebol, dança… ajudará o estudante a despender e controlar a energia.
  • Deve ter-se bastante cuidado com a alimentação, que esta seja bastante saudável e com as necessárias horas de sono… tudo com horários bem definidos.
  • Devem existir muitas regras e tarefas planeadas que não devem ser alteradas.
  • Utilize o contato físico e o carinho como forma de acalmar e melhorar a concentração.
  • Felicite pelas atitudes corretas e encoraje nesta continuidade.
  • Use palavras carinhosas e afetuosas e conversas mais longas e particulares, sempre que necessário.
  • Estabeleça negociações que devem ser sempre cumpridas entre ambos os negociantes.

 

 

A evitar:

  • Jogos e programas televisivos agressivos;
  • Repreender a todo o momento;
  • Nunca descrimine ou puna exageradamente;
  • Não permita a descriminação entre pares (colegas)...

PHDAn.jpg

 

 

publicado por Maribel Maia às 11:45

27
Jun 16

A hiperatividade é mais habitualmente reconhecida nos primeiros anos escolares. Contudo, a angústia de alguns encarregados de educação levam-nos a dificuldades em reconhecer quando são apenas comportamentos irreverentes de criança, ou expressões de hiperativo. Neste sentido apresento aqui alguns comportamentos que podem demonstrar Hiperatividade:

  • Energia que parece inesgotável;
  • Dificuldade em finalizar tarefas;
  • Pouca capacidade de concentração;
  • Dificuldade em cumprir regras;
  • Grande inteligência mas com pouco aproveitamento escolar;
  • Dificuldade em seguir planos;
  • Ansiedade;
  • Impulsividade;
  • Criatividade elevada;
  • Movimentos repetitivos;
  • Dificuldade em adormecer;

 

Como já referi, grande parte dos diagnósticos são realizados nos primeiros anos de escola,  principalmente, através de alertas vindos dos professores. Em Portugal a hiperatividade é considerada uma necessidade educativa especial enquadrada na legislação, beneficiando de apoios especiais que promovam a igualdade de oportunidades educativas.

Estes estudantes devem também ser acompanhados por profissionais (psicólogos/pedopsiquiatras) que orientarão o auxílio necessário, seja através de terapias e/ou com recurso a medicação.

 

slide_4.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:09

23
Jun 16

Conversa entre mim e um/a estudante:

«Eu: _Tu estás sempre inquieto/a e ansioso/a, depois esqueceste de algumas palavras ao escrever…

Estudante: _ Pois... sou…

Eu: _Tens de te acalmar… tenho a certeza que prejudicas as tuas notas por isso, conseguias ainda melhores resultados!

Estudante:_ Se calhar… mas não consigo… a minha mãe já me deu comprimidos mas não adiantou…

Eu: _ Tens de usar a cabeça para tentar controlar isso…»

 

Muito se fala na comunidade educativa sobre a Hiperatividade, conceito, de certa forma, recente, mas que inquieta muitos pais e professores. Neste sentido, trazer aqui o tema, é talvez apresentar algo para muitos leitores bem conhecido, tornando-se pertinente agradecer os testemunhos que poderão, aqui partilhar, sobre a Hiperatividade: experiências, estratégias, opiniões, etc…

 

A Hiperatividade define-se como um estado excessivo de anergia física ou mental, que pode ocorrer em criança ou adulto e em qualquer situação de vida, sem que disso advenha necessariamente algum problema. Contudo, se este estado for avaliado como prejudicial para uma boa qualidade de vida para o indivíduo e/ou para a família deverá refletir-se sobre formas de controlo.

Este estado de hiperatividade interfere, muitas vezes, com o conceito de ensino-aprendizagem, pois provoca, grande parte das vezes, desatenção e dificuldades no cumprimento tarefas na criança hiperativa.

