Com um olhar pluridimensional sobre a EDUCAÇÃO, pretendo orientar educadores e estudantes neste caminho vivido tão intensamente... um caminho onde se ensina e se aprende em cada momento de vida... este é um convite para conversar sobre educação.

29
Jun 15

De acordo com a Academia Americana de Pediatria (AAP), nenhum estudante deve ser privado das suas férias escolares. No entanto, muitos pais ficam preocupados com a forma de cuidar destes, se continuam a trabalhar diariamente. Já poucos são os pais que confiam o adolescente aos grupos de vizinhos, sem a supervisão de adultos. Neste sentido, a sociedade oferece variadas respostas, entre ATL’s, Campos de Férias, ou mesmo avós que, nestas alturas do ano, têm um papel fundamental na promoção da educação.

O convívio e interação com outras pessoas, com diferentes idades promove também um grande desenvolvimento ao nível do Saber Ser e do Saber Estar, educando o estudante para uma sociedade integrante, tolerante e responsável.

Sobre este tema não posso deixar de recordar os cuidados que os educadores devem ter na permissão de utilização da televisão, da internet e dos jogos (em PC, consolas, telemóveis, tablet’s, etc). este tempo de permanência deve ser monitorizado e limitado, nunca ultrapassando uma média de duas horas diárias… não esquecendo que, a utilização continua destas novas tecnologias impedem a criatividade, o convívio e o correto desenvolvimento de quem cresce.

 

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publicado por Maribel Maia às 10:29

26
Jun 15

Ofereço apoio escolar em tempo de férias aos estudantes que:

  • Querem aprender matérias dadas em anos anteriores (aqueles estudantes que já tiram negativa a uma ou mais disciplinas, há já vários anos);
  • Precisam relembrar as matérias lecionadas para melhorar/manter resultados;
  • Gostariam de estudar uma ou duas horas por semana;
  • Necessitam de se prepararem para Exames;
  • Precisam de consolidar bases em transição de Ciclo (4ºano, 6ºano);
  • Pretendam aprender Inglês de forma divertida;
  • Ensino básico sobre computadores: Word e PowerPoint

 

Horários flexíveis… Agende já!

 

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publicado por Maribel Maia às 11:45

23
Jun 15

«Hoje decidi recomeçar a pintar. Fui comprar tintas a algumas telas à Baixa, para retomar aquilo que mais gosto de fazer…» (Livro: A Lua de Joana: 1994).

 

As férias já entraram na casa da grande maioria dos estudantes… e nenhum deles pretende ouvir falar muito sobre as avaliação obtidas ou o próximo ano letivo. Pretendem apenas planear as férias, os convívios e as brincadeiras. Contudo, alguns pais pretendem que o estudante não se afaste totalmente das aprendizagens realizadas até ao momento, seja: porque estão nos primeiros anos de escola e nada deve ser esquecido… porque obtiveram alguma aprendizagem negativa que deve ser novamente estudada… ou porque se avizinha um próximo ano de maior dificuldade… são, portanto, vários os motivos que levam a não deixar as aprendizagens formais desenvolvidas na escola totalmente esquecidas, mas motivá-los para tal tarefa é realmente complexo.

Deixo aqui algumas propostas para que as aprendizagens escolares não sejam esquecidas, na totalidade:

 

  • Aquisição de livros de atividades de férias, à venda em qualquer livraria e que apresentam exercícios divertidos, para várias idades, mesmo para quem vai entrar para o 1ºano;
  • Leituras e mais leituras… sejam livros, ou revistas, sendo do agrado de quem lê torna-se motivador;
  • Jogos didáticos, de acordo com as idades e o número de participantes;
  • Um pequeno curso de línguas;
  • Escrita de composições de histórias criativas;
  • Desenhar e pintar;
  • Trabalhos manuais com vários materiais;

 

O objetivo destas propostas é, principalmente, ‘desmontar’ o conceito de que aprender é monótono e está apenas nos bancos da escola e também despertar novos gostos e competências muitas vezes menos valorizados em contexto sala de aula, mas que apoiam o desenvolvimento e a criatividade dos futuros adultos. 

 

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publicado por Maribel Maia às 11:40

18
Jun 15

Conversa entre mim e um/a estudante 2ºciclo:

«_Estudante: _Nunca mais chegam as férias…

_Eu: O que vais fazer nas férias?

_Estudante: Vou para o Algarve… aquilo é que são mesmo férias…. Estar com a família a fazermos o que quisermos… praia... descansar…»

 

Para quem está diariamente com estudantes certamente notou o cansaço dos últimos dias de aulas, o desejo, em contagem decrescente, de férias. A maior distração e contrariedade em estudar e fazer os trabalhos da escola. É, neste momento que percebemos o quanto as férias escolares se tornam imprescindíveis à vida saudável de um estudante.

Muito se discute sobre o tempo de duração destas férias de verão, e várias são as opiniões fundamentadas sobre a estrutura destes Tempos Letivos… neste post, não pretendo direcionar esta reflexão por tal caminho!

Pretendo apenas assumir a primordial importância destes tempos de paragem, de quebras de rotinas, de maior liberdade para outras aprendizagens educativas menos formais, contudo imensamente construtivas e de desenvolvimento pessoal.

As férias escolares promovem:

  • Descanso físico e mental;
  • Novas capacidades de sociabilização;
  • Desenvolvimento da inteligência emocional;
  • Aprendizagem e partilha de novos jogos e novas brincadeiras;
  • Novas experiências sociais e culturais;
  • Maior proximidade com a família (avós; tios; primos…);
  • Descoberta de outras capacidades e de outros gostos;
  • Novas experiências de educação informal.

 

Na minha opinião, sempre que o estudante precisar, deve ser incluído, ao longo destes meses de paragem, momentos de estudo, que poderá ser de poucas horas semanais. Nestes momentos, o educador deve ajudar a construir o estudo de forma um pouco mais lúdica e divertida para que, quem aprende se sinta motivado e curioso.

 

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publicado por Maribel Maia às 11:27

15
Jun 15

Agora que os estudantes estão em férias, escrever sobre a vida escolar não parece fazer tanto sentido, portanto, ao longo destes meses (até setembro), pretendo escrever sobre outros conceitos que ultrapassam as salas de aula e as salas de estudo.

Em tempo de férias, os meus leitores poderão ler sobre o desenvolvimento e aprendizagem de crianças e jovens, que em muito ultrapassa o ensino formal… e tanto há para refletir e conversar sobre educação informal e não formal…

Para os interessados nesta pluralidade chamada de Educação, continuem a ler este espaço e deixem a vossa opinião, sempre que pretenderem!!!

E boas leituras.

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publicado por Maribel Maia às 11:22

12
Jun 15

Como os meus car@s leitores sabem, utilizo a minha experiência para iniciar e fundamentar as opiniões que aqui escrevo.

Por vezes utilizo até transcrições de pequenos diálogos, entre mim e estudantes, com quem contacto/contactei, de forma a melhor explicar e evidenciar as situações que me motivam, não só à escrita deste Blog, mas também como mote para refletir sobre a minha prática profissional.

Neste sentido, apoio-me num método utilizado na investigação científica das ciências sociais e humanas, de seu nome:  notas de terreno/diário de bordo, incluída na observação participante. Esta técnica permite estudar uma comunidade durante um longo período, participando na vida coletiva dos indivíduos, com o intuito de estudar e compreender para assim, interpretar os significados das experiências dos atores sociais, tarefa que apenas pode ser levada a cabo através da participação  do próprio investigador (Quivy: 1998).

Reafirmando que todas estas conversas são verdadeiras, legitimo também a necessidade de manter estes estudantes anónimos, portanto não cito nomes, escolas, turmas ou géneros, principalmente por ter a certeza que, a confiança e carinho partilhado entre educadora e estudante não deve ser quebrado nem desvendado. Fui e pretendo continuar a ser confidente destas pessoas que crescem e que me fazem crescer!  

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publicado por Maribel Maia às 14:37

09
Jun 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de ensino básico:

«Estudante: _Valeram a pena as explicações!

Eu:_ Já recebeste a nota do teste?

Estudante: _Sim, tirei Bom.

Eu: _ Parabéns! Subiste a nota!»

 

Como as causas deste insucesso escolar são variadas, antes de iniciar uma ação é necessário um diagnóstico mais aproximado possível destas, e sempre que necessário procurar profissionais que apoiem tal diagnóstico. Procurar estas causas não deve ser culpar um ator educativo (pais, estudante, ou professores), muito menos assumir isto como um ataque pessoal.

O objetivo principal deve ser procurar as melhores medidas para sucesso escolar e que poderão passar por:

  • Procurar apoio psicológico;
  • Procurar apoio pedagógico na, ou fora, da escola;
  • Reavivar os sentidos da escola ao estudante;
  • Orientar vocacionalmente o estudante;
  • Redefinir métodos e horários de estudo;
  • Estabelecer diálogos entre todos os intervenientes educativos;
  • Mudar de turma ou de escola, se necessário…

 

Na procura destas melhores medidas, há que ter sempre em atenção a individualidade e especificidade de cada estudante, cada um necessitará de uma, ou mais medidas, adaptadas à sua personalidade, dificuldades, objetivos e motivações de estudo.

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publicado por Maribel Maia às 14:20

05
Jun 15

Por vezes os estudantes apresentam várias notas negativas, a três, quatro ou mais disciplinas, deixando família e professores angustiados e em procura incessante das causas para tal situação.

Não posso, aqui, referir este número infinito, poderei apenas acenar algumas das causas do insucesso escolar:

 

  • Desinteresse permanente pelo ensino/aprendizagem;
  • Não compreensão do sentido da escola;
  • Indisciplina e não aceitação das metodologias escolares;
  • Atrasos no desenvolvimento cognitivo;
  • Instabilidade em idades como a adolescência;
  • Problemas pessoais, familiares ou sociais;
  • Situações relativas à saúde, temporal ou permanente;
  • Origem social.

 

Em termos gerais, estas e outras causas trazem algumas consequências nucleares:

  • Abandono escolar, muitas vezes antes do final do ensino obrigatório (atualmente 12ºano);
  • Sucessivas reprovações devido às negativas em várias disciplinas;
  • O desinteresse pelo ensino superior.

 

Neste sentido, a procura de respostas ao insucesso escolar torna-se urgente e deve envolver toda a comunidade educativa, num trabalho contínuo e de interesse constante… No próximo post deixarei algumas propostas de ação…

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publicado por Maribel Maia às 14:17

02
Jun 15

Diálogo entre mim e um/a estudante de 9ºano:

«Eu: _Como estão as tuas notas?

Estudante: _Tenho negativa a Português, Matemática e Geografia…

Eu: _ Podes não passar de ano se não subires essas notas! Sabes disso?!

Estudante: _ Sim… Queria subir a Português… a Matemática sei que não consigo…

Eu:_ Para isso tens de estudar e tirar uma boa nota no exame nacional!

Estudante: _ Pois… eu sei!»

 

No tempo em que a escolaridade obrigatória não passava sequer da 4ª classe, o conceito insucesso escolar era apenas um vislumbre sobre a incapacidade de aprendizagem, apenas justificada pela incapacidade intelectual, que a maioria da sociedade pouco valorizava. Atualmente a realidade não poderia ser mais diferente e falar de insucesso escolar é procurar perguntas e respostas complexas e é culpabilizar toda uma sociedade educativa por tal problema.

Hoje, a escola preocupa-se com o insucesso escolar, os pais preocupam-se com os baixos resultados e o governo preocupa-se com as taxa de escolaridade da sua população.

Contudo, este tema torna-se profundamente complexo pois, identificar e causas do insucesso escolar é redigir um número infinito de alíneas que exigem um, ainda maior, número de respostas. Nos posts seguintes pretendo dar seguimento a estas reflexões…

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publicado por Maribel Maia às 14:14

01
Jun 15

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publicado por Maribel Maia às 14:33

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