Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

28
Abr 16

Os ditos ‘trabalhos’ que os estudantes necessitam de realizar em muitas disciplinas, durante o seu percurso escolar, resume-se  a uma compilação bem estruturada e fundamentada de informação, sobre um determinado tema relativo à matéria dada em determinada disciplina.

A este processo atribui-se o nome ‘trabalho’ pelo empenho que supõe incutir no estudante, contudo, com vista a minimizar este empenho, muitos sãos os estudantes, que procuram na internet uma forma rápida de concretizar este processo, com simples ‘copy – paste’ de um, ou mais sítios da internet, sem refletir sobre a veracidade da informação e sem reconstruir tal informação, nas suas próprias palavras.

Embora todos saibam, há que lembrar que estes ‘Trabalhos’ são processo de avaliação e que construídos por este prisma em nada contribuirão para uma boa nota.

 

Alguns  passos imprescindíveis para um bom Trabalho Escolar:

 

  • A recolha de informação deve ser concretizada através de livros que expõem a matéria em questão, a procura desta na internet deve ser apenas mais uma forma de aprofundar o tema;
  • Sempre que existe uma procura de informação na internet, deve reconhecer-se se o site que se consulta atesta verdades sobre o tema;
  • Após a recolha da informação há que pensar no esquema do ‘Trabalho’, tendo em consideração: Introdução, desenvolvimento e conclusão (tema a desenvolver na próxima publicação);
  • A inclusão de imagens, tabelas ou esquemas tornam-se muito importantes, apenas, se forem utilizadas para sustentar a informação e não para embelezar a apresentação;
  • Toda a escrita deve ser concretizada pelas palavras do próprio estudante, que lê e interpreta a informação pesquisada.
  • Sempre que necessitar de copiar frases de algum autor deve colocar « » aspas e referir o nome e livro do autor;
  • Nos dias de hoje estes trabalhos são já realizados a computador, não devendo afastar-se muito, por exemplo, das Normas da APA. Como orientação comum: (letra: Arial 12, espaçamento 1,5 entre linhas; margens de 2cm, texto justificado);
  • Antes de dar por finalizado, solicitar ao educador que leia, prevenindo erros ortográficos que de modo algum devem estar presentes.

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publicado por Maribel Maia às 13:46

26
Abr 16

Os estudantes de hoje referem, com alguma frequência, que irão ter uma Questão de Aula, em determinadas disciplinas, este é, para muitos, um conceito recente.

Questão de Aula está enquadrado no processo de avaliação contínua e propõe ao aluno que desenvolva uma ou várias questões direcionadas para um único tema, desenvolvido em contexto sala de aula, nas semanas anteriores.

Como pode o estudante preparar-se?

  • Identificar o tema a estudar e procurar assimilar o melhor possível a aprendizagem do tema;
  • Construir resumos e esquemas da matéria e realizar vários exercícios, pode recorrer ao livro de fichas escolar;
  • No processo destes dois primeiros pontos deve expor as dúvidas ao professor/educador que acompanha, de forma a esclarecer e corrigir os exercícios;
  • Por fim, não menosprezar o valor desta avaliação como de, menor importância que um teste, pois as Questões de Aula, para além de terem peso percentual na avaliação final, são motivação de estudo para a matéria do próximo teste.

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publicado por Maribel Maia às 16:06

21
Abr 16

Cada vez mais, a sociedade atual apresenta-se alerta para as questões do desenvolvimento emocional, da necessidade de ensinar novos temas que são parte integrante de um ser humano saudável e feliz, como os conceitos de: Amor, Relacionamento, Vida Saudável, Sociedade, Cultura, etc… intrínseco a tudo isto está o conceito de Sexualidade, tão debatido, fora das escolas… tão amado e odiado dentro das escolas!

Há já vários anos que se procuram incluir momentos de ensino-aprendizagem sobre sexualidade nas escolas e vários ‘projetos piloto’ foram concretizados com elevada taxa de sucesso… contudo muitas são as criticas ao assunto, com receios e anseios latentes em todos os intervenientes de educação.

Educar para a sexualidade é educar para o reconhecimento e respeito pelo outro, para um melhor conhecimento de si mesmo, de sonhos e desejos… é ensinar presente e futuro, é aprender sobre afetos e emoções… é procurar apostar em futuros adultos emocionalmente mais fortes , saudáveis e responsáveis…

Serão receios morais ou financeiros que fazem com que a sexualidade permaneça escondida dentro das nossas escolas? Não terão direito, os estudantes, a poderem aprender, sobre este tema, com outros agentes da educação, para a além dos pais e amigos…terão de o fazer, muitas vezes, sozinhos?

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publicado por Maribel Maia às 14:07

18
Abr 16

Para explicar melhor a implicação negativa da ansiedade na concretização de respostas, nos estudantes, apresento seguidamente, uma conversa entre mim e um/a estudante de 2º ciclo de ensino básico, no decorrer do apoio ao estudo para uma ficha de avaliação de Língua Portuguesa:

 

(formam muitas as respostas assim, com urgência e sem muito pensar sobre…)

«Eu: _A palavra doçura é: um verbo, um advérbio, um nome ou um adjetivo?

Estudante: _ É um nome, não.. um advérbio…não… um adjetivo….

Eu: _ Estás com muita pressa em responder e não pensas na resposta!?

Estudante: _ Pois é…

Eu: _Assim cometes erros… Nos testes também procuras fazer tudo muito rápido?

Estudante: _ Sim…

Eu: _ Fazes o teste muito rápido, ou és das últimas crianças a entregar?

Estudante: _ Sou das primeiras.

Eu:_ E não achas que essa pressa te prejudica?

Estudante:_ Pois….. às vezes tiro negativa…..chego ao teste e bloqueio…quero fazer num instante!

Eu: _ Para este teste vais procurar ser das últimas crianças a entregar o teste… vais tentar responder às perguntar com a maior calma que conseguires….»

 

 

O desafio foi aceite, contudo percebi o quanto isso seria um esforço adicional nesta ficha de avaliação.

A ansiedade de responder certo, a vontade de acabar com a pressão da avaliação, o medo de não saber as respostas, desenvolve nos estudantes a ansia de finalizar este processo de minutos que parecem eternos, aqui, a insegurança permanece como traiçoeira do estudo previamente realizado e, que, no momento praticamente não é acedido pela memória, desencadeando aquilo a que as crianças costumam chamar de “bloqueio”.

Não existem elixires mágicos na resolução destes problemas, contudo algumas estratégias poderão ser trabalhadas, no sentido de minorar progressivamente estes impactes. A pedra basilar é, sem dúvida, que o estudante, após os necessários dias de estudo, se sinta preparado para resolver a ficha de avaliação, uma vez que, assume ter estudado bem a matéria e  esclarecido todas as dúvidas.

O passo seguinte terá de ser desenvolvido em conjunto com o estudante, no controle da ansiedade, na gestão de tempos, propondo um aumento de momentos de reflexão na concretização de respostas.

O treino em casa com algumas fichas de trabalho e orientando no tempo decorrido pode ajudar o estudante nesta perceção e diminuindo ansiedades.   

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publicado por Maribel Maia às 15:22

14
Abr 16

Como referi no Post anterior, ser daltónico, para uma criança ou para um adulto, não pode ser, de todo, uma situação associada à discriminação ou a dificuldades acrescidas no dia a dia. Assim sendo, Miguel Neiva, professor da Universidade do Minho, criou um código de cores universal para daltónicos, o ColorAdd®, este código permite que todas as pessoas, de todas as idades e em qualquer lugar do mundo, possa, rapidamente, identificar a cor presente em determinado objeto.

Este código gráfico monocromático “apoia-se nas cores primárias como ponto de partida (Cyan, Magenta e Amarelo) e no seu consequente desdobramento para cores secundárias. Às três formas que representam as três cores primárias, foram acrescentadas mais duas que, de forma simples, representam o preto e o branco", explicou Miguel Neiva, ao DN.

A ColorAdd está a ser procurada por variadas marcas de produtos, a Viarco é, disso um exemplo, apresentando na sua vasta gama de lápis de cor este código e facilitando, assim, o uso dos lápis a crianças e adultos daltónicos.

Este projeto inclui também formação em escolas, desmistificando este conceito de daltonismo e facilitando, a inclusão de estudantes portadores desta perturbação.

É com todo o orgulho que divulgo, aqui, esta magnífica ideia portuguesa!   

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publicado por Maribel Maia às 14:06

11
Abr 16

Diálogo entre mim e um/a estudante de 1º ciclo:

 

«Eu: Podes pintar o desenho!

Estudante: Eu, para pintar tenho de perguntar aos meus colegas qual é a cor dos lápis… já na escola faço assim…. às vezes confundo… mas é mais o vermelho e o verde…»

 

O daltonismo  é uma perturbação da perceção visual caraterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou só algumas cores, como por exemplo dificuldade na distinção entre o verde e o vermelho. Os portadores são maioritariamente do género masculino. Esta perturbação é de origem genética ou resultante de alguma lesão nos órgãos responsáveis pela visão.

É de salientar que, muitas vezes, os primeiros sintomas de daltonismo são detetados na idade escolar, quando as crianças iniciam tarefas como pintar e combinar cores. Assim, quando existe alguma situação que levante dúvidas da presença desta perturbação deve ser realizado um despiste com especialistas  (oftalmologistas) que realizarão os testes necessários, não sendo para tal indispensável que a criança saiba ler ou contar.

A rápida intervenção e apoio a uma criança daltónica torna-se desejável, para que ela não sofra de nenhum tipo de descriminação ou exclusão social, principalmente, em atividades escolares específicas.

Cabe a pais, professores e colegas reconhecerem a apoiarem estes estudantes, devendo estar, para tal, sensibilizados para o assunto.

No próximo Post escreverei sobre o código ColorAdd que poderá facilitar, em muito, estas dificuldades acrescidas de quem é daltónico.

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publicado por Maribel Maia às 13:49

08
Abr 16

Devido às recentes alterações, relativas aos Exames Nacionais e às Provas de Aferição, o término do 3º Período escolar sofreu alterações.

Partilho, aqui, as novas datas:

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Diário da República, 2.ª série — N.º 66 — 5 de abril de 2016

 

publicado por Maribel Maia às 14:45

07
Abr 16

No post anterior referi algumas situações em que o telemóvel, utilizado pelas crianças e jovens, poderá trazer complicações para os educadores, seja em casa, seja na escola ou em outros locais de ensino.

Neste sentido, para minorar tais situações, procure, no momento da entrega do aparelho, a negociação das regras de utilização não pode ser dispensada, delimitando-se horas e momentos de utilização,  interpretando-se o telemóvel como um objeto de responsabilização e cuidado na conservação e uso. Esta negociação deve ser prolongada no tempo, utilizando-se formas de punição ou privação sempre que forem quebradas as regras acordadas.

E não se esqueça que: embora seja considerado um objeto pessoal, pode ser utilizado de forma ilegal, ou pode apoiar uma comunicação com pessoas pouco aconselhadas a crianças e jovens, por estas razões, dentro dos parâmetros do bom senso, cabe a cada educador supervisionar e controlar regularmente este precioso objeto.

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publicado por Maribel Maia às 16:16

04
Abr 16

Diálogo com um/a estudante de 2ºciclo:

«Eu: _ O teu Natal foi bom?

Estudante: Não!

Eu:_ Porquê? Não recebeste prendas?

Estudante: Sim, mas não era nada do que eu queria…

Eu:_ O que querias?

Estudante: Um telemóvel e não recebi…»

 

Car@ leitor, já vivenciou alguma discussão com o(s) seu(s) educando(s) devido ao telemóvel? Acredito que a grande maioria tenha tal experiência, uma ou mais vezes… porque o aparelho não é recente… porque não funciona em pleno… porque o estudante não o larga… porque ele gastou mais do que devia…etc…etc…

Adivinho também este final de discussão: por mais que tenha razão, nos seus argumentos, o estudante sentiu-se defraudado e incompreendido. Deixe-nos aqui a sua experiência, ajudará certamente outros a conviver com este tema, tão atual e tão controverso.

É sabido que não há uma ‘idade certa’ para oferecer um telemóvel a uma criança, contudo, alguns especialistas afirmam que isto apenas deverá acontecer por volta dos 10 anos.

No entanto este aparelho deve estar configurado de acordo com cada idade, para tal, na altura da compra aconselhe-se com os vendedores das operadoras de comunicação, de forma a estabelecerem plafond a gastar, delimitar acessos à internet, downloads, controlo GPS e números SOS.

Todos os estudantes pretendem levar o telemóvel para a escola, o que poderá trazer algumas más utilizações deste, seja em contexto sala de aula: desatenção e desrespeito por colegas e professores , seja no recreio: prejudicando o convívio entre pares, incentivando acorrendo o risco de furtos e formando novos processos de descriminação… até mesmo nas estranhas formas de escrever mensagens, repletas de erros ortográficos, que podem ser prejudiciais na hora de estudar a língua portuguesa.

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publicado por Maribel Maia às 11:37

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