 

como-ensinar-uma-criana-com-tdah-3-728.jpg

 

 

 

publicado por Maribel Maia às 15:52

20
Jun 16

Estamos a meio do mês de junho e grande parte dos estudantes estão já de férias de verão. Assim sendo, os meus próximos Post’s já não serão dedicados aos bancos de escola e às salas de aula. Acabarei este mês com algumas publicações sobre o complexo tema da Hiperatividade…. em julho, continuem a espreitar… para perceberem onde levarei as minhas reflexões semanais…  

 

por-que-blogar.jpg

 

publicado por Maribel Maia às 11:14

16
Jun 16

Para os estudantes que procuram ir mais além no ensino e optam pela continuidade dos estudos através do ensino universitário, novos desafios serão encontrados. Estas alterações ultrapassam em muito apenas a formação, eles mudam em tudo as suas vidas: mudam de cidade, acrescentam amigos e muitas experiências enriquecedoras. Estas mudanças também acontecem nas metodologias de formação e no processo de aprendizagem.

Relativamente ao ensino universitário, os estudantes deparam-se com novos métodos de estudo, que exigem uma grande capacidade de seleção e procura de conhecimento de forma autodidata, sendo ele o próprio construtor do seu conhecimento. A capacidade de procurar e estudar, diariamente, a melhor bibliografia é também imprescindível neste ensino.

O saber construir bons resumos é também fundamental ao estudo, assim como a capacidade para realizar trabalhos, dissertações e reflexões escritas, sabendo utilizar as normas da APA, transcrever citações, organizar bibliografia e selecionar informação.

Os métodos de avaliação são diferenciados do ensino secundário, existindo apenas dois semestres e diferentes formas de avaliação, definidos pelos docentes e faculdades, esta avaliação é realizada através de créditos e as disciplinas denominam-se UC (Unidades Capitalizáveis).

O convívio com novos termos como o Processo de Bolonha ou o Eramus será também uma realidade.

Para quem precisar de apoio ao estudo, no ensino universitário, poderá procurar alguns livros que orientem neste percurso, aqui fica uma proposta: ADELINO TORRES: O MÉTODO NO ESTUDO 1990 (Escher Publicações). Para outros interesses relacionados com o ensino superior poderão consultar a revista:

http://www.maissuperior.com/

tas_fot-dez-10-005_campus.jpg

 

 

 

 

publicado por Maribel Maia às 14:12

13
Jun 16

Já ouvi em vários debates televisivos a referência à escola como promotora de ensino sobre igualdade, solidariedade, inclusão, etc… concordo em pleno com tais informações, pois a escola é lugar de permanência de crianças e jovens em crescimento e desenvolvimento integral, um lugar que deve propiciar tais momentos e aprendizagens…

Muito embora, deva assumir que, analisando de forma mais prática e concreta me surjam várias dúvidas e questões que gostaria de partilhar com o leitor… se em cada disciplina existe um plano de estudos que o professor deve seguir escrupulosamente, ao longo do ano, e neste plano em nada se fala sobre temas como inclusão/exclusão, tolerância/discriminação…. Passarão para onde estes momentos de ensino/aprendizagem?

Mesmo com professores sensibilizados para tal educação, serão alguns minutos, dentro de uma sala de aula, entre o ensino de uma Equação e da Formação de Rochas, que se sensibilizam estudantes para tais questões?

Será nos meandros dos intervalos, entre pares e com a supervisão de poucos Auxiliares de Ação Educativa que se proporcionam tais momentos? Ou será necessário estruturar novos horários, novas equipas e novos métodos de Educação para o Saber Ser?

 

educar.gif

 

 

publicado por Maribel Maia às 17:16

09
Jun 16

Em Portugal apresentar negativas, no final do ano letivo, às disciplinas de Português, Matemática e outra, aponta para uma retenção escolar!

 

Na minha opinião, repetir o ano, nem sempre será sinónimo de sucesso escolar garantido no ano(s) seguinte(s).

Eu concordo que, um estudante que apresente dificuldades em várias disciplinas, que levem à retenção escolar, deve ser acompanhado num apoio ao estudo, paralelo à escola, onde se desenvolva planos de estudo adequados à necessidades apresentadas, de preferência de forma individualizada.

