Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

30
Out 15

Diálogo entre mim e um/estudante de secundário:

«Eu: _Estás a gostar das novas disciplinas?

Estudante: _Sim, mas algumas tenho dificuldades… mas com as explicações é mais fácil… tive uma explicação de Economia de 1hora e fiquei a perceber mais do que sei lá quantas horas de aulas…

Eu: _ Explicaram-te de outra maneira?!

Estudante: Sim e é diferente, estou sozinho na explicação, mais atento e tudo…»

 

Se optou pela inclusão de explicações na rotina do seu filho, (estudo acompanhado) lembre-se do seguinte:

  • uma ou duas explicações antes da ficha de avaliação, provavelmente, não trará resultados positivos significativos, a menos que, existam apenas pequenas dúvidas pontuais sobre uma matéria;
  • se pretende apenas explicações a uma única disciplina, o caminho será uma explicação de 1 hora por semana, a menos que existam lacunas de aprendizagem da disciplina em anos anteriores que necessitem de serem renovadas;
  • se o objetivo é estudar para mais do que uma disciplina: retirar dúvidas, esclarecer a matéria e preparar para as avaliações, aconselho uma média de 2 horas semanais;
  • se o objetivo é receber acompanhamento na realização dos trabalhos de casa e acompanhamento em todo o estudo, então deverá optar por 1 hora diária.
  • Não se esqueça que o apoio individual é sempre mais produtivo do que em grupo.

 

Finalmente gostaria de referir que o tempo de estudo acompanhado é diferente de estudo autónomo e o primeiro não deve fazer esquecer o segundo. Para além disso relembro que a vida do estudante deve ser bem mais do que matéria escolar, e aprender é viver em vários contextos, em várias situações.. e até mesmo brincar!

Níveis de concentração durante uma sessão de e

 

 

publicado por Maribel Maia às 14:01

26
Out 15

Muitos encarregados de educação questionam-se sobre a hipótese de incluírem ou não o seu estudante em explicações particulares. Ficam com a dúvida se estas trarão os resultados esperados, ou se será mesmo necessário, pois o estudante pode até conseguir sozinho os resultados que pretende. Não sou nada imparcial relativamente a este assunto, obviamente… mas, procurando assumir alguma parcialidade na opinião particular, gostaria de acrescentar o seguinte:

Nem sempre os estudantes chegam, sozinho, aos resultados pretendidos por duas razões, a primeira porque não querem, já que não se aplicam nem se esforçam, a segunda razão, porque existem dificuldades de compreensão da(s) matéria(s) e portanto não conseguem estruturar um método de estudo adequado.

Assim sendo, se a justificação é a primeira, então prevejo que os resultados escolares em nada se vão alterar pelas explicações recebidas… se o interesse não existe e se não existe nenhum estudo complementar autónomo, poderá nada mudar.

Contudo, se o estudante tem como objetivo melhorar os seus resultados escolares, mas percebe que sozinho não está a conseguir, então, a recurso a explicações é, sem dúvida, o caminho mais certo para se obterem melhores resultados.

 

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publicado por Maribel Maia às 14:14

22
Out 15

Ser estudante é tratar o livro por tu, o professor por você e o colega por melhor amigo.

É inventar mil e uma desculpas para não ter de ir à escola e no dia seguinte pedir o relato detalhado dos últimos acontecimentos.

É ansiar pelas féria e nas férias ter saudades infinitas dos recreios.

É detestar o material escolar e passar horas e escolhe-lo ao pormenor.

É viver intensamente os quinze minutos de intervalo e pensar neles o dia todo.

É esquecer-se das más notas e das boas notas também.

É ter um diário inteiro para escrever todos os dias, como se a vida mudasse a cada minuto. 

É aprender todos os dias e crescer em cada lágrima e em cada sorriso…

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publicado por Maribel Maia às 14:10

20
Out 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de secundário:

« Eu: _Já apresentaste o trabalho à turma?

Estudante: _ já… correu bem…

Eu: _ A professora gostou?

Estudante: _ Acho que sim, pelo menos parecia… e fez perguntas e tudo… os meus colegas cá fora também disseram que estava bom e que foi interessante!»

 

É do conhecimento geral que os estudantes são avaliados, não só pelos testes, como pelo comportamento e pela participação. Contudo, poucos sãos os estudantes que se sentem à vontade para participarem durante a aula, muitos ficam tímidos quando os professores fazem perguntas ou quando lhes é solicitado para ir ao quadro… esta timidez pode até leva-los a errar algo que sabem, por falta de confiança.

Por esta razão é necessário lembrar os estudantes de que, participar ao longo da aula e sobre a matéria que estão a estudar demonstra um interesse presente e uma vontade de aprender que é valorizada pelo professor.

Muitas vezes os estudantes constroem dúvidas sobre uma ou mais matéria que não colocam ao professor por vergonha ou insegurança, portanto é necessário lembra-los que não precisam de perceber tudo na aula e que ter dúvidas e coloca-las faz parte do processo de aprender e nunca fará com que se receba uma avaliação negativa… tirar dúvidas é sinónimo de vontade de saber!

Por fim, aconselho também, aos estudantes mais tímidos, que não se sentem à vontade de colocar dúvidas em frente aos colegas, devem esperar pelo final da aula e pedir ao professor para fazer uma(s) pergunta(s) e assim esclarecer a matéria, certamente que, nenhum professor recusará estar mais uns minutos na sala para esclarecer a questão!

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publicado por Maribel Maia às 11:01

16
Out 15

Tantas e tantas vezes ouvi esta afirmação por parte de quem frequenta a escola, às quais se associaram outras: ‘Para que é preciso saber isto?’, ‘Por mim não havia escola!’, ‘Ter aulas é uma seca!’ ou ‘Hoje foi o melhor dia da escola porque houve greve…’ e, se tentarmos conversar seriamente sobre este assunto com estes ‘refilões’ eles apresentam dezenas de observações contra e não assumem nenhum a favor, para além das amizades que constroem na escola.

Portanto é realmente importante ir incutindo, desde bem pequenino que, a escola é um direito de cada criança e que, infelizmente, não está assegurado a todas elas, provocando graves problemas culturais, sociais e de dignidade humana.

Muitas vezes as crianças nem se apercebem que, em partes do mundo onde o acesso à escola é tão dificultado, essas crianças não têm, de todo, uma vida mais feliz do que elas, antes pelo contrário: ser uma criança feliz é ter oportunidade de aprender, de saber, de estudar e de brincar… vale a pena relembrar estas realidades a quem, felizmente, não as vive!

 

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publicado por Maribel Maia às 13:46

12
Out 15

Para os estudantes que ainda estejam a organizar as suas rotinas e a personalizar o seu material escolar, em anexo, deixo-vos os seguintes documentos de auxílio:

  • Horário escolar (geral): para imprimir e colar em cadernos ou deixar em casa, em lugar visível;
  • Capas para cada disciplina: para imprimir, colorir e colar em cada caderno diário/capa;
  • Etiquetas: para imprimir e colar nos vários materiais escolares, de forma a personalizar e identificar cada pertence.
  • Tabela para anotar as avaliações: para imprimir e ao longo de cada Período anotar os resultados de todos os testes.
  • Horário para anotar tarefas: para imprimir e anotar o estudo e as tarefas a realizar ao longo da semana.

 

Assim nada ficará alojado numa memória longínqua, onde ninguém mais se lembra!!!!

 

Bom estudo e Boas aulas!

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publicado por Maribel Maia às 14:50

08
Out 15

Tal como prometido aqui ficam algumas propostas de exercícios para estudo que podem ser solicitadas, sempre que existam momentos de estudo livre:

  • Estudar a Gramática de Português: independentemente do ano escolar, é imprescindível a aprendizagem da gramática o melhor possível (verbos, adjetivos, determinantes, sintaxe, etc).
  • Escrever uma composição sobre um tema à escolha, seja em Português ou na Língua em que o estudante apresenta mais dificuldades.
  • Fazer o resumo da disciplina que tem mais dificuldade, seja História, Ciências, Físico-Química, Geografia, etc…
  • Realizar alguns exercícios da matéria de matemática que está a aprender.

Se por vezes encontra dificuldades em indicar exercícios para serem realizados recorra ao Livro de Fichas da disciplina a ser estudada, poucos são os professores que não permitem a realização autónoma destes… deve ter em atenção para solicitar apenas a realização dos exercícios da matéria já lecionada.

 

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publicado por Maribel Maia às 14:43

05
Out 15

Quantas vezes os pais, em casa, dizem ao estudante:

“_Vai estudar!

 Resposta: _ Não tenho nada para estudar!

_ Nem trabalhos de casa, nem testes?

_ Já fiz os TPC’s e não vou ter teste…”

 

Sobre esta conversa eu posso assumir, pela experiência com estudantes, que estas respostas nem sempre são de todo verdadeiras… ou porque se esqueceram do trabalho de casa de uma qualquer disciplina… ou porque o ‘não vou ter teste’ significa apenas que não há nenhum teste marcado para o dia seguinte e que não faz a mínima ideia de quando serão os próximos, ou mesmo, porque consideram desnecessário estudar dias antes do teste. Portanto, eu aconselho a que, quando eles respondem que não existe nada que tenham de estudar deve-se perceber o quanto correta está tal afirmação, através de uma conversa mais longa ou mesmo ir verificar os cadernos para rever datas de testes ou trabalhos esquecidos.

Contrariamente a isto, se assim se confirmar que, não existe a necessidade de realizar um estudo específico, mas considerando que para o educador é importante aquele momento de estudo, deixarei, no Post seguinte algumas propostas de estudo a solicitar.

 

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publicado por Maribel Maia às 14:43

02
Out 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de 3º ciclo:

 

«Eu:_ …e estás a perceber esta matéria?

Estudante: _ Não, a stora não explica em condições e depois se nós perguntamos qualquer coisa, ela não liga nenhuma… nem tira dúvidas nem nada… e passa a aula a falar da vida dela..»

 

Quantas vezes ouvi reclamações dos estudantes relativos ao professor X ou Y, eu mesma também já considerei professores como estando muito longe da pedagogia que eu considero ideal, no tempo em que andava a estudar… e tive dezenas de professores/docentes, até ao final do meu Mestrado!

Mas, a discussão sobre o que eu considero como pedagógico, ou não, não é pretensão minha faze-lo aqui, neste Post. O que pretendo é orientar os educadores no momento em que ouvem as críticas a um determinado professor, estas orientações baseiam-se na minha forma de agir e dialogar com os estudantes. Assim:

  • Ouço com atenção e interesse todas as reclamação sobre qualquer que seja o professor, pois os estudantes devem sentir que valorizamos o que dizem.
  • Explico-lhes que, ao longo do percurso escolar, irão encontrar muitos professores de quem não gostam e por isso têm de aprender o mais rápido possível a lidar com isso.
  • Não incentivo estas críticas, referindo que todos temos o direito de ser diferentes e de sermos aceitos nessa diferença.
  • Temos de ter a capacidade de estudar sozinhos, de procurar desenvolver o conhecimento de determinada matéria com a ajuda de outros métodos, para além do professor.
  • Nunca podemos desistir de determinada disciplina apenas porque o professor não explica de forma a que eu entenda.

 

Aguardo por experiências pessoais que gostariam de partilhar comigo e com os leitores, sobre este assunto que, certamente, já vivenciado por todos nós.

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publicado por Maribel Maia às 11:07

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