Para além disso, a vontade de melhorar resultados deve estar, também, muito presente e consciente no estudante, portanto os encarregados de educação devem conversar e discutir esta situação com a criança ou jovem, de forma a construir uma consciência positiva, relativamente à escola e ao conhecimento académico.

Para além disso, nas férias escolares de verão, devem-se já incutir objetivos de estudo, não como castigo, mas sim como motivação e interesse na autossuperação. Nesse sentido, não serão necessárias muitas horas de estudo diárias, basta uma hora diária a cada disciplina, por semana, desde que, o estudo seja realizado com altos níveis de concentração e empenho. Este estudo pode ser realizado autonomamente ou acompanhado, de acordo com as necessidades apresentadas.

Finalmente, lembrar que, um estudante retido é um estudante que necessita de um apoio especial, por parte de toda a comunidade educativa.

falhei-ta.png

 

publicado por Maribel Maia às 15:20

06
Jun 16

«Estudos indicam que, em Portugal, existem atualmente mais de 150 000 alunos que ficam retidos no mesmo ano de escolaridade.» (PISA 2012). 

 

Como estamos no final de mais um ano letivo, algum leitor pode estar prestes a confrontar-se com esta situação. Portanto gostaria de refletir e partilhar ideias sobre a Retenção Escolar, seja a nível do ensino básico, como do ensino secundário.

Sobre tal assunto gostaria de relembra a controvérsia que, ao longo dos tempos, sempre gerou.  Isto porque, a Retenção Escolar de uma criança ou jovem pode contribuir para a diminuição da autoestima e da autoconfiança do estudante, assim como dificuldades de integração numa nova turma. Por esta razão, os encarregados de educação e toda a comunidade escolar devem proceder no acompanhamento especial destes casos, não permitindo que uma retenção escolar se torne num estigma ou num estereótipo negativo relativamente à capacidade de aprendizagem do estudante.

Numa outra perspetiva, na sua génese a retenção tem como pressuposto a criação de uma nova oportunidade para a melhoria das capacidades e do desenvolvimento ao nível das aprendizagens dos estudantes, para que sejam adquiridos os conhecimentos necessário do ano escolar que frequenta.

Contudo, para que se consiga induzir alguma melhoria no desempenho académico na repetição do ano letivo, muito mais é necessário fazer, para além do lecionar da matéria de forma repetida.

rep.png

 

publicado por Maribel Maia às 17:14

02
Jun 16

Quantas crianças, que comigo se cruzaram, já me perguntaram: _E se não existisse escola?

Hoje gostaria de deixar aqui mais uma das minhas respostas, constantemente, incompletas: _Se não existisse escola, não existiria os lápis e as canetas novinhas, prontas a estrear… não existia a ansiedade do primeiro dia e a nostalgia do último dia… metade das belas histórias de infância não existiriam… os lanches não eram partilhados… os sorrisos não eram multiplicados… as descobertas eram solitárias… e os professores não passariam de estranhos a fixes a cada semana… eram desconhecidas as ansiadas visitas de estudo… e perdiam-se as emocionas entregas de teste… não se recebiam prémios pelas boas notas e os melhores amigos não seriam os da escola…

Senão existisse escola, a vida não mudava a cada intervalo…. As paixões platónicas eram um mito… o não ter trabalhos de casa não seria o maior prazer do mundo… e as boas classificações não seriam as primeiras conquistas!

Sem escola….eu não seria quem sou hoje! E tu?

 

images (9) (1).jpg

 

publicado por Maribel Maia às 14:18

01
Jun 16

Com a certeza de que aprendo, com elas, muito mais do que ensino.... Feliz Dia principes e princezas!

49-ser-crianca.png

 

publicado por Maribel Maia às 10:49

Junho 2016
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
14
15
17
18

19
21
22
24
25

26
28
29


mais sobre mim
pesquisar
 
subscrever feeds
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO